Cultura Pop
Passos de dança, 17 garotas e “congelamento”: Dennis Wilson fala sobre a Família Manson em 1968

É… Muito doido. Pouco após o maníaco Charles Manson bater as botas, ressurgiu na web uma entrevista bizarríssima dada por ninguém menos que Dennis Wilson, ex-baterista dos Beach Boys, ao Record Mirror. Publicado pelo jornal em 21 de dezembro de 1968, o bate-papo introduzia pela primeira vez a relação estranha entre Dennis e a “família” Manson, com o chamativo título “DENNIS WILSON: EU MORO COM 17 GAROTAS”.

Um ano antes dos crimes Tate-La Bianca, Wilson dizia que se dava tão bem com as meninas da família que pensava em transformá-las num grupo chamado The Family Gems. E estava compondo músicas sobre o guru da trupe, “um cara chamado Charles que recentemente saiu da cadeia após 12 anos”. Wilson também aproveitava para contar que Charlie lhe ensinara um passo de dança chamado “The inhibition” (“a inibição”), que seria um exercício de visualização.
“Ainda acredito na meditação e não estou experimentando a vida tribal. Moro na floresta na Califórnia, perto do Vale da Morte, com 17 meninas. Eles são senhoras do espaço. E eles formariam um ótimo grupo. Estou pensando em lançá-los como as Family Gems.
Mas como você encontrou essas dezessete garotas? Foi estranho. Fui às montanhas com um amigo fazer uma viagem de LSD. Vimos duas meninas pedindo carona e uma delas estava grávida. Demos carona e elas esqueceram uma bolsa no carro. Por volta de um mês depois, perto de Malibu, eu vi a garota grávida novamente, só que desta vez ela teve seu bebê. Fiquei muito feliz com ela e foi através dela que conheci todas as outras garotas. Eu falei sobre o nosso envolvimento com o Maharishi e eles me disseram que eles também tinham um guru, um cara chamado Charlie, que havia saído da cadeia recentemente depois de 12 anos. Sua mãe era uma prostituta, seu pai era um gangster, ele entrou no crime. Mas quando o conheci, achei que ele tinha grandes idéias musicais. Estamos escrevendo juntos agora. Ele é burro, de certa forma, mas aceito sua abordagem e aprendi com ele. Ele me ensinou uma dança, The Inhibition. Você deve imaginar que você é um homem congelado e o gelo está descongelando. Comece com as pontas dos dedos, depois o resto do corpo, então você estende-o ao sentimento de que todo o universo está descongelando…
Mas você está sustentando todas essas pessoas? Não, se há alguma coisa nesse sentido, eles estão me sustentando. Eu tinha todos os símbolos de status, de riqueza: Rolls Royce, Ferrari, casas. Então acordei, entreguei 50 a 60 por cento do meu dinheiro. Agora vivo em uma pequena sala, com uma vela, e estou feliz, me encontrando.”
A estranha parceria entre Manson e Wilson, Never learn not to love, foi apresentada no Mike Douglas Show. Olha aí (via Dangerous Minds e Sunset Gunshot)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.







































