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Cultura Pop

Cinco coisas que você vai ver no documentário da Lady Gaga

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Cinco coisas que você vai ver no documentário da Lady Gaga

A primeira cena que você vai ver em Gaga: Five foot two, dá certo pânico. Aparecem só as pernas de Lady Gaga, suspensas, como se ela estivesse (ai meu Deus), enforcada. Não, ela estava apenas içada por cabos. A cantora não veio ao Rock In Rio devido à fibromialgia, mas manda recado pelo documentário sobre ela, dirigido por Chris Moukarbel, que estreou no Netflix na sexta (22): se Lady Gaga, uma personagem maior-que-a-vida, parece forte e dominadora, a mulher Stefani Germanotta, de 1m58, é outro papo. É uma pessoa talentosa, corajosa, mas que tem seu lado frágil, precisa muito da família e tem dificuldades até hoje de fazer valer sua vontade num meio em que a maioria dos produtores e hitmakers são homens. E, sim, mostra que precisa se cuidar bem mais, tanto no lado físico quanto no psicológico, para encarar um dos sistemas de trabalho mais inclementes do mundo – o negócio do entretenimento e da música pop não é brincadeira. Se você for assistir, prepare-se para encontrar esses cinco itens no filme.

É STEFANI OU GAGA? Em boa parte do documentário, o/a fã pode encarar a transformação, digamos, da cidadã Stefani Germanotta em Lady Gaga. Sem, na maioria dos casos, saber onde acaba uma e começa a outra. Ela aparece irreconhecível, sem maquiagem, fazendo comida em casa, brincando com os cachorros e reclamando do ex-noivo Taylor Kinney. “Minha paciência com bobagens de macho já acabou”, conta, antes de confessar: “Tive tantos homens na minha vida, que comecei a pensar que sozinha eu não era boa o suficiente. Não me sinto dessa forma quando trabalho com Mark”.

JOANNE 1. O Mark em questão é Mark Ronson, produtor que estava cuidando com ela das gravações do disco Joanne (2016). Os bastidores do disco são expostos no filme, com Gaga iniciando os esqueletos de canções como Million reasons, gravando o clipe de Perfect illusion, e tendo que fazer um tratamento médico duríssimo por conta da fibromialgia enquanto lida com questões típicas do mercado fonográfico atual, como o fato do álbum ter vazado para a internet dias antes do lançamento oficial (por causa de uma loja que decidiu vender o CD antes da data regulamentar). No fim da gravação, ela chora.

JOANNE 2. O nome completo de Gaga é Stefani Joanne Angelina Germanotta. A Joanne em questão é sua tia, irmã do seu pai, que morreu aos 19 anos, vítima de lúpus, numa época em que pouco se sabia sobre a doença. “Ela foi ao hospital com minha avó e tinha algo crescendo nas mãos dela. Em 1970 não se conhecia lúpus, não era curável, e nem mesmo agora é curável. Os médicos sugeriram que amputassem as mãos dela”. A história afetou sua família e o disco novo é, evidentemente, dedicado à Joanne. Numa das cenas mais tocantes do documentário, a avó de Gaga leva um enorme material de memorabília da filha morta para ela, e ouve Joanne, a música. Mais choro – até o pai de Gaga chora.

OK, TEM TAMBÉM MADONNA. Gaga reclama que a cantora, de origem italiana como ela, fala mal dela pela mídia e não olha nos olhos nem fala na cara. O primeiro recurso a qualquer fã de música pop é comparar o documentário de Gaga com Na cama com Madonna. Impossível, já que a imagem que fica de Lady Gaga é bem menos sexualizada e mais humanizada. Em vários momentos, ela aparece no palco ou no estúdio, ensaiando ou fazendo um show, e corta para Gaga chorando no escuro, por causa das dores pelo corpo, ou fazendo tratamento para a fibromialgia. “É como se uma corda estivesse puxando o dedão do meu pé”, diz a certa altura.

UMA PESSOA COMUM, FILHA DE DEUS. Em meio a dúvidas, dramas, criações artísticas (rolam os bastidores do show dela no Super Bowl, em fevereiro) e encontros com a família, aparecem momentos de descontração. Gaga decide ir incógnita a uma loja da WalMart ver se consegue encontrar cópias de Joanne à venda. Sem ser reconhecida, pede para falar com o gerente e reclama que os discos não estão à mostra. “Você tem o disco novo do Lady Gaga?”, pergunta a própria. “De quem?”, responde o funcionário. Depois ela é reconhecida, posa para fotos e dá autógrafos.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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