O New Musical Express destacou cinco bandas indie que andaram fazendo aparições recentes na série Twin Peaks – lembrando que o diretor David Lynch é mais conhecido como cineasta, mas também é músico, tendo lançado dois discos de rock experimental desde 2011. No fim de cada episódio, uma banda pouco conhecida aparece tocando no palco do Bang Bang Bar. Olha aí os grupos que a série escolheu.

CHROMATICS. Não é uma banda novinha – foi formada em 2001 em Portland, no Oregon, e já tem quatro discos gravados, os dois últimos por um selo chamado Italians Do It Better. Mais recentemente vêm lançando singles, que ficariam para o quinto disco, “Dear Tommy”, que vem sendo adiado desde 2014 – recentemente a banda revelou que o produtor e programador Johnny Jewel destruiu todas as 25 mil cópias do disco que estavam nos depósitos da gravadora, após uma experiência de quase-morte. Os Chromatics regravaram tudo e prometem o álbum para breve. A psicodélica “Shadow” foi tocada pela banda na série nos dois primeiros episódios.

THE CACTUS BLOSSOMS. Com cara de Everly Brothers, os Cactus são realmente dois irmãos: Page Burkum e Jack Torrey. Os dois cortaram o cabelo à moda dos astros pop “família” pré-Beatles e começaram a cantar clássicos do country, apenas por diversão, sem um plano de carreira. “Mas também por curiosidade e por gostarmos disso tudo”, contam num texto do seu site. “Mississippi” apareceu no episódio 3 de “Twin Peaks”. E e está no disco de estreia, “You’re dreaming” (2016).

AU REVOIR SIMONE. Banda do Brooklyn, que já teve uma faixa remixada por Lynch, e cujo nome vem de uma frase do filme “As grandes aventuras de Pee Wee”, de Tim Burton. É um trio feminino dedicado ao dream pop e ao rock sintetizado, que já fez turnês com bandas como We Are Scientists e Peter, Bjorn and John. “Lark”, que apareceu no quarto episódio, é antiguinha: está no primeiro disco, “The bird of music”, lançado há dez anos.

TROUBLE. Bom, aí bateu o nepotismo: o grupo tem Riley Lynch, filho de David, como um dos integrantes. O som tem aquela mesma atmosfera punk-jazz de bandas como Morphine – dizer que o som é “cinematográfico” ou que é perfeito para as telinhas e telonas é meio clichê, mas é por aí mesmo – e vale dizer que a banda é bacana. “Snake eyes” apareceu no quinto episódio.

SHARON VAN ETTEN. Cantora de Nova York radicada em Nova Jersey, que costuma ser apontada como tendo “ecos da tradição folk” (o site Pitchfork a classificou assim). Tem quatro álbuns e um EP lançados, já passou por selos bacanas como Polyvinyl e Jagjaguwar e fez shows no Brasil em 2015 – na época, disse ser fã de Milton Nascimento. Em entrevistas, revelou que sua carreira cresceu até demais para seu plano inicial e contou que precisou terminar um relacionamento de dez anos porque seu trabalho afetava o namoro. “Tarifa” apareceu no episódio seis.