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Cultura Pop

Aquela vez em que Uri Geller virou cantor

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Aquela vez em que Uri Geller virou cantor

Em Senhor Tempo Bom, rap de Thaíde e DJ Hum que fala sobre a chegada do mundo black à cultura pop dos anos 1970 no Brasil, uma das lembranças citadas é “Uri Geller entortando garfo na televisão”. O paranormal israelense, que já tinha virado mania na TV lá fora, passou pela mesma situação por aqui nos anos 1970. Ganhou até um programa próprio na Rede Globo nos anos 1970, no qual entortou garfos na frente de uma plateia de crianças. E, como acontecia com muitos famosos, invadiu o mercado do disco.

Se Uri Geller fosse uma celebridade dos dias de hoje, o caminho natural para ele (que recentemente, previu Donald Trump na presidência dos Estados Unidos) seria, graças à fama, montar um canal no YouTube, virar influenciador digital, criar um podcast ou algo do tipo. Só que, nos anos 1960 e 1970, você não precisava sequer cantar para gravar um disco. Havia casos em que o cantor nem ia ao estúdio: chamavam um/uma infeliz qualquer para soltar a voz e o compacto (ou LP) saía com a cara do famoso na capa. Agora, o que tinha excelente saída, era quando o pobre diabo soltava a voz no disco, mas declamando textos (já fizemos uma espécie de mapa brasuca dos discos declamados dos anos 1960, 1970 e 1980).

Aquela vez em que Uri Geller virou cantor

E aí saiu esse disco aí em 1974, que traz Uri Geller em parceria com o pianista americano Byron Janis. Este último, esclarece o texto do encarte, o primeiro artista dos EUA a ser enviado para a União Soviética, durante um intercâmbio cultural entre as duas nações. Os arranjos eram do britânico Del Newman – o cara que, entre outros feitos, fizera a regência do arranjo de George Martin para Live and let die, de Paul McCartney.

O disco não está inteiro no YouTube. A primeira música é esse primor de romantismo aí, Come on and love, falando sobre uma “voz encantada” que comanda tudo e que “faz as flores sonharem””.

Sim, tinha uma música para você colocar no toca-discos e aprender a entortar um garfo. Mood terminava com uma nota de consolação aos que não conseguiram: “Se não der certo/não fique desapontado/não acontece com todo o mundo”.

Uma espécie de tema de amor espacial: Velvet space, que fala coisas como “os planetas parecem comigo e com você”, etc.

Quem participava do álbum era a cantora britânica de soul Maxine Nightingale, em comecinho de carreira. Ela soltava a voz em This girl of mine e A story to tell, um ano antes de estourar com a pérola disco Right back where we started from (essa canção aí de baixo).

Saíram outros discos com o nome de Uri Geller. Em 2013 um projeto de música eletrônica chamado Mindful lançou Bend & melt, um feat. com o paranormal fazendo mais declamações. Tem até clipe. Pega aí (ah sim, Uri Geller, o disco lá de cima, saiu em CD)

 

 

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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