Cultura Pop
Aquela vez em que uma Paquita gravou uma canção política sobre o voto na adolescência

No dia 2 de março de 1988, a juventude brasileira ganhava voz (er) nas urnas, já que a Constituinte aprovou o voto facultativo para menores a partir de 16 anos. De autoria do deputado Hermes Zanetti (PMDB-RS), a emenda teve o apoio de 355 constituintes, recebeu 98 votos contrários e 38 abstenções. No ano seguinte, para incentivar os jovens a votar (numa época em que todo estudante pichava o A de “anarquia” nas carteiras escolares), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) lançaram a campanha “Se Liga 16”.

Aparentemente, a ideia deu certo, já que em 1990 o número de eleitores menores de 18 anos foi superior a 2,9 milhões. Esse número representava 2,07% do eleitorado nacional. Em 1992, mais de 3,2 milhões de eleitores (3,57% do total de eleitores) com menos de 18 anos foram às urnas. Não dominamos muito esse assunto, vale citar, e esse dados foram tirados do site da União Nacional dos Estudantes.
O que ninguém esperava era que o slogan “Se Liga 16”, que inclusive é usado pela UBES e pela UNE até hoje, aparecesse num lugar bastante inusitado em 1990. E marcasse uma união mais inusitada ainda.
Em 1990 Andréa Veiga era atriz, modelo e tinha sido a primeira Paquita do programa infantil da Xuxa – e também gravava discos como cantora teen. O letrista e poeta Ronaldo Bastos, por sua vez, estava prestes a começar a tramar o selo Dubas (que começou em 1994) e vinha de uma série de músicas compostas ao lado de artistas como Milton Nascimento – também havia tido um passado sério de luta contra a ditadura militar, lembrado no livro Os sonhos não envelhecem, de Marcio Borges. E Ronaldo foi o autor da letra de uma música chamada Se liga 16, que saiu num disco de Andréa lançado pelo selo Xuxa Discos.
A melodia foi composta por dois músicos que tocavam com Gilberto Gil (Jorjão Barreto e Celso Fonseca) e o arranjo poderia ter saído de uma demo do trio Stock, Aitken & Waterman – produtores e compositores de quase tudo que ocupava espaço no pop radiofônico britânico do fim dos anos 1980. Se você precisava ouvir um som inesperado no dia de hoje, e apreciar mais um encontro bastante aleatório, tá aí o que você queria.
Por sinal, Andréa canta bem: pega ela aí em 1993 na novela Salomé, da Globo.
Ah, sim: Se liga 16 estava na trilha de Um sonho de verão, filme da Xuxa Produções que virou meme faz pouco tempo, por causa das semelhanças que muita gente viu entre ele e o coreano Parasita, que ganhou o Oscar. No filme, de 1990, Sergio Mallandro faz um motorista que se infiltra numa mansão, leva a namorada, vários amigos e acaba hospedando uma turma de jovens que aparece por engano de ônibus.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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