Connect with us

Urgente

Pedro Mello transforma separação em valsa a duas vozes com Jessica Assis

Published

on

Pedro Mello - Foto: Luiza Bohrer / Divulgação

RESUMO: Em Lembrança, Pedro Mello e Jessica Assis contam os dois lados de uma separação numa valsa pop-rock. A faixa antecipa o álbum de estreia do cantor, em 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Luiza Bohrer / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Quando um relacionamento acaba, nem sempre as duas pessoas concordam sobre o que aconteceu. É disso que fala Lembrança, novo single do cantor e compositor carioca Pedro Mello, que chamou Jessica Assis para dividir os vocais. Lançada em 17 de setembro, a música é a primeira prévia de seu álbum de estreia, previsto para janeiro de 2027.

Pedro escreveu a faixa depois de uma separação. No começo, a ideia era cantar tudo sozinho, mas ele achou que faltava alguém para contar o outro lado da história. “A gente estava falando sobre uma história contada por duas pessoas. Então fazia sentido trazer uma outra voz para demarcar bem essa interseção”, explica.

Jessica entrou na música depois que Pedro a ouviu cantar num encontro de artistas independentes. A voz mais suave dela faz um contraste com o registro grave do cantor.

Outra ideia foi tratar o relacionamento como uma dança. Daí o ritmo de valsa, misturado com guitarras, sintetizadores e uma pegada pop-rock dos anos 2000.

“Eu queria trazer a ideia de que se relacionar com alguém é dançar com essa pessoa, tentar se encontrar no meio de uma dança. E queria trazer a imagem de que foi uma dança que não deu certo, de que, em algum momento, você se desencontra com o outro”, conta.

O disco de estreia de Pedro vai passar por diferentes momentos de uma relação, incluindo amores à distância e separações. Lembrança é a única faixa em que a outra pessoa também aparece para contar sua versão.

Pedro começou a cantar ainda criança, acompanhando os pais em ensaios de coral, e passou pelo teatro musical antes de investir nas próprias músicas. Em 2023, lançou Como deveria ser, seu primeiro trabalho autoral.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Urgente

Felicidade brilha no ar: Everything But The Girl anuncia novo disco

Published

on

Everything But The Girl - Foto: Edward Bishop / Divulgação

RESUMO: Everything But The Girl anuncia Blue reservoir para fevereiro de 2027 e lança Young and dumb, balada acústica com influência de bossa nova e folk.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Edward Bishop / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Se a sua maior lembrança da história do Everything But The Girl eram aquelas fotos em que Tracey Thorn e Ben Watt pareciam estar meio chateados um com o outro – ou cada um imerso em seu inferno particular – os dois voltaram na maior felicidade na nova foto de divulgação, que anuncia o single Young and dumb e o álbum que tá vindo, Blue reservoir (prometido pelo selo Buzzin’ Fly/Virgin para 19 de fevereiro de 2027).

Bom, Tracey tá bem feliz – Watt olha para ela com uma expressão do tipo “você, hein?”, mas parece bem alegre com o novo disco. Fato é que a ótima Young and dumb parece anunciar um discaço. Na música, Tracey canta versos como “sim, estou mais velha e mais sábia / sei mais do que sabia antes / mas eu abriria mão de toda a sabedoria para ser jovem e boba de novo” em memória daquela antiga versão de você mesmo / mesma que podia cometer um monte de otarices, mas era mais autoconfiante e saía fazendo o que dava na telha.

O EBTG tem história, e muita: de 1982 para cá, são mais conhecidos por uma fórmula de sophisti-pop que todo mundo imitou (no Brasil, são muitos os filhotes do casal). Dá para perceber a sensualidade do som deles de longe, mas o principal é que Tracey e Watt estão acostumados a transformar sentimentos em versos, e a trabalhar numa linha divisória entre a música reflexiva e o pop dançante. Isso tudo aí combinado não tem como não render canções inesquecíveis.

O Everything But The Girl passou um bom tempo longe dos estúdios depois de Temperamental (1999) – um ótimo disco, por sinal. Tracey Thorn e Ben Watt seguiram cuidando de suas carreiras solo até que, em 2023, resolveram retomar a parceria com Fuse, álbum que recuperava a ligação da dupla com a música eletrônica e as pistas de dança. No ano passado, veio outra novidade: os primeiros shows em 25 anos, numa série de apresentações com ingressos esgotados no MOTH Club, uma pequena casa londrina. Foi justamente essa experiência que acabou dando origem a Blue reservoir, novo álbum da dupla.

“Havia uma intensidade e simplicidade nos shows do MOTH que nos remeteu ao início da nossa carreira. Direto, enraizado no violão e na voz, com alguns toques extras. Fazia muito tempo que não estávamos nesse universo, e a sensação era de algo novo e autêntico”, conta Tracey.

Ben, por sua vez, resolveu comprar um violão espanhol de cordas de nylon e redescobriu uma maneira de compor que havia deixado um pouco de lado. “É o som de grande parte da música com a qual me identifiquei quando era mais jovem, e eu nunca tinha tido um. Tornou-se um verdadeiro trampolim emocional para mim. Encontrei uma voz que achava ter perdido”, explica.

Young and dumb, vale dizer, é uma balada acústica com levada de bossa nova – e o banquinho-e-violão é uma das influências que aparecem no disco, ao lado do folk inglês e de ritmos latinos. Boa parte de Blue reservoir foi gravada ao vivo no RAK Studios, em Londres, com Rex Horan no baixo, Evan Jenkins na bateria e o londrino filho de brasileiros Fabio de Oliveira na percussão.

Há até uma ligação familiar com o passado da dupla: Fabio é filho de Bosco de Oliveira, músico que teve influência importante na sonoridade de Eden, álbum de estreia do EBTG, lançado em 1984. Outra participação familiar é a de Blake Watt, filho de Tracey e Ben e integrante da banda indie-folk Family Stereo, que toca em duas faixas. Depois das sessões em estúdio, Ben acrescentou alguns detalhes às gravações em casa.

O clipe de Young and dumb também recupera o MOTH Club. Com roteiro criado pela própria dupla e direção de Edward Bishop, o vídeo foi filmado em plano-sequência, com algumas surpresas pelo caminho. A música, por sua vez, fala da passagem do tempo sem grandes dramas, numa abordagem que combina bastante com dois músicos que já passaram dos 60 anos e parecem interessados em reencontrar algumas coisas que deixaram para trás.

Abaixo, você confere Young and dumb, a capa de Blue reservoir e a lista de faixas.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Capa de Blue reservoir, álbum do Everything But The Girl

LISTA DE MÚSICAS:
01. Forward
02. Scala
03. Young and dumb
04. Do what you can
05. Christmas gone
06. Courage mon brave
07. The round and round
08. Fork in the road
09. Good hope
10. The great unknown

Continue Reading

Urgente

Guided By Voices anuncia 44º disco e ainda rende boas fofocas

Published

on

Ouvimos: Guided By Voices, "Welshpool frillies"

RESUMO: Guided By Voices anuncia Speculation and gossip, seu 44º álbum, para janeiro de 2027. Robert Pollard aposta em gravações remotas, pós-punk e surrealismo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Sarah Zade Pollard / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Tão certa quanto a possibilidade do Guided By Voices lançar dois ou até três discos por ano, é a certeza de que o mix de power pop, pós-punk e The Who + Kinks do som deles sempre irá trazer surpresas. Dessa vez, a banda anuncia o lançamento de seu 44º álbum de estúdio, Speculation and gossip – que sai só em 22 de janeiro, pelo selo Rockathon Records -, e o líder Robert Pollard avisa que escolas de arte como surrealismo e dadaísmo foram influências fortes nas letras. Conta também que decidiu transformar o grupo numa espécie de projeto à distância no novo disco.

“Voltamos a fazer tudo remotamente, com cada integrante criando sua própria abordagem para o som, fidelidade e instrumentação, em vez de tocarmos todos juntos”, diz Pollard. “Eu queria uma separação mais audível dos instrumentos e, no geral, buscava mais diversidade nas estruturas das músicas, estilos musicais e conteúdo lírico. Também queria que fosse muito mais leve, menos pesado no tom geral do que Crawlspace of the pantheon (disco mais recente deles, resenhado aqui). Neste, eu apenas dei a eles referências de gênero. Pós-punk, pop, prog, psicodelia ou combinações”.

O tal lance do surrealismo não vem por acaso – Pollard é colagista e recentemente fez uma exposição bem grande de suas obras. “Eu trabalho com colagens todos os dias. É um vício. Há lançamentos especiais em produção para 2027, mas ainda não posso revelá-los”, conta (via Rolling Stone). O cantor também tem desenvolvido uma uma obsessão pelo filme Era uma vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino. “Assisti várias vezes”, diz ele. “Quase decorei os diálogos como se fossem do Rocky Horror Picture Show“.

Por trás do nome Speculation and gossip (“especulação e fofoca”) deve haver algum tipo de ajutoparódia – afinal, o GBV, mesmo não sendo uma banda mainstream, tem lá seus momentos de fofoca. Recentemente uma entrevista do guitarrista Bobby Bare Jr a um podcast deu início a especulações de que o grupo havia acabado – na verdade, a transmissão da conversa do músico estava tão ruim que tudo acabou picotado a ponto de virar “estamos acabando. Você nunca vai ver um show. Terminou. Nunca mais vamos tocar” (ele quis apenas dizer que a banda continuava gravando, embora não houvesse planos de novos shows).

Um outro causo da história do Guided By Voices diz respeito à ocasião em que o baterista Kevin Fennell resolveu colocar sua bateria à venda no eBay por US$ 55 mil. A justificativa era o valor histórico do instrumento, usado em gravações clássicas da banda. Pollard ficou puto, enviou um comunicado dizendo que Fennell nem sequer estava mais na banda, e vazou um troca de e-mails bem amarga entre os dois (com direito a Pollard chamando o músico de amador e dizendo coisas como “não se iluda, Kevin, achando que as pessoas se importavam com quem estava atrás daquela bateria”).

Seja como for, Speculation and gossip já rendeu até Designed for use, o poderoso primeiro single do disco. O humilde Pollard declarou que a faixa é uma “declaração sobre minha própria versatilidade e resistência em compor músicas e gravar discos nos últimos 45 anos. Ou poderia se aplicar a qualquer experiência humana. É um hino”. Vale dizer que a música é boa demais, de verdade. Confira abaixo o single, a capa do disco e a lista de faixas.

Capa do disco Speculation and gossip, do Guided By Voices

LISTA DE FAIXAS:
01. My cartoon
02. Satan and the new temptations
03. Kicking circles
04. Path of the razor
05. Designed for use
06. Repenthouse
07. Light through the window
08. That’s the kind of guy I am
09. 63 cry babies
10. Answer asparagus
11. Mr Skull
12. Otherworldly bathroom fixtures
13. Stupid question
14. All things decided
15. Town of my day
16. Solar systems

Continue Reading

Urgente

808 Punks enfrenta machismo e discursos redpill no clipe de “Respeita as mina”

Published

on

808 punks - Foto: Léo Castro / Divulgação

RESUMO: A banda carioca 808 Punks combate o machismo e os discursos redpill no clipe de Respeita as mina, inspirado no cinema B e nos debates das redes sociais.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Léo Castro / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O novo clipe do 808 Punks tem um recado para os machistas de plantão: quem gosta de diminuir as mulheres pode acabar descobrindo o que é ficar por baixo. É mais ou menos isso que acontece no novo clipe da banda carioca 808 Punks, Respeita as mina, lançado nesta terça (27). O vídeo, dirigido por Rabu Gonzales, tira uma onda com os debates de internet, especialmente os discursos redpill, e ainda busca inspiração no cinema B e no filme A mulher de 15 metros (direção: Nathan Juran, 1958), que fala de uma mulher que se transforma em gigante.

A música tem letra de Ana Blancato, do duo B+P, que ela divide com o integrante d grupo André Paumgartten (voz, programação e theremin). “Respeita as mina não é uma súplica, é uma ordem! Não vamos ser obedientes ou nos calar para o machismo”, avisa Ana.

Para Glenda Maldita, uma das vocalistas, a conversa também precisa acontecer dentro do próprio circuito alternativo. “A cena independente não está livre do machismo só porque se diz alternativa e ‘underground'”, afirma. E completa: “Não queremos ser exceção, atração especial ou a banda feminina da noite. Queremos tocar, produzir, organizar e ocupar esses espaços sem ter nossa capacidade questionada por sermos mulheres”.

O lançamento acontece no Outubro Rosa e tem um significado especial para Ana, que enfrenta um câncer de mama. A ideia é lembrar que as discussões sobre saúde, autonomia e respeito às mulheres não podem ficar restritas a um mês do calendário.

“A força da mulher vem de todos os lados, de dentro de casa, da maca, da luta e do rojão. Nós estamos em diversas lutas todos os dias e perseveramos. Principalmente por nós, pelas nossas e pelas que virão… Uma por todas e todas por uma! Vencendo o câncer do machismo e o de mama!”, diz Ana.

Misturando punk, funk e eletrônicos, o 808 Punks acaba de fazer sua primeira turnê pela Alemanha e já tem novas viagens pela frente. Em novembro, volta ao Uruguai. Em dezembro, encerra o ano com a festa 808 Party, no Imperator, no Rio, ao lado de MC Carol.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS