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Utilidades

Uma empresa tá dizendo que essa faixa de cabeça ajuda você a pegar no sono

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Dreem

Criado pela empresa Startup Rhytm, o Dreem não passa de uma tira de feltro que você põe na cabeça. Mas a firma diz que o objeto trabalha para monitorar e analisar seu cérebro durante seus períodos de descanso. E promete que, mesmo que seu sono seja extremamente agitado, você vai acordar se sentindo, er, 88% mais bem descansado e alerta (quem dá a cifra é o Huffington Post).

A ideia é que o gadget auxilie naquilo que o periódico chama de “epidemia de falta de sono”, que está pegando na Inglaterra, e deixa os britânicos, em média, com uma noite de sono perdida por semana (mais de 70% dos britânicos não dormem oito horas por noite). A faixa de cabeça foi projetada pelo designer Yves Béhar, pode operar através de um aplicativo no seu telefone (putz, tomara que não funcione como uns spinners aí) e lança mão de técnicas cognitivas e respiratórias. E de muito áudio, seja de sons relaxantes ou até de estímulo a pensamentos abstratos.

O Dreem usa tecnologia de condução óssea, o que garante que sua mulher/seu marido não seja acordado pela geringonça. Que por sinal, deixa você parecido com um super-herói – um Power Ranger, talvez?

Não testamos e aparentemente só a turma do vídeo abaixo testou o Dreem – já que o aparelho ainda está apenas em pré-venda. E aí, vai encarar?

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Games

Suzanne Ciani fazendo a triilha do pinball Xenon

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Suzanne Ciani fazendo a triilha do pinball Xenon

Lançado em novembro de 1980, o pinball Xenon trazia algumas novidades para o universo daquelas máquinas que se tornaram super populares nos anos 1970 e 1980. Para começar, a compositora de música eletrônica Suzanne Ciani foi convidada pela empresa Bally (que basicamente trabalhava com caça-níqueis e coisas ligadas ao universo dos cassinos) para fazer a música do jogo. E acabou também fazendo a voz feminina do game.

A ideia da Xenon era produzir algo “sexy” – ainda que vários fãs do game façam questão de destacar o pioneirismo da marca em criar um robô feminino, volta e meia dava para ouvir uns gemidos e uns “try Xeeenon” na parada. Mas Suzanne resolveu fazer mais do que havia sido encomendado a ela e foi entender como funcionavam o jogo e as reações de quem jogava. Tanto que além de fazer a música, sugeriu que sua própria voz fosse gravada como “reações” do robô. Voz e música foram gravados em chips especiais e, dessa forma, o jogo chegou a todos os usuários nos fliperamas da época.

E esse texto é só uma introdução BEM grande para o vídeo abaixo, que mostra uma reportagem do programa Omni Magazine com Suzanne e com a turma da Bally. Suzanne aparece compondo a música do game, colocando voz, argumentando que seria legal que o jogo tivesse a voz dela, entre outras coisas. A produção da máquina e do chip também aparece no vídeo.

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Via Early Cianni

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Som

Um flexidisc de 1967 com música eletrônica “do espaço”

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Uma notícia bem interessante para quem ama eletrônica e revistas antigas é que uma turma com muito tempo livre jogou na internet os exemplares, em PDF, da Practical Electronics, uma revista britânica que existiu de 1964 até 1992. Aliás, existe ate hoje, com o nome de Everyday Practical Electronics. Por lá, você aprendia coisas como montar aparelhos de som, despertadores, pequenos gravadoras de fita, entendia como consertar instrumentos musicais e coisas do tipo. E também ganhava brindes bem estranhos, como esse flexidisc encartado na edição de outubro de 1967 da revista.

O disquinho entrava numa área bem importante para quem era fanático (a) pelo universo dos aparelhos de som e queria alguma coisa para testar as caixas acústicas, já que trazia vários sons de microfonias, barulho de televisão sem transmissão e ruídos que pareciam vindos do espaço. No final, todos os barulhos aparecem juntos, num efeito que o site Boing Boing classifica como “música de carnaval do espaço sideral”.

O leitor e amigo Rafael Lourenço tem esse flexidisc e chama a atenção para o fato da música ter sido composta por Frederick Judd, um britânico “que é um compositor ate certo ponto cultuado entre muitos que apreciam a musica eletrônica dos anos 50, 60, foi compilado numa coletânea chamada Electronics without tears de 2012. Vale lembrar que muitos outros compositores mais famosos participaram desses ‘discos demonstração’. Entre os discos que tenho em casa, tenho um disco de demonstração de um modelo moog dos anos 60 em que o som registrado nele foi composto pela Wendy Carlos, que mais tarde fez a trilha do filme Laranja Mecânica entre outros”, escreveu.

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Cultura Pop

Quando o ex-guitarrista do Guns N Roses vendeu água (?)

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Quando o ex-guitarrista do Guns N Roses vendeu água (?)

Calma: não foi o Slash que vendeu água, até porque – enfim – ele não é mais ex-guitarrista do Guns N Roses faz um tempinho. Quem foi o responsável por essa aventura foi DJ Ashba, que tocou na banda de 2007 a 2015, quando (pelo menos foi o que ele disse na época) optou por ficar apenas no Sixx A.M., o grupo que ele divide com Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe.

Se você for daqueles fãs do Guns que amam todas as fases da banda, talvez saiba disso. Mas se não for, provavelmente vai se surpreender: Ashba, um músico nascido em novembro de 1972 em Indiana, cujo nome verdadeiro é Daren Jay Ashba, é CEO de um alegado império das comunicações e da criatividade, o Ashba Studios. O negócio começou em 2003, quando ele montou a Ashba Media e a Ashbaland Inc. Com o tempo, a empresa do músico foi se especializando em criação de ambientes temáticos para eventos.

O trabalho inclui criação de bonecos, robôs, cenários, designs e tudo o que a equipe do ex-Guns puder imaginar. O site da empresa (estamos fazendo propaganda de graça e não recebemos um tostão por isso, já avisamos) apresenta trabalhos realizados com o Cirque Du Soleil, com o Planet Hollywood hotel e cassino, com a Wella e inúmeras outras empresas (que também não estão pagando a gente pela propaganda gratuita).

Em 2017, Ashba voltou à mídia rapidamente porque resolveu acrescentar mais um negócio à sua lista: pôs nas lojas a Ashba Water, uma marca de (como diz o nome) água.

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Mais hipster impossível: o músico disse que estava em sua loja de roupas em Las Vegas (sim, ele tem uma) pensando na possibilidade de lançar uma marca de tequila. E já estava até fazendo um projeto para a garrafa do futuro empreendimento, quando apareceram umas pessoas pedindo água. “Pensei: ‘por que não estou vendendo água?’”, disse.

Aparentemente o negócio de água de Ashba não prosperou: o Twitter da empresa tem menos seguidores que o Instagram do Pop Fantasma e o site está fora do ar. O guitarrista causou certa polêmica (e alguns risinhos) quando disse que “havia poucas marcas de água com gosto bom” (er, na aula de ciências no antigo ginasial aprendemos que a bebida é incolor, inodora e insípida) e que “lançamos um produto com qualidade excepcional, não é o tipo de coisa que você abre a garrafa e a merda se espalha pelo ambiente”

(pauta roubada de Matheus Henrique Pires)

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