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Desenho animado

“The hangman”: um desenho animado em que todos podem ser as próximas vítimas

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"The hangman": um desenho animado em que todos podem ser as próximas vítimas

Todo mundo já viu aquele poema First they came… (o do verso “primeiro eles levaram os socialistas…”), escrito pelo pastor antinazista Martin Niemöller, já que ele aparece todos os dias nas redes sociais, pelos mais variados motivos.

Se você quiser variar um pouco, comece a postar isso nas redes sociais. The hangman é um desenho animado de 1964, feito por Les Goldman e Paul Julian, e narrado pelo ator Herschel Bernardi. O filminho de onze minutos é a versão animada de um poema ainda melhor que o do pastor Niemöller, The hangman, que narra a chegada de (como diz o próprio nome) um carrasco que chega em uma cidade pequena, e vai executando todos os moradores. À medida que todos são executados, os que vão sobrando ficam com medo de serem os próximos e não falam nada. Spoiler: sobram só o carrasco e o narrador do poema, no final.

O carrasco, o poema, foi escrito por um cara chamado Maurice Ogden. As informações sobre o autor são meio duvidosas. Ele publicou a poesia pela primeira vez num número de 1954 da revista Masses and mainstream, usando o pseudônimo de Jack Denoya. E de modo geral, o texto costuma ser mais associado ao holocausto e ao antissemitismo, mas vale para tudo.

Herschel Bernardi, o narrador, tinha experiência com os assuntos dos versos de Ogden. Era judeu e tinha sido vítima da caça às bruxas de Hollywood nos anos 1950 (quando artistas eram perseguidos por serem supostamente ligados ao “comunismo”).

Em 1976, aliás, Herschel atuou em Testa de ferro por acaso, filme dirigido por Martin Ritt que tem como tema justamente o macartismo. Como novidade, a presença de Woddy Allen no papel principal – um barman, Howard, que começa a assinar textos para roteristas de esquerda que foram banidos por causa da lista negra de Hollywood.

Os dois animadores do filme, por sinal, fizeram muita coisa interessante. Paul Julian foi um dos primeiros responsáveis pelo “beep beep” dos Papa Léguas.

Via Open Culture

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Desenho animado

Asparagus: desenho animado alucinante de Suzan Pitt

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Um dos blogs que a gente mais gosta no mundo, o Messy Nessy Chic, publicou em sua seção de “coisas que achamos na internet” algumas imagens do desenho animado Asparagus, da animadora americana Suzan Pitt.

Fomos atrás para descobrir qual era a desse desenho e descobrimos uma maravilha sexy-psicológica-surrealista de dezoito minutos que está no YouTube (e que, como tudo que está no YouTube, como foi o caso do filme Som alucinante, pode desaparecer de uma hora pra outra, então pegue logo).

Suzan (1943-2019), que era originalmente pintora, tinha nove anos de  trabalho como animadora quando lançou Asparagus. O filme foi lançado em 1979 como parte de uma instalação artística Whitney Museum of American Art, que incluiu o cenário do filme. Uma matéria no site Hyperallergic lembra que Asparagus estreou como abertura de uma exibição do desconcertante Eraserhead, de David Lynch. Também recorda que a cultura mexicana e a iconografia católica exerceram uma enorme influência no trabalho dela.

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Cultura Pop

Miles Davis: entrevista em desenho animado

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Miles Davis: entrevista em desenho animado

Miles Davis era um gênio e sabia disso. Bom, foi o que ele deixou bastante claro numa entrevista que deu ao jornalista Ben Sidran, falando sobre sua paixão pelo desenho (ele adorava desenhar e inclusive fez uns desenhos durante a entrevista), sobre sua amizade com Dizzy Gillespie e sobre o fato de música representar tudo em sua vida. “Eu estaria morto se não conseguisse criar”, disse o jazzista. “Não haveria nada pelo qual eu quisesse viver. É meio egoísta, mas gênios são egoístas”.

E, bom, o canal Jazz at Lincoln Center transformou o bate-papo em desenho animado, há uns quatro anos. Ficou bem legal.

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Cinema

Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

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Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

Pinóquio, a animação da Disney, foi feito em 1940. O que ninguém esperava era que a animação com a corrida espacial dos anos 1960 ajudasse no surgimento de uma versão interestelar da história moralista do boneco de madeira que queria ser gente, mas não conseguia vencer as tentações ao longo do caminho.

Pois é: em 1965 um diretor e roteirista americano chamado Fred Ladd foi contratado para reformatar e ajudar a lançar nos EUA uma animação belga chamada… Pinóquio no espaço sideral. Dirigido por Ray Gosseens, o filme era uma produção do editor da história em quadrinhos do Tintim (o belga Raymond Leblanc) e do cofundador da Filmation, a empresa que fez o desenho animado Archie Show (Norm Prescott) e a série da Poderosa Isis.

A novidade é que jogaram o desenho animado no YouTube.

A adaptação da história é uma continuação das aventuras nas quais o personagem já havia se envolvido. Pinóquio já havia virado uma criança e, como castigo por ter mentido, desobedecido e feito umas coisas erradas, tinha voltado a ser um boneco de madeira (e sonhava em voltar a ser um menino).

O garoto frequentava a escola, vivia com o pai (o carpinteiro Gepeto, que passava por uma baita crise financeira). Mas cai de novo numas tentações aí da rua, e acaba indo parar numa aventura espacial, ao lado de uma tartaruga alien, enviada por seu governo para investigar um aumento incomum de radiação em Marte. No desenho, a dupla enfrenta uma baleia gigante e répteis enormes – tudo para assustar seus filhos. Quem vir o filme vai ser poupado do chato Grilo Falante, que não surge no desenho animado, mas numa determinada hora Pinóquio conta umas mentiras e o nariz dele cresce. Igualzinho à história original.

 

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