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Cultura Pop

Terror cancelado: a série sobre Frankenstein que saiu do ar

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Terror cancelado: a série sobre Frankenstein que saiu do ar

O blog Halloween Love entrega que havia uma caveira de burro enorme na grade da emissora CBS nos anos 1970. A emissora americana conseguia fazer sucesso com suas séries noturnas (tipo M*A*S*H*) mas a quarta-feira à noite ainda era um mistério: nada do que entrava lá dava certo e todos os shows que a estação bolava para estarem lá, em pouco tempo, eram cancelados. Até que surgiu a ideia: por que não bolar uma série de terror para a quarta à noite?

Parecia ser uma saída viável, já que os anos 1970 haviam sido marcados pelo enorme sucesso de filmes aterrorizantes (seja de terror, catástrofe ou até de terror espacial, como Alien – o 8º passageiro, batedor de recordes no fim da década). Mais: filmes como Young Frankenstein (1974), de Mel Brooks, fizeram sucesso unindo terror e comédia. Essa era a premissa de Struck by lightning, exibida a partir de 19 de setembro pelo canal.

Terror cancelado: a série sobre Frankenstein que saiu do ar

O plot da série parecia… bom, tire suas próprias conclusões: Ted Stein (Jeffrey Kramer), um professor de ciências do ensino médio de Boston e bonachão em tempo integral, herda um hotel sinistro de seu falecido avô. Só que o tataravô de Ted é ninguém menos que o Dr. Frankenstein. E mais: o faz-tudo do hotel, Frank (Jack Elam), é o monstro criado por ele (e que muitas vezes é confundido com o médico que o criou). Ted, quando olha o local, decide vender a casa e voltar para Boston.

Só que… Frank precisa de um soro que ele tem que tomar a cada 50 anos e está chegando a hora de renovar o estoque, ou morrerá. Ted poderia pensar “ué, problema dele”, mas é convencido a ficar lá para continuar os estudos do antepassado ilustre e fazer mais soro para mandar o faz-tudo vivo.

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Existe um único vídeo de Struck by lightining no YouTube e por lá dá para perceber que a série não tinha muito como dar certo. A sensação do começo ao fim é de que tem algo ali que deixa tudo meio descolado e sem união. O tema de abertura é a romântica You are so beautiful, com Joe Cocker (!!!).

A crítica na época acabou não perdoando e destacou apenas o que havia para ser destacado: a atuação de Jack Elam como Frank. “É o único ator no show desta noite que parece ter entrado em seu papel. Os outros recitam suas falas como se tivessem eletrodos em seus pescoços”, escreveu Tom Brinkmoeller no The Cincinnati Enquirer. Elam, por sinal, chegou a afirmar à Variety que houve uma razão especial para que ele aceitasse o papel: os produtores disseram a ele que por causa de sua aparência incomum e de seus olhos esbugalhados, ele não precisaria se maquiar para se transformar no personagem Frank (!!).

Quem previu o fim de Struck by lightining se deu bem: a série não durou nada e foi só até 3 de outubro de 1979. Foram onze episódios filmados, mas só três foram ao ar. Se a Wikipedia estiver certa, ela terminaria com um episódio chamado My mystery guest, que ninguém viu.

 

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Cultura Pop

Tem XTC no podcast do POP FANTASMA

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XTC

É a banda de Making plans for Nigel e King for a day! A banda britânica XTC deixou saudade na gente e em mais um monte de fãs. No nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO, recordamos alguns dos momentos mais maravilhosos (nada de “melhores momentos”, XTC só tem música maravilhosa) desse grupo, liderado pelos gênios Andy Partridge e Colin Moulding, que acabou de forma misteriosa e deixou vários álbuns que todo mundo tem que conhecer. E convidamos o amigo DJ e músico Pedro Serra (Estranhos Românticos, O Branco E O Índio, Rockarioca) para ajudar a explicar porque é que você tem que parar tudo e ouvir o som deles agora mesmo.

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cinema

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

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No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

Indo na onda do documentário Val, sobre o ator Val Kilmer, e recordando os 50 anos da morte de Jim Morrison, lembramos no nosso podcast, o POP FANTASMA DOCUMENTO, aquela época em que Val virou Jim. O ator de filmes como Top Secret interpretou o cantor no filme The Doors (1991), dirigido por Oliver Stone. E, de uma hora para outra, mais uma vez (e vinte anos após a partida de Jim Morrison), uma geração nova descobria canções como Light my fire, Break on through e L.A. woman.

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cultura Pop

Quando pegaram Gary Cherone (Extreme) para Cristo

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Em 1994, pouco antes de gravar o quarto disco com sua banda Extreme (o pseudo-conceitual Waiting for the punchline, de 1995) e de fazer uma tentativa de virar o vocalista do Van Halen (que deu no disco Van Halen III, de 1998, e numa turnê), o cantor Gary Cherone encontrou Jesus. Bom, mais que isso: ele se tornou Jesus, como ator da ópera-rock Jesus Christ Superstar, mas apenas nas montagens da peça em Boston, em 1994, 1996 e 2003.

O papel de Gary incluiu a crucificação e tudo, e o cantor chegou a declarar que a peça era uma antiga obsessão sua. “Sempre adorei a música dessa peça”, contou. O musical foi uma produção da Boston Rock Opera, trazia ainda Kay Hanley (Letters To Cleo) como Maria Madalena, e participação de vários roqueiros locais. Gary realmente curtia Jesus Christ Superstar: segundo uma matéria do The Boston Globe, a equipe que fazia o musical estava pensando em não apresentar nada na páscoa de 1994. Só que Gary não deixou: tinha visto uma encenação em Boston em 1993, gostou do que viu, passou a mão no telefone e ligou pessoalmente para a turma oferecendo-se para o papel.

A equipe ouviu o pedido do vocalista do Extreme, achou que ser maluquice não aproveitar a oferta do cantor e partiu para os ensaios. Detalhe que Gary, depois de três temporadas sendo crucificado, se preparava para outro desafio na mesma peça: iria interpretar Judas, o amigo da onça de Jesus. “Gosto do papel de Jesus, mas Judas tem músicas mais pesadas”, chegou a dizer.

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Isso de Gary resolver interpretar Judas e gostar do lado meio pesado da história (e ele fez mesmo o papel em 2000) reacendeu uma velha polêmica em relação a Jesus Christ Superstar. Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice inicialmente como uma ópera-rock lançada apenas em disco (ninguém tinha grana para levar aquilo tudo ao palco e não surgiam produtores interessados), a história discutia os papéis de Jesus Cristo e de seus apóstolos durante sua última semana de vida. E quando a peça foi à Broadway, com Jeff Fenholt como Jesus e Ben Vereen como Judas, não faltou gente reclamando que Judas parecia bastante simpático na peça.

Interpretando Jesus, por sinal, Gary encarou um papel que já foi vivido por outro vocalista de rock. Ninguém menos que Ian Gillan, que foi Jesus no LP da ópera-rock, feito quando ainda não havia planos para levá-la aos palcos. Mas Gillan não quis subir ao palco quando a montagem começou a ser feita, alegando que não queria virar ator. Um tempo depois, o papel de Jesus passou a ser tão cobiçado por roqueiros que até Sebastian Bach (o próprio) interpretou o papel.

Se você mal pode esperar para ver o ex-Skid Row interpretando o papel (bom, vai demorar pro POP FANTASMA fazer outra matéria sobre o mesmo assunto…) tá aí.

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