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Talk Show: o spin-off dos Stone Temple Pilots

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Talk Show: o spin-off dos Stone Temple Pilots

Poucos meses depois da morte do ex-vocalista dos Stone Temple Pilots, Scott Weiland (1967-2015), quem reapareceu foi ninguém menos que Dave Coutts. De 1983 a 1993, o cantor americano foi integrante de uma banda pouco conhecida da região de Long Beach, Califórnia, o Ten Inch Men. Entre 1997 e 1998, e muita gente sequer lembra disso, ele foi o frontman de uma espécie de spin-off dos Stone Temple Pilots, o Talk Show, que contava com os irmãos Robert (baixo) e Dean DeLeo (guitarra) e Eric Kretz (bateria).

O grupo – visto na foto acima – durou apenas um disco, epônimo, lançado em setembro de 1997. E foi o emprego dos três, com Coutts à frente, enquanto o vocalista Scott Weiland se tratava da batalha (perdida, após várias tentativas) contra as drogas, e lançava seu primeiro disco solo, 12 bar blues. Os dois álbuns seguem aí embaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=dR05rZP3tL4

Esse é o primeiro hit do Ten Inch Men, Good for the soul, lançado em 1984 e executado em rádios locais. O grupo teve um núcleo de fãs, mas nunca assinou com uma gravadora grande.

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Em março de 2016, Coutts foi encontrado pelo site Blast Echo em Long Beach, já afastado havia alguns anos da música (tinha um emprego que preferiu não revelar). Disse ter orgulho do disco que gravou com o Talk Show, afirmou que ainda falava com Robert DeLeo, mas meteu o pau em Dean, que chamou de “idiota” e “esnobe”. E não demonstrou ter muito apego por Kretz. “Eles costumavam falar muito sobre Weiland. Na verdade, todo o tempo que estivemos juntos. É como romper com sua namorada e ela começa a sair com sua melhor amiga”, contou.

O disco do Talk Show foi lançado pela mesma gravadora dos STP, a Atlantic. Em vez do onipresente Brendan O’Brien, que cuidou de todos os discos dos Stone Temple Pilots, o próprio grupo produziu o álbum. Hello hello, o primeiro single, ganhou até clipe. É esse aí de baixo. Passou na MTV brasileira algumas vezes (o disco saiu aqui).

Eric Kretz, o baterista, definiu essa música à Billboard em outubro de 1997 como uma canção sobre “a dualidade das pessoas. Aquele outro lado que é capaz de conquistar coisas, vencer medos, mas que também destrói a si próprio e a outras pessoas se ficar fora de controle”. O músico também preferiu passar a bola quando a revista perguntou se os STP estavam realmente parados. “Você devia perguntar isso ao Scott”, disse.

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Já Weiland apresentava 12 bar blues ao público com Lady, your roof brings me down e com Barbarella. Essa última, ganhou clipe e ocupou certas rádios. O original tem mais de seis minutos. O radio edit ganhou só cinco.

Nenhum dos dois discos acabou vendendo muito e o fim do Talk Show foi abrupto. Weiland voltou para o STP e gravou Nº4 em 1999. Coutts passou um bom tempo sumido. Até esse momento, a Atlantic bem que apostava nos dois trabalhos e estava orgulhosa de ter o cantor e a banda no elenco.

Talk Show: o spin-off dos Stone Temple Pilots

“É como ter dois ases e dividir as cartas”, dizia à Billboard o co-CEO da Atlantic, Val Azzoli. A revista, em outra edição, também acrescentava que a ideia do Talk Show era preencher o vazio em alguns compromissos dos Pilots. “Tem sido um longo tempo de espera, imaginando o que estava acontecendo com o STP. E a gente estava esperando pelo momento apropriado de colocar nossos esforços num trabalho como esse, de pleno direito”, completou Robert DeLeo.

Talk Show: o spin-off dos Stone Temple Pilots

“Tem algum material do Talk Show ao vivo no YouTube?”. Não achei, mas tem esse combo com clipe de Hello hello + entrevista à MTV.

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https://www.youtube.com/watch?v=lu6e5Kv7jpE

E como você já andou vendo por aí, rolam notícias nada agradáveis sobre o guitarrista Dean DeLeo…

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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