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Body Type anuncia novo álbum com o indie rock confessional de “Sick bag”

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Body Type (Foto: Divulgação)

Criada pela banda King Gizzard & The Lizard Wizard, a p(doom) Records acaba de acrescentar ao seu elenco essa banda da Austrália, formada por quatro mulheres. O Body Type dividiu palco com bandas como Sleater-Kinney, Warpaint, Pixies e Wolf Alice e depois deu um tempo pra fazer trabalhos paralelos. Voltaram em 2024, já lançaram três singles, e Tally, o terceiro disco, sai dia 24 de julho pela p(doom) e pelo selo Poison City (só para Austrália e Nova Zelândia).

O single mais recente é Sick bag, bom exemplo de noise-pop, com ligação direta com os anos 1960, e guitarras ruidosas – tem algo de Pixies nessa música, assim como tem muito de bandas como Warpaint e de cantoras como Courtney Barnett. A faixa veio de um relacionamento unilateral vivido pela vocalista e guitarrista Sophie McComish – e a ideia para a música surgiu quando Annabel Blackman (também vocal e guitarra) comentou com Sophia sobre a paciência de jó que via nela, por sustentar uma relação em que não havia reciprocidade. A letra é bem confessional, falando de generosidade e frustração no tal “namoro” frustrado.

“Nossa primeira música com mellotron, um verdadeiro momento Stella. Essa simplesmente jorrou de mim como tinta em uma caneta quebrada. Pode ser algo lindo, de verdade. Quando alguém te ama tanto que te deixa enjoada. Alguém me faça vomitar!”, brinca Sophie. O “momento Stella” ao qual ela se refere é por causa da produtora Stella Mozgawa (Warpaint, Courtney Barnett, Kim Gordon), que colocou a banda para gravar no Velveteen Laboratory Studios, em Los Angeles, e ajudou-as a formatar um álbum que, diz o release (e nós levamos fé), é repleto de “riffs grandiosos e marcantes, pós-punk melancólico e pop dos anos 60”.

Antes saíram Mulberry e And what else?, servindo também de batedores para Tally. Você ouve as três músicas abaixo – e confere também a capa e a lista de faixas do álbum.

Foto: Divulgação

Capa do álbum Tally, da banda Body Type

01. And what else?
02. Sick bag
03. Mulberrry
04. Eye is a mouth is a face
05. Tally
06. To give a rose
07. Planet 8
08. Gorgeous
09. Do you want to cry your eyes out?
10. Everything all in a row

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História do matemático Alan Turing vai virar disco dos Pet Shop Boys

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História do matemático Alan Turing vai virar disco dos Pet Shop Boys

RESUMO: O Pet Shop Boys anuncia A man from the future, obra conceitual em oito partes sobre o matemático Alan Turing, combinando eletrônica, arranjos orquestrais e narração para contar sua trajetória.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Pet Shop Boys vai levar Alan Turing para o universo da música. Neil Tennant e Chris Lowe estão terminando de gravar A man from the future, uma obra conceitual inspirada na biografia Alan Turing: The enigma, do matemático e escritor Andrew Hodges – e com colaboração do próprio Andrew. O lançamento está marcado para 9 de outubro pela Parlophone.

A ideia não é exatamente um novo disco de synth-pop do duo, mas uma espécie de biografia musical em oito partes. A história acompanha Alan Turing (1912– 1954), um matemático britânico que é considerado o pai das ciências da computação, desde os anos de escola. Daí, passa pela Universidade de Cambridge e pelo trabalho na quebra dos códigos da máquina Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, até sua contribuição para o desenvolvimento da computação e suas ideias sobre inteligência artificial.

A parte final aborda o processo sofrido pelo matemático por sua homossexualidade, e sua morte em 1954. O encerramento inclui ainda um trecho de um discurso de Gordon Brown feito em 2009, quando o então primeiro-ministro britânico pediu desculpas pelo tratamento dado a Turing e reconheceu sua contribuição para a vitória do Reino Unido na guerra.

A man from the future existe já há um tempinho. O projeto nasceu em 2012 e foi apresentado pela primeira vez com a BBC Concert Orchestra, em 2014 – mesmo ano em que saiu o filme O jogo da imitação, dirigido por Morten Tyldum, sobre sua história. Mais de uma década depois, Tennant e Lowe retomaram o projeto, acrescentando eletrônica, mexendo nos arranjos orquestrais e atualizando partes da narração.

Os arranjos de cordas são de Sven Helbig e serão executados pelo Manchester Camerata Octet. Um coral da Manchester Grammar School aparece em quatro faixas, enquanto a atriz Juliet Stevenson faz a narração a partir de trechos do livro de Hodges.

“Nossa motivação ao criar esta obra foi fazer uma homenagem musical a Alan Turing, que tanto contribuiu para seu país e para o mundo, e foi recompensado por isso sendo processado por sua sexualidade”, disseram Neil Tennant e Chris Lowe.

“Alan deu uma enorme contribuição para a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial e foi um pioneiro da computação, imaginando um mundo com computadores inteligentes”, acrescentaram. “Ele também ansiava por um tempo em que ser gay fosse aceito como normal. Tanto em sua vida profissional quanto pessoal, ele estava à frente de seu tempo”.

O projeto chega depois de uma fase bem diferente da carreira recente do Pet Shop Boys. Entre abril e julho deste ano, a dupla fez a turnê Obscure Pet Shop Boys, com shows em Londres e Berlim dedicados a lados-B do duo.

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The Hives transforma show no México em EP ao vivo

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The Hives transforma show no México em EP ao vivo

RESUMO: The Hives transforma em EP a apresentação feita no México durante a turnê latino-americana, com participação de Miky Huidobro, do Molotov, em Legalize living, que ganha clipe ao vivo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A banda The Hives vai transformar um show no México em EP. Live in Querétaro, Mexico sai em 23 de outubro pela Play It Again Sam, com gravações feitas em 11 de abril, durante o Festival City, em Querétaro.

A banda sueca estava no meio da turnê latino-americana que fez no começo do ano com o My Chemical Romance. Foram shows no Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru – quase meio milhão de pessoas, segundo o próprio grupo.

Para anunciar o EP, The Hives já soltou um vídeo ao vivo de Legalize living, justamente dessa apresentação mexicana. A gravação tem uma participação de Miky Huidobro, do Molotov, no palco.

O lançamento aparece cerca de um ano depois de The Hives forever forever The Hives, disco de 2025 que colocou a banda novamente na estrada com material novo (resenhamos aqui). E o grupo parece estar gostando da vida ao vivo, ainda mais em terras latinas: a passagem pela América Latina já havia rendido o tour movie Live in Latin America, lançado em junho e disponível no YouTube.

Na formação atual estão Howlin’ Pelle (voz), Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem (guitarras), The Johan And Only (baixo) e Chris Dangerous (bateria). Surgido em Fagersta, na Suécia, nos anos 1990, o The Hives atravessou diferentes fases do rock de guitarra sem abandonar a combinação de garage rock, punk e aquele figurino preto e branco que virou parte da identidade da banda.

Abaixo, você confere o clipe de Legalize living, o tour movie Live in Latin America, a capa do EP e a lista de faixas.

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Capa do EP Live in Querétaro, Mexico, do The Hives

LISTA DE FAIXAS:

01. Enough is enough
02. Born a rebel
03. O.C.D.O.D.
04. Legalize living (feat. Miky Huidobro)
05. The Hives forever forever The Hives

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Cabaret Voltaire traz turnê de despedida ao Brasil em 2027

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Cabaret Voltaire - Foto: Julia Patey / Divulgação

RESUMO: O Cabaret Voltaire faz seu primeiro e último show no Brasil em março de 2027, em São Paulo, com Stephen Mallinder à frente da formação que resgata a história industrial da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Patey / Divulgação

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Com o Cabaret Voltaire em turnê – e bem “aparecido”, fazendo até session nos estúdios da rádio KEXP, em Seattle – era um palito para alguém decidir trazê-los ao Brasil. E vai rolar: a banda britânica, formada na década de 1970, que ajudou a definir a música industrial, o gótico e o synthpop, vai fazer uma apresentação em 6 de março de 2027 (sábado) no Cine Joia, em São Paulo, o primeiro e último show da banda no país. O show vai rolar por aqui pelas mãos (claro) da Maraty.

O show faz parte da turnê de despedida do grupo e terá Stephen Mallinder, integrante original, à frente do projeto. A história do Cabaret Voltaire começou em Sheffield, em 1973, quando Mallinder, Richard H. Kirk e Chris Watson formaram o grupo. A primeira apresentação aconteceu em maio de 1975, e a banda passou a trabalhar na fronteira entre música eletrônica, industrial, pós-punk e experimentação. A formação ajudou a estabelecer uma linguagem baseada em máquinas, ruídos, vozes processadas e ritmos que também encontraram espaço nas pistas.

Já a formação atual começou a tomar forma em 2025, quando Mallinder e Watson voltaram a trabalhar juntos para marcar os 50 anos da primeira apresentação do Cabaret Voltaire. O reencontro aconteceu depois da morte de Kirk, em 2021. Antes disso, Kirk havia conduzido o projeto praticamente sozinho, retomando os shows no festival Berlin Atonal, em 2014, e lançando o disco Shadow of fear, em 2020.

O repertório da fase atual foi apresentado em shows no Reino Unido em 2025 e acabou registrado no ao vivo But what time is it really?, lançado em abril de 2026. O álbum reúne 16 faixas e recupera músicas de diferentes momentos da trajetória do grupo, entre elas Yashar, Just fascination, Nag nag nag e Sensoria, além da peça Tinsley viaduct. Em São Paulo, o repertório da atual formação chega ao Cine Joia em uma ocasião especial: é a estreia num palco brasileiro e a despedida da banda do país. Os ingressos estão à venda pela Fastix.

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SERVIÇO
Cabaret Voltaire – Final Tour
Data: 6 de março de 2027, sábado
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP
Ingressos aqui.
Realização: Maraty
Apoio: Powerline Music & Books

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