Cultura Pop
The Spirit Of Dark And Lonely Water: assustando criancinhas na Inglaterra desde 1973

The spirit of dark and lonely water (1973) chegou em quarto lugar numa lista de filmes de informação pública mais lembrados pela população inglesa, feita pela BBC em 2006. E também é citado numa lista do The Guardian sobre produções cinematográficas assustadoras. O tal texto do Guardian também faz questão de lembrar que os filmes de informação pública dos anos 1970 metiam medo nas pobres criancinhas da Inglaterra.
“Eles sugeriam que você poderia morrer a qualquer momento. E eles eram tão assustadores que ainda hoje assombram as pessoas”, afirma o autor do texto, que é ninguém menos que o conhecido jornalista britânico Alexis Petridis. No caso de The spirit of dark and lonely water, a ideia era mais do que louvável. Não seria uma produção totalmente amigável que iria deixar as criancinhas longe dos rios perigosos e das correntezas. Mas quem viu a parada na época certa, lembra que dava medo MESMO. Olha aí.
A história mostrava um grupo de crianças tentava buscar uma bola que caíra num rio, ate que uma delas escorregava no barro e… tchibum. Depois um garoto fazia o mesmo tentando se equilibrar num galho podre, e acabava igualmente jogado no rio. Ambos eram visitados naquele momento por um sujeito assustador, coberto por uma capa preta, com visual de Dona Morte. A narração era feita pelo ator britânico Donald Pleasance (de filmes como Fuga de Nova York e Com 007 só se vive duas vezes).
Se você tá pensando que é brincadeira, tem MUITA gente mesmo que fica amedrontada até hoje quando pensa nesse filmete aí. Petridis diz no texto do The Guardian que, entrevistando a banda inglesa Pulp, comentou com eles a respeito do Dark and lonely water – do qual eles tinham falado de relance numa entrevista. Para sua surpresa, o filme tomou boa parte da conversa. O guitarrista Russel Senior confessou que, na infância, ele e o vocalista Jarvis Cocker chegaram a jogar dinheiro na água do rio Don, em Sheffield, para acalmar os ânimos do tal espírito. Um artigo do Fortean Times lembra várias dessas produções “perturbadoras” da Inglaterra dos anos 1970 e tenta dar um diagnóstico da situação: “Na época as coisas não eram tão mediadas”.
Lembra da tal lista da BBC? De acordo com ela, o filmete de informação pública mais lembrado da Inglaterra era um seriado em desenho animado chamado Charley says, que mostrava as aventuras de um menino e de seu gato, ambos bastante mal diagramados. Isso assustou muitas criancinhas. Jogaram os seis episódios no YouTube. Um tempo atrás, os filminhos saíram em DVD. Petridis confessa no The Guardian que conseguiu o DVD com os filmes, mas ficou tão assustado na hora de ver, que chamou uma amiga para assistir com ele.
E no Brasil, o que que tinha? De filmes de informação pública, não lembro de nada. Eu não curtia muito ver esse encerramento das transmissões da Globo dos anos 1970, com um coral de gente morta dando “até amanhã”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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