Connect with us

Urgente

Saline Eyes transforma Beatles, Elliott Smith e Radiohead em som agridoce

Published

on

Saline Eyes transforma Beatles, Elliott Smith e Radiohead em som agridoce

RESUMO: James Hackett, da Filadélfia, transforma uma mania inicial pelos Beatles em Saline Eyes, projeto que cruza pop atual, folk, indie e clima 60’s. Após EPs e singles, ele prepara o primeiro álbum, com mixagem de Eli Janney.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

No começo, para James Hackett, músico da Filadélfia, tudo na música era sobre ficar com a guitarra, tentando tirar os solos complexos de Jimmy Page ou os ruídos de Kurt Cobain – usando um gravador para ouvir tudo. A virada surgiu numa noite em que adormeceu ouvindo Strawberry Fields forever, dos Beatles, e ficou maluco com a mudança de acorde no verso “nothing is real”.

Foi o estalo para que, anos depois, ele criasse o projeto solo Saline Eyes, que une muito de sua visão beatlemaníaca da infância, às influências de nomes como Radiohead, Elliott Smith, Jeff Buckley e John Mayer. Após alguns EPs, o Saline Eyes começa a preparar um álbum que une música pop atual e climas meio indies, meio 60’s, apresentando inéditas ao lado de novos mixes de canções que já eram conhecidas de lançamentos anteriores.

  • Howling Bells comemora 20 anos da estreia com relançamento em vinil e demos inéditas

Faixas como On my mind e Autumn rain unem bittersweet setentista e ondas meio beatle a climas folk modernos – o mesmo rolando com o bubblegum de piano Separate (com bastante influência de Elton John), o pop moderno e tranquilo de Less emotion e o som barroco e tristonho de Alone, e o clima sonhador e distante de No you and I.

O álbum de estreia do Saline Eyes vai ter mixagem de Eli Janney, líder da banda do programa Late Night with Seth Meyers, e masterização de Joe Lambert, que já trabalhou com Deerhunter e Maya Hawke. Só aguardar!

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Urgente

Julia Benford vira “fera perigosa” para liberar a raiva ao som de glam rock

Published

on

Julia Benford - Foto: Jorge Augusto / Divulgação

RESUMO: Em Fera perigosa, Julia Benford transforma raiva, angústia e autoconfiança feminina em glam rock, criando um alter ego que responde ao silêncio com ainda mais exagero.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Augusto / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Depois de se recriar como os dois lados do amor no clipe e no single de Imã, Julia Benford volta transformando algumas das experiências acumuladas como mulher no rock em uma nova e radical personagem. Fera perigosa, segundo single de seu primeiro álbum solo, Retalho carrossel (em breve nas plataformas), usa humor e referências ao glam rock para falar de raiva, angústia, autoconfiança e daquele tipo de incômodo que costuma ser tratado como exagero quando vem de uma mulher.

“A música dá liberdade a sentimentos como a raiva, a angústia e a autoconfiança que, muitas vezes, carregam pudor quando cantados por vozes femininas”, diz Julia. A ideia está no próprio título: a “fera” é uma espécie de alter ego que resolve deixar de engolir o que pensa.

Musicalmente, a faixa olha para o glam rock dos anos 1970, passando pela fase Tutti Frutti de Rita Lee e por referências como Elton John, T. Rex, David Bowie e Secos e Molhados. A gravação mistura guitarras, teclados e um trio de metais formado por integrantes do Black Mantra. Leo Mayer, que produziu o álbum, também toca guitarra e assina os arranjos, a mixagem e a masterização. Gabriel Costi participa nas guitarras e arranjos, enquanto Jimmy Pappon toca teclados e piano. Dennis Guedes fez a orquestração dos metais e a coprodução.

O videoclipe segue a mesma lógica de exagero deliberado, com uma estética surrealista e colorida que passa por referências como Coraline, Os fantasmas se divertem, The Rocky Horror picture show e Castelo Rá-Tim-Bum. A direção artística é da própria Julia, com fotografia de Rafaela Lima e desenho de luz de Patrícia Soransso.

“A ideia é representar as ideias e sentimentos reprimidos, esses que vivem no fundo da nossa cabeça, e que evitamos falar sobre. Nesse clipe, a mensagem é a voz, que não pede licença para reverberar”, explica a cantora. A personagem de Fera perigosa aparece justamente quando esse silêncio deixa de funcionar – e a resposta para o inevitável “quanto exagero!” é, aparentemente, exagerar um pouco mais.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Glue Trip mergulha na amizade lisérgica em “Psychedelic friend”

Published

on

Glue Trip - Foto: Samuel Esteves / Divulgação

RESUMO: A Glue Trip abre a fase do álbum Anemoia com Psychedelic friend, single que recupera fuzz, órgão farfisa e psicodelia sessentista para falar de amizade e nostalgia por um tempo não vivido.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Samuel Esteves / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

A Glue Trip foi buscar nos anos 1960 parte do som de Psychedleic friend, single que já está nas plataformas e abre os trabalhos de Anemoia, quarto álbum da banda paraibana. Guitarras com fuzz, órgão farfisa e voz carregada de tremolo dão à faixa um clima de psicodelia antiga, em diálogo com nomes como 13th Floor Elevators, Soft Machine e Os Mutantes.

A música surgiu durante uma viagem de Lucas Moura, fundador, vocalista e guitarrista do grupo, e fala sobre a visita de um amigo capaz de transformar encontros comuns em experiências quase transcendentais. A história acabou combinando com o conceito escolhido para o próximo disco.

Anemoia é uma palavra usada para definir a nostalgia por uma época que alguém não chegou a viver. No caso da Glue Trip, a ideia aparece justamente nessa aproximação com referências musicais de outras décadas — não apenas como reprodução de uma estética antiga, mas como matéria-prima para o som atual da banda.

Psychedelic friend foi produzida e mixada por Lalo Brusco, no Estúdio Buena Família, em São Paulo, com gravações adicionais feitas no Tropikaoss, na Paraíba. A masterização ficou por conta de Philip Shaw Bova, e a capa é trabalho da artista visual Giovanna Cianelli.

O single saiu em 16 de setembro, justamente quando a Glue Trip iniciou sua quarta turnê pela Europa. A Anemoia Tour – Euro 2026 já está em andamento e leva ao público europeu parte do repertório que estará no novo álbum. A banda já passou anteriormente por cidades como Londres e Paris.

Fundada em João Pessoa (PB), a Glue Trip atualmente reúne Lucas Moura (guitarra e voz), Pedro Lacerda (bateria), João Boaventura (teclas) e Thiago Leal (baixo). Embora seus integrantes estejam hoje baseados no Sudeste, o grupo mantém a ligação com a cena paraibana que deu origem ao projeto.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Madonna e Charli XCX encerram de vez provocação sobre pista de dança com “Danceteria afterhours”

Published

on

Madonna e Charli XCX - Foto: Ricardo Gomes / Divulgação

RESUMO: Depois de uma possível troca de provocações, Madonna e Charli XCX se encontram em Danceteria afterhours, nova versão da faixa de Confessions II.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Ricardo Gomes / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Pista de dança morta? Que nada. Madonna e Charli XCX passaram alguns meses deixando no ar que alguma coisa poderia acontecer entre elas — com direito até a uma possível alfinetada — e agora resolveram a questão do jeito mais simples: lançando uma música juntas. Danceteria afterhours é a primeira parceria oficial das duas e uma nova versão de Danceteria, faixa de Confessions II, disco lançado por Madonna em julho (e resenhado pela gente aqui).

A historinha começou a ficar mais divertida em maio. Madonna escreveu nas redes sociais: “Se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada”. Parecia resposta para Charli, que canta “acho que a pista de dança está morta / então agora estamos fazendo rock” em Rock music, single do disco Music, fashion, film (opa, também resenhamos este).

Vai saber se Madonna estava mesmo mandando recado. O fato é que, depois disso, vieram encontros, aparições nas redes e especulações sobre uma possível parceria. Até que as duas surgiram juntas em estúdio numa prévia de Danceteria afterhours e acabaram com o mistério.

A faixa original de Danceteria foi produzida por Stuart Price. A versão com Charli traz ainda Andrew Watt e Cirkut na produção, além da própria Madonna, e mexe justamente com um território bastante familiar às duas: pop eletrônico, cultura clubber e música feita para a pista.

Também não é a primeira vez que Madonna resolve reabrir Confessions II para receber companhia. Em agosto, Kylie Minogue apareceu em Love sensation (Afterhours mix). Agora chegou a vez de Charli.

E Madonna escolheu uma semana movimentada para lançar a parceria. Neste domingo (27), ela volta ao MTV Video Music Awards para abrir a premiação – algo que não fazia havia 23 anos.

Danceteria afterhours ganhou ainda edição limitada em CD, com a parceria com Charli, um remix de Harry Romero e a versão original de Danceteria.

Pista ressuscitada, portanto.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Julia Benford - Foto: Jorge Augusto / Divulgação
Urgente20 horas ago

Julia Benford vira “fera perigosa” para liberar a raiva ao som de glam rock

Glue Trip - Foto: Samuel Esteves / Divulgação
Urgente20 horas ago

Glue Trip mergulha na amizade lisérgica em “Psychedelic friend”

Resenha: Tom Morello - "Everyone gets everything they want"
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Tom Morello – “Everyone gets everything they want”

Resenha: Varanda – “Às vezes um sonho…”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Varanda – “Às vezes um sonho…”

Resenha: Marina Mole – “Azucrim”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Marina Mole – “Azucrim”

Resenha: Clayton Barros – “Primitivo atemporal”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Clayton Barros – “Primitivo atemporal”

Madonna e Charli XCX - Foto: Ricardo Gomes / Divulgação
Urgente1 dia ago

Madonna e Charli XCX encerram de vez provocação sobre pista de dança com “Danceteria afterhours”

Julie Neff - Foto: Sarah Miller / Divulgação
Urgente2 dias ago

Julie Neff mergulha no Mar Adriático em clipe de “Swimming in the ocean”

Andreas Kisser (Foto: Acervo Trama / Divulgação)
Urgente2 dias ago

Vídeos raros de Andreas Kisser (Sepultura), chegam ao Acervo Trama

Urgente2 dias ago

“Carnaval de luz”: Tem disco do U2 vindo aí, com homenagem a Rosalía (mas sem ela!)

Urgente2 dias ago

Morphine volta aos arquivos de Mark Sandman e anuncia álbum “Cocoon”

Resenha: End It - "Wrong side of heaven"
Crítica2 dias ago

Ouvimos: End It – “Wrong side of heaven”

Resenha: PIG1987 – “Upon this rock I build my church”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: PIG1987 – “Upon this rock I build my church”

Resenha: I Will Die In This Jean Jacket - “Hang from a cloud”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: I Will Die In This Jean Jacket – “Hang from a cloud”

Resenha: Felipe Santiago – “Estrangeiro”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Felipe Santiago – “Estrangeiro”

Chococorn and The Sugarcanes - Foto: Danilo Abreu de Souza / Divulgação
Urgente2 dias ago

Chococorn and The Sugarcanes: som e conversa no +um APRESENTA

Klicia mostra som autoral maranhense em session do selo Brisa Rec
Urgente2 dias ago

Klicia mostra som autoral maranhense em session do selo Brisa Rec

MC Karlos: porrada nos defensores do "agro é pop" em "Máquinas agrícolas”
Urgente2 dias ago

MC Karlos: porrada nos defensores do “agro é pop” em “Máquinas agrícolas”