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Cultura Pop

Quando Johnny Ramone foi pisoteado na cabeça e quase morreu

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Quando Johnny Ramone foi pisoteado na cabeça e quase morreu

A história é contada num fim de capítulo do livro Hey ho, let’s go – A história dos Ramones, de Everett True. Johnny Ramone, o durão guitarrista e líder dos Ramones, tinha sido seriamente atingido na cabeça por Seth Macklin, de uma banda chamada Sub Zero Construction. Seth, que lutava caratê, conseguiu dominar a pancadaria e esmagou a cabeça de Johnny várias vezes com o pé.

A porradaria, que deixou Johnny perto da morte e fez com que o guitarrista tivesse que operar o crânio (rolou uma fratura) aconteceu na porta do prédio de Johnny e rolou logo após um show dos Ramones na região do grupo, o Queens (Nova York) em 14 de agosto de 1983.

Não era um dos momentos mais tranquilos e favoráveis para os Ramones, com Johnny e o cantor Joey Ramone definitivamente brigados, o baixista Dee Dee Ramone sempre fora de órbita e o batera Marky Ramone expulso do grupo por causa de seu relacionamento perigoso com o álcool – a turnê do disco Subterranean jungle (1982) foi a primeira a trazer Richie Ramone na bateria. Agora estava lá Johnny Ramone no hospital, prestes a ser visitado pelo Zé Maria, numa briga que foi noticiada pelo New York Post como “rockstar luta pela vida”.

Ao que consta, a briga de Johnny com Seth rolou por ciúmes de Cynthia “Roxy” Whitney, que foi amante do guitarrista por vinte anos – e chegou a contar sua história com o músico dos Ramones no livro Too tough to love: my life with Johnny Ramone. Cynthia conta que apareceu na história de Johnny bem antes de ele começar a ter um affair com Linda, namorada de Joey Ramone, que depois se tornaria sua esposa. E que o relacionamento continuou com Johnny casado. Na ocasião do incidente, segundo testemunhas, Johnny e Cynthia não estavam mais juntos e ela estava saindo com Seth – o guitarrista dos Ramones não curtiu saber disso, viu o casal junto e foi lá arrumar encrenca.

Johnny falou bem pouco do assunto com o passar dos anos. Na época, declarou que “não soube o que aconteceu” (na verdade, ele não tinha condição de se recordar de nada). Na sua autobiografia Commando, contou que de fato, viu os dois juntos e foi arrumar briga com Seth – que passou bastante do (er) ponto. O músico teve a cabeça raspada e precisou usar algo parecido com um capacete de beisebol por alguns meses. Os Ramones ficariam parados até Johnny se recuperar. O guitarrista retornou à banda, continuou a turnê, mas se tornou um cara, nas palavras de alguns amigos, “diferente” e mais fechado com relação a seu espaço. Testemunhou contra Seth, que acabou preso. E em sua autobiografia, deixou claro o quanto a história tinha lhe causado ódio.

“Eu estava com muita raiva. Queria que ele fosse morto. Sou a favor de pena de morte. Eu acho que deveria ser televisionado. Eu acho que eles poderiam torná-lo um evento pay-per-view e dar o dinheiro para as famílias das vítimas. Então, comecei a fantasiar sobre conseguir uma arma. Eu pensei que seria ótimo ter alguém mexer comigo e matá-lo”, escreveu Johnny, que (lógico) acabou desistindo da ideia.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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