Cultura Pop
Quando Big Bang Theory virou T???????? na Bielorrússia

Vamos ver se vocês adivinham: que série trata do cotidiano de quatro amigos nerds cientistas que moram próximos a uma linda loira, que ganha a vida como garçonete? Não, por mais familiar que pareça, não estamos falando da famosa série Big Bang Theory, verdadeira febre mundial. O assunto aqui é um dos casos mais grotescos de plágio que se tem notícia: a versão bielorrussa dessa mesma série, intitulada The theorists (T???????? no original).
Tudo é praticamente igual, desde a abertura, passando pelo comportamento e o figurino dos personagens. E, pasmem, chegando até mesmo aos roteiros. Os episódios são apenas uma adaptação das mesmas situações e piadas para o público bielorrusso! As únicas diferenças perceptíveis são os nomes dos personagens: Leonard aqui se chama Seva, Penny foi rebatizada como Natasha e por aí vai. E também o fato de não haver um imigrante indiano no núcleo dos protagonistas.
Claro que não demoraria muito tempo para que o idealizador da série original, Chuck Lorre, tomasse conhecimento do seu parente genérico. Porém quando ele resolveu tomar uma providência, teve uma desagradável surpresa: The theorists era exibido no canal estatal de lá. E, portanto, o governo daquele país era detentor dos direitos autorais!
Impossibilitado de processá-los, ele resolveu espinafrar os bielorrussos de modo sutil. E como?
Bom, se você já assistiu alguma série produzida ou criada por Chuck, como Two and a Half men e a própria Big Bang theory, já deve ter percebido que no fim de cada episódio ele coloca mensagens quase indecifráveis, dada a velocidade que aparecem. Revoltado, ele usou desse canal para desabafar e dar diversas alfinetadas sobre como por exemplo admirava a Bielorrússia “por sua carne e seus plágios de qualidade”. Uma dessas mensagens pode ser lida na íntegra aqui.
Pois bem, sabe-se lá como, a sutil demonstração de descontentamento surtiu resultado. A notícia chegou até o elenco da série. A turma acreditava até então que a emissora tinha autorização para fazer tais alterações – como aconteceu por exemplo com Um amor de família, que também teve uma versão russa, só que dentro dos trâmites legais. Como todo o elenco almejava um dia fazer carreira em Hollywood, ficaram todos apavorados: atuar numa canoa furada daquelas poderia acabar com qualquer possibilidade de um dia virem a realizar seus sonhos.
O primeiro a cair fora foi Dmitriy Tankovich, ator que interpretava Leo, dizendo que estava envergonhado pela atitude da emissora e que isso havia sido o ponto mais baixo de sua carreira. Foi rapidamente seguido pelos demais, levando The theorists a ser cancelada pouco tempo depois, após menos de 10 episódios terem ido ao ar.
Se você ficou curioso para conferir esse que certamente foi um dos maiores momentos da vergonha alheia na história da televisão mundial, segue abaixo esse link do YouTube, do episódio de estreia com legendas em inglês! Assista e tente conter o constrangimento:
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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