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POP FANTASMA apresenta Telefone Vermelho, “Mamíferos”

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POP FANTASMA apresenta Telefone Vermelho, "Mamíferos"

A banda carioca Telefone Vermelho é um nome conhecido de quem frequenta o cenário pop carioca há pelo menos dez anos. Mas o grupo passou um bom tempo atendendo pelo nome de Glass’n’Glue, com outra formação – além de Marina Franco, de Fabrício Matos e de Paulo Ferreira, estava na banda ainda a atriz Mayana Moura, que deixou o grupo. Com o nome já devidamente mudado, o grupo acaba de lançar o primeiro single, Mamíferos, e está preparando o primeiro álbum, que sai pelo selo Algorock em breve. A faixa já ganhou clipe.

A proximidade com o mundo da moda (Marina é stylist, Fabrício é produtor e Paulo é ex-modelo e produtor de vídeo) já levou a banda a tocar em eventos como o Fashion Rio. Aliás, a vocalista recentemente trabalhou nos figurinos de uma série que tem feito sucesso na Netflix, Bom dia, Verônica. Ela adorou a popularidade que a série alcançou. E está acostumada a se dividir em várias atividades.

“Faço o que eu posso. Estudo, sou inquieta, me empurro para o desconhecido, para o risco. Nado contra corrente. Me exponho ao ridículo se necessário para conhecer melhor o mundo e a mim mesma”, conta ela, que também cantou como convidada na turnê que reuniu Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá em torno do repertório de sua ex-banda, Legião Urbana, em 2015. “Foi surreal. Um ano de viagens com músicos e amigos fodas, conhecendo um Brasil, cantando um legado. Eu sou muito grata por essa experiência que foi fundamental para eu compor esse trabalho na Telefone Vermelho. Algumas letras vieram das minhas experiências e reflexões na estrada”, alegra-se.

MUDANÇAS

Por causa das mudanças no nome e na formação, algumas coisas foram sendo modificadas igualmente no grupo. “Acho que ganhamos mais texturas sonoras, adicionamos beats mais artificiais, teclados. Acho que é um novo campo pra nós em termos de composição que estamos explorando e amadurecendo”, dizem os três, por e-mail. E por que o nome novo? “Um telefone vermelho é um objeto de fetiche. É também o nome de uma ‘linha direta’ entre os EUA e a União Soviética durante a na guerra fria. Um telefone conecta uma pessoa à outra. Achamos o objeto e as histórias que ele representa interessantes e misteriosas”.

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O disco que está vindo aí ainda não tem nome. Já está definido que Jonnata Doll e Fausto Fawcett estarão entre os parceiros. “São referências de artistas geniais e foi uma experiência maravilhosa tê-los por perto”, contam. Aliás, as influências são bem diversas – tem de Talking Heads e Kraftwerk a Rihanna. Mamíferos, o primeiro single, foi também a primeira composição dessa nova fase. “Fala sobre as angústias de ser humano, ser errático, faz alusão à psicanálise e aos princípios de violência. Viver é uma experiência de amor e violência”, afirmam.

Por causa da pandemia, o trio se afastou por alguns meses. Mas recentemente retomaram o trabalho no disco que está para sair. “Está sendo bom olhar depois de um tempo e ainda gostar, achar que faz sentido”, contam.

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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