Junto com a gravação do primeiro EP, Muy pronto (que pode ser ouvido no Bandcamp), o Albaca vinha preparando clipes ao vivo das faixas – igualmente gravados no mesmo estúdio La Cueva, em Laranjeiras (Zona Sul do Rio) onde fizeram o disco. Durante dois dias, o diretor Marcelo Gibson (Guetto Filmes) esteve por lá, captou as imagens e dirigiu os vídeos da série Albaca in studio, com Alberto Mattos (voz, teclados) e Bacalhau (voz, bateria) tocando as músicas do EP. Dessa vez saiu o de Automatizado, música da dupla carioca, cheia de referências ao Kraftwerk.

“Essa música é pura curtição. E é uma ideia da automação humana já difundida pelos mestres alemães do Kraftwerk, Gary Numan, Thomas Dolby. Passando por freestyle e Planet Patrol. Um clima baile das antigas bem característico de quem nasceu no Hell de Janeura”, conta Bacalhau, que ao lado de Alberto, combina com Gibson a gravação das duas músicas que faltam do EP, Kali yuga e Surf tema. Muy pronto pode virar uma espécie de “álbum visual” em breve.

Alberto e Bacalhau se conhecem há pelo menos duas décadas. O primeiro tocou em bandas como Somtomé e mantém há anos o projeto The Alberto. Baca foi do Planet Hemp, Autoramas e vários outros grupos. A dupla se juntou em 2016 quando percebeu que não havia muitos duos de teclado e bateria.

Ao vivo, rola um trabalhinho para instalar tudo antes dos shows. Nos palcos, Alberto foca em teclados como o Vox Continental Digital, e o Roland Juno D, mais pedais de volume e sustain. Bacalhau não usa efeitos ou instrumentos eletrônicos junto da bateria – no estúdio, usa o pedal de delay Dan Echo na voz.

O Albaca está com várias músicas novas e só depende de um encontro cara-a-cara para terminar as canções e pensar num disco novo. “Não tem como compor sem estarmos  tocando juntos. A nossa composição é bem orgânica. Estamos sempre nos falando e trabalhando. Só falta agora terminar os arranjos e fazer as letras”, conta Bacalhau.

Pega Automatizado aí.