Connect with us

Cultura Pop

Die Toten Hosen: um carnaval punk no Rio com Ronald Biggs

Published

on

Die Toten Hosen: um carnaval punk no Rio com Ronald Biggs

Die Toten Hosen: um carnaval punk no Rio com Ronald BiggsEm 1991, o grupo punk alemão Die Toten Hosen resolveu homenagear suas bandas preferidas no disco “Learning english, lesson one”, regravando clássicos delas com a participação de seus integrantes. Em sua maioria, gravaram músicas de bandas inglesas, incluindo pérolas como “Smash it up”, do Damned, “Stranglehold”, dos UK Subs e “Born to lose”, dos Heatbreakers. Johnny Thunders, ex-guitarrista dos Heartbreakers e, anteriormente, dos New York Dolls, participou dessa gravação – e assim fez a última aparição num disco antes de morrer (ele sairia de cena em 23 de abril de 1991). Ironizando a barreira da língua que havia entre eles e seus artistas preferidos, o disco era uma sátira àquelas fitas K7 de curso de inglês, com várias participações de um casal fictício de professores, Janet e John.

E um dos momentos mais emocionantes do Rio foi o encontro da banda com Ronald Biggs, o famoso ladrão do trem pagador inglês, que havia se refugiado no Rio e morava em Santa Teresa. Ronald, que – você sabia disso, não? – havia gravado com os Sex Pistols em 1978 no Brasil e até aparece no filme “The great rock’n roll swindle”, de Julien Temple (que detalha a história da banda) compôs e gravou com o grupo a canção “Carnival in Rio (Punk was)”, cujo single ganhou até uma simpática capinha com um Cristo Redentor desenhado, em cima de uma espécie de bloco punk de caveirinhas (é a foto que você vê acima).

Mais: o grupo, além de vir ao Rio gravar e compor com Biggs, também gravou o clipe da canção em lugares como os Arcos da Lapa, Santa Teresa (com direito a imagens do bondinho) e durante um passeio pela Ponte Rio-Niterói.


A amizade do Die Toten Hosen com Biggs continuou até o fim da vida do ladrão inglês, que morreu em 2013. Nesse papo aqui, com o Der Spiegel (em alemão, traduza com o Google Translator), o guitarrista do grupo, Michael “Breiti” Breitkopf, relembra que Biggs “era um contador de histórias talentoso. E ele tinha uma grande sabedoria. Sua experiência de vida foi marcada por muitas situações extremas”.

O músico já tinha vindo ao Brasil algumas vezes e tinha amigos no Rio, o que facilitou para chegar a Biggs, que passava muito tempo em casa. Breiti chegou a encontrar-se com ele na prisão, já que o velho punk decidira passar seus últimos anos em seu país natal , mesmo sabendo que seria preso ao pisar lá. “Eu o visitei várias vezes em Londres na prisão. Tivemos que ir a uma sala de visitas reservada a prisioneiros perigosos, o que era uma enorme falta de atenção para com ele. Biggs havia tido vários derrames e nem sequer conseguia andar direito”.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading
Advertisement