Connect with us

Cultura Pop

Jogaram no YouTube uma demo de 1967 do Blue Cheer – ouça!

Published

on

Tudo considerado, dá para dizer que o heavy metal nasceu aí: o Blue Cheer, trio psicodélico da Califórnia que aterrorizou geral em 1968 com seu violentíssimo primeiro disco, “Vincebus eruptum” (o clipe da versão deles para “Summertime blues”, de Eddie Cochran, passava até na MTV brasileira nos anos 1990) gravou em 1967 uma demo, bancada por uma amiga chamada Nancy Winarick.

Essa demo foi parar nas mãos de um DJ da Califórnia: era Abe “Voco” Kesh, armênio radicado nos EUA, o da foto abaixo. Kesh trabalhava na KSAN AM, uma das primeiras rádios da região a valorizar o que era conhecido como “hippy music” e a tocar artistas relacionados à psicodelia e a sons da cultura black.

A rádio era completamente diferente da KSAN FM que existe hoje na Califórnia, vale dizer. Um dos DJs mais ilustres da KSAN foi um sujeito chamado Sylvester Stewart – que, você deve imaginar, depois se tornaria mais conhecido como Sly Stone, líder do grupo Sly & The Family Stone. Olha ele e sua banda aí, no festival de Woodstock em 1969.

https://www.youtube.com/watch?v=LQkdiJQIX5Y

Encurtando a história: Abe curtiu bastante a demo, que trazia basicamente material que estaria no primeiro disco da banda – eram três canções, “Second time around”, “Doctor please” e a própria “Summertime blues”, em vinte minutos repletos de improvisos, urros, distorções e microfonias. Gostou tanto que tocou a demo inteira na rádio, ficou amigo da banda e tornou-se empresário, produtor e guru de Dickie Peterson (voz, baixo), Leigh Stephens (guitarra) e Paul Whaley (bateria), que até aquele momento eram um sexteto, com teclados, gaita e mais um guitarrista – e haviam resolvido deixar só o essencial. Abe também arrumaria um contrato da banda com a Philips, por onde o Blue Cheer gravara toda a parte essencial de sua discografia – que vai até 1971.

E a novidade é que alguém achou a demo e colocou no YouTube. O mais aconselhável é ouvir esse som no último volume, antes que alguém tire a gravação de lá. Essa sonoridade, adorada pelos motociclistas de Los Angeles (especialmente os Hells Angels, já que Gut, um dos primeiros empresários do grupo, foi integrante do clube), gerou todo o rock pesado que viria depois. Não duraria muito tempo, já que o Blue Cheer cairia de vez na psicodelia e iniciaria certo namoro com o rock progressivo nos discos subsequentes – e viraria um grupo de hard rock mais formal a partir do quarto disco, o epônimo “Blue Cheer”, de 1969.

E o site Past Daily contextualiza um pouco o som que você ouve na demo. Não perca nenhum minuto.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading
Advertisement