Connect with us

Crítica

Ouvimos: Astrofella – “Love ever young”

Published

on

Astrofella estreia com Love ever young: eletrônica gelada, krautrock sensível e pop espacial vindo de Istambul via Berlim.

RESENHA: Astrofella estreia com Love ever young: eletrônica gelada, krautrock sensível e pop espacial vindo de Istambul via Berlim.

  • Apoie a gente e mantenha nosso trabalho (site, podcast e futuros projetos) funcionando diariamente.
  • E assine a newsletter do Pop Fantasma para receber todos os nossos posts por e-mail e não perder nada.

O Astrofella é uma banda secretíssima que vem de Istambul, mas que se baseou em Berlim. O som deles é autodefinido como “a personificação de um astronauta melodramático, falando consigo próprio em órbita”. Love ever young, primeiro disco deles, é uma surpresa bem curiosa, misturando tecladeira gélida, guitarras climáticas econômicas e ocasionalmente, percussões e beats variados – sempre apostando na viagem sonora eletrônica.

A Berlin vacation, faixa de abertura, vai subindo para o espaço com órgão, ruídos eletrônicos e guitarra com um só acorde. Segue com uma vibe de pop francês em Modern wedding, com guitarra e bateria patinantes, sintetizador kraftweriano e argamassa de krautrock sensível – e os vocais de Danae Palaka. For Charlotte tem batida afropop e sonoridade minimalista, com um teclado que cresce aos poucos. She just wants to disappear, com vocal feminino que remete a Nina Hagen, vai do meditativo ao tenso.

  • Ouvimos: Plonki – Kicking ate my heels (EP)
  • Ouvimos: Lau e Eu – Feroz comum silêncio entre nós…

Love ever young ainda tem climas mais apocalípticos e sombrios em Old times’ sake (canção de ritmo torto, quase jazzístico, e clima oriental) e na sintetizada Time. No Bandcamp, além das músicas, há ainda um vídeo mostrando como a capa de Love ever young, realizada de modo artesanal, foi feita.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Independente
Lançamento: 8 de agosto de 2025.

Crítica

Ouvimos: Pabllo Vittar – “Prazer, Mamãe Noel” (EP)

Published

on

No EP Prazer, Mamãe Noel, Pabllo Vittar cria um Natal divertido: tecnobrega, xote, dance e forró, com leve militância, amor livre e até ecos de emo e Queen

RESENHA: No EP Prazer, Mamãe Noel, Pabllo Vittar cria um Natal divertido: tecnobrega, xote, dance e forró, com militância, amor livre e até ecos de emo e Queen — tudo em clima festivo.

Texto: Ricardo Schott

Nota:7,5
Gravadora: MTDRS
Lançamento: 20 de novembro de 2025

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Tem até militância LGBTQIAP+ em Prazer, Mamãe Noel, EP de Natal de Pabllo Vittar – mas o forte aqui é a criação de um disco divertido ligado a uma data que já recebeu um monte de discos-tributo cafonas. Tanto que o disco abre com Exatamente igual, tecnobrega-forró eletrônico zoeiro escrito como uma carta para Papai Noel (“só não me comportei em fevereiro”, avisa ela), e em seguida, vem um xote de Natal, A ceia (único feat do miniálbum, com participação de Dupê).

  • Ouvimos: Capital Inicial – Movimento (EP)

A faixa-título é o lado dance music do trabalho – na real é uma versão do tema tradicional Jingle bells. Infinito abre como synthpop e cai dentro do forró, e é a única música que fala sobre amor e liberdade no disco (“tem espaço para nós dois / o medo de ontem já não sinto mais”). A curiosidade aqui é Não se esqueça de nós, canção pop que tem muito de emo, e do lado “rock sinfônico” do Queen.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Crítica

Ouvimos: Lupino – “Esquinas”

Published

on

Lupino mistura math rock com pop-rock 90s e ecos de emo, samba e pós-punk em Esquinas, criando um disco versátil, pesado e surpreendentemente melódico.

RESENHA: Lupino mistura math rock com pop-rock 90s e ecos de emo, samba e pós-punk em Esquinas, criando um disco versátil, pesado e surpreendentemente melódico.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 7,5
Gravadora: Independente
Lançamento: 3 de novembro de 2025

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Vindo de Florianópolis (SC), o Lupino faz uma interessante e incomum fusão de math rock com a vibe do pop-rock nacional dos anos 1990. Esquinas, primeiro álbum do grupo, tem ritmos quebradiços, climas musicais aprochegados do emo (como no romantismo de Melhor de ti, a faixa de abertura), mas volta e meia surgem até batidas de samba e ritmos funkeados em algumas faixas.

  • Ouvimos: Flerte Flamingo – Dói ter

Mar calmo, por exemplo, tudo considerado, é math rock – mas tem peso, vibe lembrando Skank e entra até algo herdado de Jagged little pill (1995), de Alanis Morissette. Músicas como Noites de domingo, Chuva de verão e Abismo de começos unem a musicalidade do grupo com algum balanço nacional. Já Promessa de retorno varia entre riff circular de guitarra e melodia própria do emocore, e Cotidiano tem algo do pós-punk e da new wave nacionais dos anos 1980 na melodia e no arranjo.

A música, digamos, mais radiofônica de Esquinas é Submerso – chega a lembrar Adriana Calcanhotto, mas com sonoridade filtrada pelo pós-punk. Universos sonoros próximos do pós-hardcore surgem na melódica Inversão. E Muros ganha uma ambiência fria dada pelos teclados, além de um segmento eletrônico, com beats programados, que evoca o Turnstile.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Crítica

Ouvimos: Clara Ribeiro e Chediak – “Desabafos” (EP)

Published

on

Clara Ribeiro mergulha em beats eletrônicos e clima noturno em Desabafos, EP experimental feito com Chediak, entre r&b, folk texturizado e drum’n bass.

RESENHA: Clara Ribeiro mergulha em beats eletrônicos e clima noturno em Desabafos, EP experimental feito com Chediak, entre r&b, folk texturizado e drum’n bass.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Speedtest / Deck
Lançamento: 14 de novembro de 2025

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Clara Ribeiro estreou em janeiro com o EP Amor para além do Atlântico Sul, lançamento do selo Banidos, de Duque de Caxias, Baixada Fluminense (RJ). Um disco entre o pop com cara marítima (e em tom levemente baiano), e o neo-soul, que pintava como uma tag forte em vários momentos. O novo EP, Desabafos, surge por mais um selo indie, Speedtest – só que dessa vez unido com a gravadora Deck.

  • Ouvimos: Clara Ribeiro – Amor para além do Atlântico Sul

Dessa vez, Clara une seu som à “música elétrica” do compositor alternativo carioca Chediak, um cara cujo som passeia por vários elementos do som eletrônico. Chediak moldou composições, beats e arranjos ao lado dela, além de ter produzido as quatro faixas do disco – todas seguindo um clima mais experimental do que em Amor para além do Atlântico Sul. Na abertura, Escudo, um reggae que fala sobre mágoas que não se afogam (“o medo de pegar essa raiva no ar”) varia do dub ao drum’n bass e ganha a voz de Kbrum no rap.

Essa variação até o drum’n bass se torna a cara de Desabafos – mesmo o que parece mais tranquilo e acústico vai sendo enfeitado com beats intermitentes, como rola no folk texturizado de Minha estrela e no r&b gélido de Segredos. Lágrimas abre como balada r&b e faz lembrar a trip neo-soul do primeiro EP, mas com espaço para experimentar coisas novas, e um clima bem mais noturno.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading
Advertisement

Trending