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Aquele Jon estreia solo falando de caos urbano e autoconhecimento em “Devolva-me”

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Aquele Jon (Foto: Divulgação)

“Viver em uma cidade gigante nos obriga a criar nossos próprios refúgios internos. Aquele Jon é sobre esse processo de se perder no próprio caos para finalmente se encontrar”, explica o músico Jonston Guerra, que adotou o codinome Aquele Jon para seu trabalho solo, após trabalhar por vários anos no ABC paulista com a banda Olho Da Cara. Mesmo tendo vindo do rock alternativo, ele diz ter levado muito da MPB e da bossa nova para essa nova fase.

O primeiro single do projeto é Devolva-me, tido por Jonston como uma música para dançar introspectivamente. Uma faixa que tem tudo a ver com as vivências dele na “cidade grande”, por acaso. “A música propõe o entendimento de que nada nos é realmente tomado. As situações e pessoas são espelhos que nos mostram quem somos”, conta. A música abre com ruídos de tempestade, e segue unindo rock e alt-folk, violões e synths, além de uma cadência próxima do reggae e da MPB anos 1970.

Jon já está com o álbum de estreia na agulha para sair – com oito faixas, o disco tem produção de Lou Alves (Walfredo em busca da Simbiose) e suporte de Renan Vasconcelos e Saulo Von Seehausen (Saudade). As músicas, diz ele, surgiram de uma necessidade enorme de autoconhecimento, por causa da vivências na metrópole. No caso específico de Devolva-me, o personagem escolhe observar suas próprias vulnerabilidades e seguir em frente.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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SZA: “Se você é músico e apoia a IA, você é repugnante”

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SZA (Foto: Reprodução Instagram)

A cantora e compositora SZA ficou bem indignada ao descobrir que ela era uma das artistas que tiveram suas músicas extraídas para treinamento de modelos de Inteligência Artificial. Fazendo uma busca, ela achou 238 músicas suas (algumas delas inéditas!) sendo usadas para isso.

SZA fez uma publicação no Instagram criticando esse tipo de roubo, e apontando a ameaça que isso significa para artistas novos – e em especial para artistas pretos. “Se você é músico e apoia essa merda degenerada, você é repugnante e NÃO HÁ NADA QUE VOCÊ POSSA ME DIZER PARA TORNAR ISSO ACEITÁVEL. Espero que você tenha a vida que merece”, disse, indignada, e com toda razão.

Além de uma captura de tela de busca por seu nome, ela publicou outra busca feita por sua sobrinha, a musicista Vans. “Foi isso que me irritou… este post é da minha sobrinha @thatsvans. Uma jovem de vinte e poucos anos que aprendeu sozinha a tocar guitarra, produzir, compor e cantar. Se dedicando ao máximo!!! Fazendo a sua parte de verdade. Nem sequer me usando para se beneficiar”, escreveu.

“Agora, a música inédita dela, que ela havia divulgado, e outras foram roubadas… antes mesmo de ela conseguir decolar? Isso não está certo. Não é justo. Se você se importa com o futuro… proteja os jovens”, completou.

Post de SZA sobre Inteligência Artificial

Post de SZA sobre Inteligência Artificial

A indignação não apenas de SZA como de outros artistas aumentou na semana passada, quando a revista The Atlantic publicou uma reportagem perturbadora sobre conjuntos de dados musicais que estão sendo usados ​​para treinar inteligência artificial – nomes como Bad Bunny e Nirvana estão nesses dados, entre 21 milhões de gravações distribuídas em quatro conjuntos de dados, conforme apurado pela revista. SZA fez uma busca e achou seu nome.

O produtor Diplo, que recentemente deu uma entrevista recomendando “atura ou surta” aos artistas que rejeitam a IA, também recebeu uma enquadrada de SZA, que o acusou de ter participação no Suno, gerador de música por Inteligência Artificial.

“Ele está ativamente tentando treiná-la com as mentes negras mais brilhantes, sejam compositores ou produtores. Representamos 13% da população americana, mas influenciamos o mundo com nosso som e perspectiva. EU AINDA NÃO OUVI UMA MÚSICA DE IA BRANCA… Por que essa desproporção?”, escreveu a cantora.

“Não temos proteção legislativa, seja na área médica ou criativa. Somos os mais fáceis de roubar. NÃO DÊ SEU VIBRANIUM DE GRAÇA!!! NÃO TREINE IA COM SEU GÊNIO. Que se fodam esses abutres esquisitos. Quero treta o verão todo”, mandou bala.

Diplo é é investidor na empresa de IA Iaru, mas o site Stereogum apurou e não achou nada que comprove o produtor como investidor da Suno, embora ele dê entrevistas elogiando o software e dizendo que o usa bastante, “principalmente para gerar ideias”). Recentemente a Suno revelou que “artistas, compositores e produtores de renome” (ainda não revelados pela empresa) participaram da rodada de financiamento deste mês, que avaliou a Suno em US$ 5,4 bilhões.

O produtor Kenneth Blume foi outro a reclamar bastante da Suno em suas redes sociais. Marcou a empresa e escreveu: “Vocês são uns verdadeiros perdedores. Quem quer que esteja administrando essa conta, e seu chefe, e o chefe do chefe deles. Não consigo imaginar ir trabalhar todos os dias sabendo que vocês estão roubando de inúmeros músicos que lutam para sobreviver. Não consigo imaginar ter orgulho de receber um salário destruindo o trabalho e os sonhos de artistas. Vão se foder, todos vocês”, escreveu.

Já Tyler, The Creator compartilhou nas redes sociais um discurso da ativista Keyanna Jones Moore contra a construção de novos data centers na Georgia, por causa do gasto massivo de água. Ela diz que os moradores de DeKalb, na Georgia, já haviam sido afetados pela venda de terras para a construção do polêmico complexo conhecido como “Cop City” e agora estariam enfrentando a ameaça de novos deslocamentos, por causa da expansão dos data centers.

“No sul de DeKalb, o meu bairro é onde vocês venderam a terra e construíram o Cop City, e agora estão tentando permitir que alguém instale data centers. Vocês têm os fatos, mas querem ignorá-los porque, por algum motivo, ficam incomodados quando as pessoas entendem o que é racismo ambiental”, afirmou a candidata. Tyler complementa pedindo “a morte de todos os centros de dados” devido à contaminação da água na Geórgia.

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Angine de Poitrine vai ao Jools Holland e deixa Shania Twain babando

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Angine de Poitrine vai ao Jools Holland e deixa Shania Twain babando

Cansado / cansada do Angine de Poitrine? Pois pode se preparar, porque agora ninguém segura o Patati Patatá microtonal: a dupla esteve no programa musical britânico Later… With Jools Holland, na edição que foi ao ar neste domingo (21). Foi a primeira aparição dos dois em TV no Reino Unido, por sinal.

O duo, que mistura psicodelia, microtonalidade e math rock (e que, você deve saber, virou assunto de mesa de boteco após uma apresentação na rádio estadunidense KEXP, que foi lançada em vídeo no YouTube), tocou ao vivo duas músicas de seu mais recente álbum, Vol. II: Fabienk e Sarniez. Nós resenhamos Vol. II aqui.

No mesmo programa se apresentaram Sam Smith, Arlo Parks e Shania Twain – aquela do hit Man! (I feel like a woman). Shania tirou até uma foto com a dupla. A Billboard do Canadá chamou o encontro da dupla e da cantora de “o crossover canadense do ano” (tanto ela quanto os dois músicos são de lá).

Shania disse nas redes sociais que adorou encontrar a dupla. “Meu filho Eja me apresentou a eles, então imagine minha empolgação quando descobri que estávamos no mesmo episódio de Later…!”, afirmou. Ela também adorou o cabelo “loiro” de Jhn de Poitrine. “Estou com tanta inveja do cabelo deles”, disse. “E cada um deles tem 300 anos”, acrescentou Holland. “333!”, corrigiu Khn.

 

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O “sunshine psych” do Moon Construction Kit em mais um single, “Down the West Coast”

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Moon Construction Kit (Foto: Divulgação)

“Com Down the West Coast, eu realmente queria prestar homenagem àquela fase específica dos Beach Boys entre 1967 e 1971. Um tipo de música que soa como uma jornada barroca banhada de sol. Combinamos instrumentos de sopro inspirados nos anos 1950 com uma estrutura orquestral de chamber pop para criar um som que depende tanto dos arranjos quanto da atmosfera”, conta Olivier Cornu, o responsável pelo projeto psicodélico Moon Construction Kit, que vem de Lausanne, na Suíça.

Ele fala sobre o novo single do MCK, bastante psicodélico, e baseado tanto em guitarras tranquilas quanto em climas próximos do shoegaze. E o som de Down the West Coast tem tudo a ver com um detalhe pouco recordado dos Beach Boys: a banda é tida como a inauguradora do shoegaze (!), graças a uma canção do disco Sunflower (1971), All I wanna do. Uma parceria dos “inimigos íntimos” Brian Wilson e Mike Love produzida com uso ostensivo de overdubs e efeitos especiais de eco nos vocais.

  • E teve Mike D e Kim Gordon na TV: nomões do alternativo na telinha

Na música nova do Moon Construction Kit, flautas, synths, guitarras e beats eletrônicos tranquilos constroem algo que alude tanto a Jesus and Mary Chain e Tame Impala, quanto aos Beach Boys. “Conforme o ouvinte mergulha em um caleidoscópio sonoro, o vocal principal surge adornado por harmonias luminosas e cuidadosamente construídas, equilibrando o etéreo e o estranhamente familiar”, conta o músico no release, deixando claro também que a ideia é soar bastante hipnótico.

Oliver estreou o Moon Construction Kit em 2022 com um EP epônimo e vem desde então desenvolvendo um estilo que chama de sunshine psych: uma psicodelia que dá o efeito de você olhar para o sol, direto, sem proteção nos olhos – ou que dá o efeito de uma caminhada doidona pela praia. Em 6 de março, já havia saído um outro single do projeto, Snake charmer.

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