Urgente
Aquele Jon estreia solo falando de caos urbano e autoconhecimento em “Devolva-me”

“Viver em uma cidade gigante nos obriga a criar nossos próprios refúgios internos. Aquele Jon é sobre esse processo de se perder no próprio caos para finalmente se encontrar”, explica o músico Jonston Guerra, que adotou o codinome Aquele Jon para seu trabalho solo, após trabalhar por vários anos no ABC paulista com a banda Olho Da Cara. Mesmo tendo vindo do rock alternativo, ele diz ter levado muito da MPB e da bossa nova para essa nova fase.
O primeiro single do projeto é Devolva-me, tido por Jonston como uma música para dançar introspectivamente. Uma faixa que tem tudo a ver com as vivências dele na “cidade grande”, por acaso. “A música propõe o entendimento de que nada nos é realmente tomado. As situações e pessoas são espelhos que nos mostram quem somos”, conta. A música abre com ruídos de tempestade, e segue unindo rock e alt-folk, violões e synths, além de uma cadência próxima do reggae e da MPB anos 1970.
Jon já está com o álbum de estreia na agulha para sair – com oito faixas, o disco tem produção de Lou Alves (Walfredo em busca da Simbiose) e suporte de Renan Vasconcelos e Saulo Von Seehausen (Saudade). As músicas, diz ele, surgiram de uma necessidade enorme de autoconhecimento, por causa da vivências na metrópole. No caso específico de Devolva-me, o personagem escolhe observar suas próprias vulnerabilidades e seguir em frente.
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Irmãos Bicho: música, imagem e prédios escalados (!) em “Conversa de elevador”

RESUMO: Clara Bicho e Gabriel Campos apresentam Conversa de elevador, single de estreia dos Irmãos Bicho que cruza indie pop, MPB e funk leve e antecipa o primeiro álbum da dupla, previsto para 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Mariana Barbosa / Divulgação
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Irmãos gêmeos que fizeram aniversário na última sexta (18), Clara Bicho e Gabriel Campos juntaram-se numa dupla, os Irmãos Bicho, em que participam de todas as etapas do próprio processo criativo — da composição aos arranjos, da identidade visual à comunicação, dos figurinos à direção artística. Foi o que fizeram em Conversa de elevador, single indie-pop que anuncia o primeiro álbum deles, previsto para 2027.
“Para nós, música, imagem e narrativa fazem parte da mesma obra. Propomos, portanto, uma experiência que vai além do som, envolvendo também um universo visual e narrativo bastante presente”, contam eles, que fizeram em Conversa de elevador uma canção tranquila, com lembranças tanto de Mac de Marco quanto de Lô Borges – e que vai ganhando um pouco mais de peso na segunda parte, quando a voz de Gabriel fica mas evidenciada no arranjo.
Bernardo Bauer, do grupo instrumental Pequeno Céu, e Felipe D’Angelo, integrante da última formação da banda de (olha aí, ó) Lô Borges, são os produtores de Conversa de elevador, canção que tem um clima funky leve, e cuja letra fala sobre uim tema bastante urbano: as “conversas de elevador”, superficiais e que não saem do rame-rame. Só que a dupla propõe outra coisa.
“A expressão ‘conversa de elevador’, normalmente usada para descrever conversas superficiais, ganha outro significado na nossa canção”, explicam. “O elevador sobe e desce, mas continua preso ao mesmo trajeto. O eu-lírico que propomos rejeita essa ideia de permanecer parado e decide, por meio dessa metáfora, escalar os prédios por conta própria, mesmo sabendo que isso envolve esforço, risco e quedas”.
A ideia da canção é desafiar tudo – até o espaço urbano, já que é pra sair subindo os prédios. Nisso aí, a questão de Clara e Gabriel é “qual o motor da sua vida?”. E Conversa de elevador tá aí.
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Talking Heads vai se reunir novamente (mas, calma, não é pra tocar!)

RESUMO: Os quatro integrantes do Talking Heads voltam a se reunir – mas calma, é para lançar a Talking Heads Radio, canal temporário da SiriusXM dedicado à banda e aos projetos solo e paralelos de seus integrantes.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Os Talking Heads estão se reunindo novamente! Calma, nada de shows ou discos novos: a banda está pra lá de mais ou menos reunida, só que para lançar um novo canal na rádio SiriusXM. O novo canal, chamado Talking Heads Radio, estará no ar de 1º a 22 de outubro em rádios via satélite para carros e até 31 de outubro no aplicativo SiriusXM.
Aparentemente, esse canal aí vai tocar apenas músicas da banda e de seus diversos projetos paralelos e solos. Bom, é provável que No talking, just heads, o disco único do The Heads, banda montada por Jerry Harrison, Tina Weymouth e Chris Frantz sem David Byrne (1996), fique de fora. O álbum deixou o ex-líder Byrne puto a ponto de processar os outros três, alegando que o álbum e a apresentação da banda evocavam demais o grupo original.
Para o lançamento da estação, haverá uma conversa com os quatro integrantes e uma sessão de perguntas e respostas com a plateia, conduzida por Este Haim, que será gravada em Nova York no dia 28 de setembro. Pelo visto, os quatro, mesmo com as brigas que rolaram ao longo de vários anos, não veem problema em se encontrar de vez em quando. Tocar de novo é que não rola, pelo menos na visão de (adivinhe só) Byrne.
Em uma entrevista à Rolling Stone no ano passado, ele opinou que a cordialidade com seus ex-companheiros de banda em público para promover o relançamento do filme Stop making sense foi o máximo que conseguiram: “Nos sentíamos mais à vontade uns com os outros, mas… eu não sentia aquela vontade de ‘Ah, sim, vamos sair em turnê de novo’. Ou ‘Vamos gravar outro disco’. Musicalmente, eu fui para um lugar muito diferente”, diz.
“Também acho que houve um número razoável de discos e turnês de reunião. E alguns deles provavelmente foram muito bons. Mas não muitos. É praticamente impossível recapturar o momento que você estava vivendo naquela época. Para o público… aquela foi uma música formativa em um determinado período. Eles podem se convencer de que conseguem reviver aquilo, mas não conseguem”, disse.
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Lucia Vulcano lança “Animal”, punk rock sobre “retornar ao primitivo”

RESUMO: Lucia Vulcano antecipa o álbum Chucra e sensível com Animal, faixa que mistura grunge, punk, riffs pesados e ironia para falar da vontade de escapar do trabalho, da exploração e das regras sociais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Francielle Cota / Divulgação
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Não é por nada, não, mas se você amou a estreia da mineira Lucia Vulcano, Vim, vi e me fudi (2024), parece que vem um disco tão sarcástico e raivoso por aí. Em breve vem o álbum Chucra e sensível, já adiantado pelo single Animal, punk berrado em que Lucia fala “sobre a vontade de largar a civilidade e retornar ao primitivo, onde as coisas são mais fáceis e divertidas – e não existe trabalho, exploração e etc”.
A letra retoma um pouco do discurso de faixas do álbum anterior, como C.A.N.S.A.D.A e Ninguém manda em mim – ou seja: total aporrinhação com as regras do sistema e do capitalismo, além dos padrões cagados do mundo. Musicalmente, Lucia tem como referências Soundgarden, Black Sabbath, Alice in Chains, Hole e L7, misturadas a nomes contemporâneos como Trash No Star, Gritando HC, The Mönic, Roberta de Razão, MC Taya e Eskrota.
E a ideia é sempre juntar peso e ironia, na mesma proporção. “Acho que meu trabalho tem muita honestidade, crueza e sensibilidade também”, conta ela, que segue uma espécie de uniformidade “sensível” nas capas dos discos: Vim, vi e me fudi traz a foto de dois gatos, o single de Ninguém manda em mim tem Lucia à frente de um carrossel – e no de Animal, ela “contracena” com um ursão de pelúcia.
“Na parte musical, tem muita coisa interessante pois gosto muito de tempos quebrados, tem muitos compassos ímpares e mudanças de compasso durante as música. Gosto de pensar que é uma mistura de grunge e punk pois, às vezes, musicalmente, é muito grunge, mas com letras voltadas para o punk – e ainda tem músicas que tem a simplicidade do punk, com poucos acordes”, diz.
Animal, continua ela, “é uma continuação do meu estilo de ter riffs bem definidos e partes melódicas para contrastar, com bastante guitarra, barulhos, baixo melódico e uma bateria com quase um riff também”.
Olha Animal aí.
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