Connect with us

Cultura Pop

Várias coisas que você já sabia sobre a estreia do Duran Duran

Published

on

O Duran Duran já foi uma banda cujo vocalista não era Simon Le Bon. Antes do primeiro disco, epônimo, lançado em 15 de junho de 1981 (opa, quase 40 anos!), outros nomes passaram pelos vocais do grupo. O primeiro foi Stephen Duffy, que depois foi para o Lilac Time. Depois entraria Andy Wickett, mais conhecido como Fane, que foi guitarrista de uma banda chamada TV Eye, e era um músico conhecido em Birmingham, na Inglaterra, de onde o DD vinha. Andy chegou a gravar as primeiras demos da banda, mas logo saiu.

Várias coisas que você já sabia sobre a estreia do Duran Duran

Aliás, ainda houve outro vocalista, Jeff Thomas, recrutado por um tempo bem breve. O Duran Duran havia sido iniciado em 1978 pelo tecladista Nick Rhodes e pelo baixista John Taylor, foi montado sob os signos do glam rock e do art rock, e tinha mais influências de David Bowie e de Roxy Music do que eram capazes de esconder. Com a formação clássica completa (além de Simon, John e Nick, havia Roger Taylor, bateria, e Andy Taylor, guitarra), ficou claro que o Duran Duran apontaria para o futuro. Pouco antes da indústria de clipes virar o filé mignon do mercado (epa, a MTV nasceu no mesmo ano da estreia do DD), já pensavam em associar imagem e música, moda e atitude.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Blonde on blonde, de Bob Dylan

A união de pós-punk e de climas herdados da disco music, feita pelo quinteto, deu certo. A MTV abraçou hits como Girls on film, o Duran Duran se tornou a primeira banda dos anos 1980 a virar mania, transformou-se em modelo para praticamente tudo o que viria na década (se falar de rock brasileiro dos anos 1980, então…). E tudo começou com um disco que vinha sendo cuidadosamente pensado havia anos, e que hoje é um grande clássico.

E segue aí nosso humilde relatório sobre Duran Duran, o disco. Ouça lendo, leia ouvindo, essas coisas.

FAZENDO PLANOS. Antes do Duran Duran começar, não havia John Taylor e Nick Rhodes, Tinha era dois adolescentes, Nigel Taylor e Nick Bates, que matavam o tempo conversando sobre música e planejando formar uma banda, lá por 1978. Bates adotou o “Rhodes” por sugestão do amigo.

JÁ O molecote Nigel John Taylor era fã de Roxy Music, havia aprendido um pouco de piano, e passava por um processo de transformação pessoal parecido com o do Patinho Feio: era complexado por ter miopia, usar óculos e por ter um nome que, no entendimento dele, era mais apropriado a um garoto bullynizado.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Doolittle, dos Pixies

NIGEL? O artista posteriormente conhecido como John Taylor usaria o “Nigel” como nome artístico até a primeira demo do Duran Duran. Mas estava de saco cheio de se chamar assim e lembrava especialmente de um personagem Nigel, que era um bobalhão que aparecia num episódio de Monty Phyton. “O dia seguinte à exibição desse programa foi um pesadelo na escola”, recordou.

ALIÁS E A PROPÓSITO, pra piorar um pouco, 1979 foi o ano de… Making plans for Nigel, sucesso-assinatura do XTC, que foi um grande hit e contava a história de um moleque meio superprotegido pelos pais, e incapaz de decidir o próprio futuro. O John, que já era seu nome do meio, foi adotado como referência a Johnny Ramone e John Lennon.

NO COMECINHO o grupo de Rhodes e Taylor (com o cantor original, Stephen Duffy), ensaiava na loja de brinquedos do pai de Nick, em meio a embalagens. “Tínhamos músicas chamadas coisas como Hold me, pose me, que era o que dizia na lateral de uma caixa de boneca”, contou Duffy.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre The Who Sell Out, do Who

QUE NEM BOWIE. A banda tinha um hábito parecido com o de um de seus maiores ídolos, David Bowie, nos tempos de penúria. Se na adolescência o mod Bowie fuçava lixões de lojas de roupas em busca de alguma peça descartada, os futuros astros do Duran Duran usavam roupas de lojas de caridade, e jaquetas dos anos 1950, bem justas. A ideia era lançar moda, mas isso ainda demoraria para acontecer.

PRIMEIRO NOME. O Duran Duran passou um tempo se chamando RAF (possível referência à Força Aérea Real da Grã-Bretanha). Mas foi muito pouco tempo mesmo. John viu o filme Barbarella, de Roger Vadim (1968), e sugeriu batizar a banda com o nome Duran Duran, referência ao Dr. Durand Durand interpretado pelo ator Milo O’Shea.

ALIÁS E A PROPÓSITO, Milo foi convidado pela banda em 1984 para interpretar o próprio Dr. Durand Durand no filme-concerto Arena (An absurd notion). E aceitou.

NA BALADA COM O DD. O começo do Duran Duran era bastante associado a um clube de Birmingham chamado Rum Runner, que já estava aberto desde 1964 e tinha dado abrigo a várias bandas e artistas ilustres da cidade (de Black Sabbath e Roy Wood). O Duran Duran levou sua primeira demo para lá e a banda quase inteira acabou trabalhando na casa, com os integrantes assumindo funções como DJ, segurança e até cozinheiro. A casa fechou em 1987.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Sticky fingers, dos Rolling Stones

NO PALCO. O Duran Duran se tornou também residente da casa, numa época em que os filhos do dono do local assumiram a boate e a transformaram num clube mais moderno. A banda tocava até mesmo nas festas de réveillon do local.

AS MUDANÇAS NA BANDA foram ocorrendo nos anos seguintes, até que o Duran Duran ganhasse a formação definitiva. Um sujeito chamado Alan Curtis assumiu a guitarra por uns tempos, após ler um anúncio no jornal que recrutava um músico “influenciado por Roxy e Bowie”. Andy Taylor entra depois para a banda por causa de outro anúncio e acaba assumindo não apenas o instrumento como a chapa de hambúrgueres do Rum Runner. De início, se choca com o visual trabalhado da banda, mas resolve ficar. Já Duffy fica definitivamente chocado com as ambições pop do grupo e deixa o DD.

O VOCALISTA. Simon Le Bon, apesar de não fazer parte da turma que trabalhava no Rum Runner, entrou para o Duran Duran por causa da boate: namorava uma garçonete que o recomendou para a banda. Seu visual inusitado (jaqueta de camurça, calça de pele de leopardo e cabelo louro) impressionou os futuros colegas e ele foi aceito nos vocais.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Love it to death, de Alice Cooper

EMPRESÁRIOS. Quem passa a cuidar dos negócios do Duran Duran é justamente o então proprietário do Rum Runner, Paul Berrow – foi nessa que a banda virou residente de lá. Ele e seu irmão, que cuidavam da boate, estavam super interessados em fazer do local uma espécie de Studio 54 de Birmingham, levando toda a modernidade da casa de Nova York para uma cidade industrial da Inglaterra. Discos de artistas como Giorgio Moroder rolavam direto nas pick-ups da casa e eram ouvidos o tempo todo pelo Duran Duran em meio a ensaios e novas canções.

DISCO É O C… No fim dos anos 1970, vale dizer, a coisa mais comum do mundo era que roqueiros demonstrassem todo o seu ranço pela disco music, que ocupava espaços nas rádios. Ainda que nomes como Doobie Brothers, Kiss, Blondie e Fleetwood Mac (e Rita Lee, no Brasil) convivessem de boa com os batidões da disco, o consenso geral era que aquela batida dançante era repetitiva, as letras eram pobres (enfim, como se Highway star, do Deep Purple, fosse o equivalente roqueiro de um poema de John Keats) e as melodias eram pífias. Esse último aspecto torna tudo mais maluco, ainda mais no comparativo com um estilo musical que havia sido salvo pelos três acordes.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Black Sabbath Vol 4

EM 1979, rolou aquele espetáculo de demência chamado Disco Demolition Night, em que LPs de disco music (e de música negra em geral, segundo testemunhas) foram quebrados em meio a uma competição esportiva. O estilo musical começava a ser substituído por versões mais ritmadas que anos depois desembocariam na house music, a safadeza boogie começava a dominar as paradas (via Earth, Wind & Fire e outros artistas) e já se avizinhava uma pós-disco, com nomes como Prince e Rick James gravando discos.

MAS E O DURAN DURAN COM ISSO? Se em 1979 estivesse na moda o hábito de bandas procurarem psicólogos ou coaches, o DD gastaria uma nota tentando solucionar a crise que vivia na época. Como roqueiros vindos do punk, deveriam odiar disco music, mas a adoravam. John Taylor, originalmente um guitarrista, tornou-se baixista pelo amor ao Chic.

HAJA GRANA. Os irmãos Berrows decidem investir pesado no Duran Duran e hipotecam um apartamento para comprar uma vaga de banda de abertura (eita) para o quinteto. O DD abre shows de Hazel O’Connor, uma cantora e atriz britânica que fazia sucesso com o hit Eighth day e com o filme Breaking glass, dirigido por Brian Gibson e estrelado por ela.

GENTE HUMILDE. A tal vaga na tour custou 12 mil libras. Para não aumentar mais ainda o rombo, ficou combinado que a banda se revezaria entre um quarto de hotel e a van de turnê – um integrante dormiria no quarto por vez a cada cidade, e os outros se espremeriam no utilitário.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre O Papa é pop, dos Engenheiros do Hawaii

DEU CERTO. Num dos shows da turnê com Hazel, Dave Ambrose, o chefe de A&R da EMI que descobriu os Sex Pistols, descobre o Duran Duran. Vê em Simon LeBon uma espécie de “novo Elvis” e contrata a banda sem pestanejar.

NO ESTÚDIO. O Duran Duran começou a gravar imediatamente e passou por vários estúdios com o produtor Colin Thurston, que trabalhara em Heroes, de David Bowie, e Lust for life, de Iggy Pop. Planet Earth e Girls on film foram gravadas em dezembro de 1981 e o restante em janeiro.

RAPIDINHO. De modo geral, Duran Duran, o disco de estreia, foi gravado rapidamente e em várias etapas. O produtor primeiramente cuidou de faixas como Careless memories, Night boat, Anyone out there, Tel Aviv e Faster than light (que viraria o lado B de Girls on film). O esqueleto de outro lado B queridíssimo do Duran Duran, Khanada, viria também dessa etapa. Depois, Colin mudou a banda para outro estúdio e completou toda a parte básica do disco (além de muita coisa de sequenciadores e teclados) em dez dias.

VERSÃO EXTRA. A produção de remixes para pistas de dança já vinha dos tempos da disco music e da aurora da cultura hip hop. Mas nos anos 1980 isso viraria padrão, a ponto de alguns remixes ficarem até mais ilustres do que as canções que lhes deram origem. O Duran Duran fez um pouco mais do que isso: fez uma segunda versão de Planet Earth para clubes. Mas em vez de remixar, rearranjou a música, pôs mais slaps de baixo e percussão, e convocou um naipe de metais. A duração foi para oito minutos.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Transa, de Caetano Veloso

A FOTO DA CAPA. Quem tirou a foto da capa de Duran Duran foi Fin Costello, um fotógafo irlandês, que trabalhara com artistas como Deep Purple e Uriah Heep. John Taylor havia sugerido seu nome para a gravadora, que topou. O músico diz que sugeriu também que a banda posasse com um carro na foto. Fin não apenas fez a foto, como também sugeriu que a capa fosse feita por Malcolm Garrett, designer responsável por todo o visual dos discos da banda punk britânica Buzzcocks. Garrett conseguiu desenhar para o Duran Duran uma capa moderna e bastante minimalista, com um logotipo cuja produção encareceu bastante o design, mas deu a cara inicial do grupo.

A HISTÓRIA DO ROCK E DO POP é cheia de exemplos de artistas extremamente viáveis comercialmente, mas que precisaram lutar para fazer valer suas ideias, e que penavam com a falta de visão de donos de gravadoras. Com o Duran Duran não aconteceu nada disso: a EMI, até por precisar bastante de um grupo “moderno” para abrir os anos 1980, apostou bastante desde o início. Especialmente quando viu Planet Earth, o primeiro single, chegar no sétimo lugar das paradas britânicas.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Atom heart mother, do Pink Floyd

O PROBLEMA É QUE foi nesse ponto que rolou uma bobeada séria da gravadora que quase pôs tudo a perder. A banda queria lançar logo a alegre e chamativa Girls on film como segundo single. Mas a EMI alegou que Careless seria uma boa opção porque mostrava “um lado mais sério do grupo”. Em tempos de forte airplay para o pop adulto, não era uma ideia de todo errada. Mas o single não vendeu bem e mal tocou. E o Duran Duran começou a ganhar uma baita cara de banda de tiro curto.

MAS A EMI foi à luta e usou todo seu time de assessoria de imprensa para reverter a situação. Janice Hague, que trabalha com bandas como Queen e Bow Wow Wow, fez tudo para emplacar o DD não apenas na imprensa “séria”, como também nas revistas de adolescentes. O grupo conseguiu uma capa na Smash hits, uma das revistas pop mais vendidas da época. Curiosamente, a revista preferiu colocar uma foto em que apenas Nick e Roger apareciam. Nem mesmo Simon Le Bon apareceu. John diz ter visto nisso um sinal de que a banda era vista de maneira mais “profunda” do que parecia.

JOHN TAYLOR reclama que, graças à preferência que a banda e a EMI deram para a Smash hits e a The Face, o New Musical Express passou a expressar (opa) o maior desgosto pela banda, atacando-os sempre que podia. Por outro lado, publicações para adolescentes apaixonadas, como Diana e My Guy passaram a cobrir todos os passos do grupo, e a publicar até mesmo pôsteres deles. Não era uma mídia tão errada assim: artistas como Marc Bolan e David Bowie, no comecinho dos anos 1970, viviam aparecendo nessas publicações (os equivalentes à Capricho e à Querida no Brasil).

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre The seeds of love, do Tears For Fears

ALIÁS E A PROPÓSITO, pelo menos Careless veio com duas preciosidades como B-sides, a boa Khanada e a versão duranie de Fame, de David Bowie.

BORA SAIR DE CASA PRA VER UM VÍDEO? Hoje ninguém sai de casa para nada, mas pode acreditar: nos anos 1980, as pessoas saíam de casa para assistir a exibições de vídeos de seus artistas preferidos. Várias casas noturnas (inclusive aqui no Brasil) anunciavam sessões de vídeos, gravados em VHS, de apresentações de bandas como Smiths, Duran Duran, e até grupos mais antigos, como Pink Floyd e The Doors. Assim que isso começou a acontecer, os próprios artistas passaram a produzir vídeos especialmente para esse tipo de mercado, até porque a MTV ainda estava no comecinho.

O DURAN DURAN, que não era bobo nem nada, mandou fazer um vídeo fodástico e malicioso para Girls on film, com várias modelos, vários cenários (inclusive um de passarela, que seria imitado à exaustão em outros clipes e até aberturas de novela no Brasil) e passagens que eram referências cara-de-pau a fetiches sexuais. O projeto inicial era que o vídeo fosse exibido apenas em casas noturnas, mas ele chegou até a TV. A BBC considerou o clipe obsceno e não o exibiu. Já a MTV só concordou em exibi-lo após várias tesouradas.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Boy, estreia do U2

O VÍDEO DE Girls in film foi uma das produções vitoriosas da dupla Kevin Godley & Lol Creme, dois músicos, ex-integrantes do 10cc, que haviam resolvido se dedicar à produção de vídeos e comerciais. Os dois permaneceram dirigindo vídeos ao mesmo tempo em que lançavam discos em dupla, numa linha mais experimental e gozadora do que o próprio 10cc (que já era conhecido por músicas como The worst band in the world).

SIMON LE BON compôs Girls on film para reclamar de um tema que ainda não estava na pauta por aqueles tempos: a objetificação de modelos e atrizes em fotos de moda. O cantor acabou depois reclamando de novo de outra coisa: o vídeo ubersexualizado pôs toda a mensagem da letra a perder. E tá aí o clipe.

ALIAS E A PROPÓSITO, os dois primeiros singles do disco, Planet Earth e Careless memories, tiveram clipes lançados também.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre L. A. woman, dos Doors

FORMATOS INOVADORES. O Duran Duran (e a EMI, diga-se) estavam realmente de olho crescido para o mercado de clipes e vídeos. Tanto que a banda e a gravadora decidiram apostar em novos formatos para fazer a banda crescer no mercado. Em 1983, quando já eram uma banda de dois discos lançados, as lojas receberam Duran Duran video album, com tudo o que já havia saído de clipes da banda até então, e mais uma novidade: a banda produziu clipes para faixas que não chegaram a ser lançadas como singles, como Lonely in your nightmare e Night boat. Depois disso, a banda explorou o formato de EP-vídeo (um VHS com pouco tempo de duração e alguns clipes) e até video-single com Dancing on the Valentine e Duran Duran video 45, ambos de 1984.

ESSES LANÇAMENTOS EM VÍDEO eram colocados nas lojas pela PMI (Picture Music International) uma subdivisão da EMI especializada em clipes, que lançou vídeos de Kate Bush, Paul McCartney, Queensryche, Iron Maiden e vários outros do elenco da gravadora. O nome depois foi descontinuado e substituído por Abbey Road Interactive.

NOS ESTADOS UNIDOS, a EMI jogou Duran Duran para o selo Harvest, que era mais useiro e vezeiro de lançamentos de rock progressivo durante os anos 1970, mas que havia tomado novo direcionamento após o sucesso do movimento punk, contratando bandas como Wire. Foi com esse selo que o álbum chegou ao Brasil.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Argybargy, do Squeeze

UMA DIFERENÇA da edição americana para a britânica é que nos EUA a gravadora preferiu a “versão noite” de Planet Earth (a tal nova versão com alguns minutos a mais) e cortou To the shore do LP. Anyone out there e Night boat aparecem na edição dos EUA com títulos alternativos: Is there anyone out there e (Waiting for the) Night boat. No Brasil, mesmo com o selo Harvest, o disco saiu fiel ao original britânico.

FALANDO EM BRASIL, a chegada do Duran Duran no mercado foi anunciada na coluna Música Pop assinada por José Emilio Rondeau, no Jornal do Brasil, em 21 de maio de 1981, na qual a banda foi citada como um dos grupos da onda new romantic. Ou dos chamados blitz kids. Era a turma que frequentava o clube Blitz, em Londres, e da qual saíram nomes cujas carreiras se desenvolveram de maneira bem diferente da do DD, como Boy George, Midge Ure (Ultravox/Visage), Marilyn (cantor, DJ e amigo de Boy George), a turma do Spandau Ballet, Siobhan Fahey (Bananarama) e outros.

ALIÁS E A PROPÓSITO, Anyone out there, que sequer era um single oficial do primeiro álbum, ganhou um levante especial justamente… aqui no Brasil. Foi incluída na trilha da novela global Sétimo sentido, em 1982. Apesar do Duran Duran poucas vezes ser fotografado usando jeans (várias fotos do começo dos anos 1980 mostram a banda usando couro da cabeça aos pés), a Nexus, uma das mais populares fábricas de calças dos anos 1980, fez uma promoção usando a música do grupo: lançou um compacto especial com Anyone no lado B e Planet earth no lado B.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Mellon Collie, dos Smashing Pumpkins

JÁ A EDIÇÃO JAPONESA ORIGINAL de Duran Duran faz a alegria dos colecionadores, por trazer um pôster colorido e instruções (com silhuetas de bonecos) de como dançar “a nova dança new romantic”.

E AÍ, VENDEU? Duran Duran estourou, fez o nome da banda ficar conhecido na Inglaterra, e animou a EMI a tentar fazer a banda estourar nos Estados Unidos. A gravadora pagou um clipe num barco cheio de modelos para o futuro hit Rio e botou a banda em estúdio novamente – para gravar o segundo disco, também chamado Rio (1982).

O DURAN DURAN abraçou a nova fase e emplacou hit atrás de hit na MTV sem medo de ser feliz. “Quando você tem 19 anos e alguém diz: ‘Você quer fazer um vídeo em um iate nas Caraíbas?’ você não diz ‘que tipo de declaração deveríamos estar fazendo aqui?’. Diz algo como: ‘Meninas, barcos, sim, por favor!'”, contou Le Bon. Teve início uma duranmania que seguiu até 1986, com a interrupção momentânea das atividades e a saída de Roger Taylor “por exaustão”. O DD fechou os anos 1980 com influências de música eletrônica no disco Big thing (1988).

HOJE a banda ainda está por aí, e anuncia um disco novo para outubro, Future past. O único integrante da formação original que está distante da banda é Andy Taylor, que saiu brigado do DD em 2006, em meio às gravações de um disco que nunca foi lançado, Reportage. O músico não foi substituído e a banda hoje um quarteto.

Com informações de Diffuser.FM, e do livro No ritmo do prazer, de John Taylor.

>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Cultura Pop

Bono trapalhão? U2 antes da fama, na TV irlandesa, usando fantasias de palhaço

Published

on

Bono trapalhão? U2 antes da fama, na TV irlandesa, usando fantasias de palhaço

RESUMO: Antes da fama, o U2 tocou Out of control na TV irlandesa vestido de palhaço. Tem gente achando que é obra da IA, mas não é não.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

No comecinho de sua história, prestes a fazer as primeiras gravações, o U2 fez um vídeo de Out of control na TV irlandesa em clima de circo, com maquiagens faciais e roupas de palhaço. Tá aí o vídeo.

O vídeo é de 1979 e pertence aos arquivos da RTÉ, emissora pública irlandesa – e pelo que a emissora diz, apareceu no programa Our times. Já teve gente levantando a hipótese de ser obra de IA. Não é, pelo visto. “Embora a estética crua e a qualidade amadora das possam levar os espectadores a questionar a sua autenticidade, este vídeo específico foi documentado e discutido pela comunidade de fãs do U2 como uma peça genuína da história da banda”, diz um comentário publicado no canal do YouTube @DutchU2Fan.

Não foi a primeira vez que a banda esteve na atração: em 13 de novembro de 1978, tocaram a música The fool, numa apresentação que acabou sendo reprisada em 27 de novembro. Aliás, a primeira vez que Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton foram à RTE rolou em 2 de março de 1978, quando ainda se chamavam The Hype – na ocasião, foram a programa Youngline e cantaram Street mission.

Além das maquiagens, Bono surge usando apetrechos teatrais e fazendo caras e bocas para a câmera – em alguns momentos, tudo parece uma cena de humorístico brasileiro dos anos 1970. E naquela altura, Out of control era praticamente o cartão de visitas do U2. Em agosto de 1979, o radialista Dave Fanning apresentou três músicas do grupo em seu programa na RTÉ — Out of control, Stories for boys e Boy/Girl — e deixou os ouvintes escolherem qual delas deveria ocupar o lado A do primeiro lançamento da banda. Out of control venceu. No mês seguinte, as três músicas apareceram no EP Three, cuja primeira edição teve mil cópias numeradas.

A canção também tinha uma origem bastante pessoal. Bono a escreveu quando completou 18 anos, pensando no desconforto de perceber que dois dos acontecimentos mais importantes da existência estão totalmente fora das nossas mãos: ninguém decide nascer e, em última instância, também não controla a própria morte.

Agora: por que diabos eles estão vestidos daquele jeito?

Bom, não há, pelo menos na documentação conhecida sobre a apresentação, uma explicação de Bono, The Edge, Adam Clayton ou Larry Mullen Jr. para as roupas, mas maquiagens e os apetrechos. Também não aparece nos arquivos disponibilizados pela RTÉ uma justificativa para o figurino. Pode ter sido uma ideia do programa, uma brincadeira da própria banda ou simplesmente parte da estética daquela atração

O vídeo pertence a uma fase realmente embrionária do U2, que ainda traria uma apresentação no programa Aspects Of rock em setembro de 1979, tocando Life on a distant planet. Em janeiro de 1980, a banda chegou ao Late late show com Stories for boys. E pouco depois, aquela banda de garotos que ainda podia surgir fantasiada na televisão começaria a gravar a estreia Boy, lançada em outubro de 1980. Um primeiro passo na construção do U2 que a gente conhece hoje.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Cultura Pop

Video Vanguard Award: afinal, que prêmio é esse que o Nirvana recebeu?

Published

on

Video Vanguard Award: afinal, que prêmio é esse que o Nirvana recebeu?

RESUMO: O Nirvana recebeu o Video Vanguard Award no VMA e entrou numa história que começou em 1984 com Beatles e David Bowie. Entenda como surgiu e por que o prêmio mudou ao longo das décadas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Nirvana voltou ao VMA neste domingo (27) para receber um prêmio que, de certa forma, conta a própria história da MTV. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram ao palco para buscar o Video Vanguard Award, homenagem pelo conjunto da obra audiovisual da banda.

Recebendo a honraria, os mais ilustres três ex-integrantes vivos da baanda entraram numa lista que começou com Beatles e David Bowie e, ao longo de mais de quatro décadas, passou por Madonna, Michael Jackson, R.E.M., Beastie Boys, U2, Beyoncé e vários outros.

Mas o que exatamente é o Video Vanguard? Bom, temos duas respostas, uma curta e uma longa. A resposta curta: é uma espécie de prêmio pelo conjunto da obra do VMA, dedicado a artistas que tiveram impacto importante sobre o videoclipe e a cultura pop. Não está ligado a um vídeo específico lançado naquele ano e nem sequer é entregue em todas as edições.

A resposta longa é… a própria história do prêmio. E é a melhor resposta, já que o prêmio nasceu junto com o próprio VMA, em 1984. E não custa lembrar que nessa época videoclipe ainda era uma linguagem em formação e a MTV tinha apenas três anos. Na primeira cerimônia, só pra você ter uma ideia, David Bowie ganhou o prêmio, e houve menção especial aos Beatles e a Richard Lester, que dirigiu os filmes Help e A hard days night, do quarteto.

No caso dos Beatles e Lester, a escolha reconhecia especialmente a importância dos filmes do grupo para aquilo que, anos depois, se consolidaria como a linguagem do videoclipe – e da mesma forma, Bowie havia desenvolvido muito do idioma dos clipes vários anos antes. Na real, como ainda nem sequer havia uma “história” do videoclipe, era fundamental apontar quem havia ajudado a inventar aquela nova linguagem.

Nos anos seguintes, por sua vez, já estava claro que o grande lance era premiar quem já estava fazendo história ali mesmo, com a linguagem dos clipes. Em 1985, ganharam o prêmio David Byrne (então apenas o líder dos Talking Heads) e os diretores Russell Mulcahy e Godley & Creme. Madonna recebeu em 1986. Peter Gabriel, em 1987.

Detalhe: Michael Jackson ganhou em 1988 e, a partir de 1991, seu nome passou a ser associado oficialmente à honraria, que durante décadas ficou conhecida como Michael Jackson Video Vanguard Award. Em 2019, a MTV silenciosamente, mas nem tanto, tirou o nome do astro do prêmio. Nesse ano, a vencedora foi a rapper Missy Elliott.

Na década seguinte, a lista parece quase um resumo do período em que rock e MTV andavam grudados. Bon Jovi recebeu o Vanguard em 1991; Guns N’ Roses, em 1992; Tom Petty e Rolling Stones, em 1994; R.E.M., em 1995; Red Hot Chili Peppers, em 2000; U2, em 2001; e Duran Duran, em 2003. Exceções à regra: em 1997 o rapper LL Cool J levou a estatueta pra casa. No ano seguinte, os Beastie Boys ganharam o prêmio.

Depois, o perfil foi mudando junto com a própria MTV e com a cultura pop. Britney Spears, Justin Timberlake, Beyoncé, Kanye West, Rihanna, Pink, Jennifer Lopez e Missy Elliott estão entre os homenageados. Nos últimos anos vieram Nicki Minaj, Shakira, Katy Perry e Mariah Carey. Agora o prêmio volta ao rock com o Nirvana.

Dá pra dizer que poucos grupos carregam uma ligação tão evidente com a era clássica da MTV. Smells like teen spirit não apenas virou um dos clipes mais associados aos anos 1990 como ajudou a transformar a imagem do rock no canal. Come as you are, In bloom e Heart-shaped box reforçaram uma identidade visual que misturava estranheza, humor, desconforto e uma boa dose de antipatia pelos padrões do estrelato.

No VMA deste ano, coube a Chuck D, do Public Enemy, entregar o prêmio. Novoselic aproveitou o discurso para colocar Kurt Cobain no centro da história e lembrou que muitas ideias dos vídeos vinham da visão artística do vocalista. Para ele, a permanência do Nirvana também tem relação com uma busca do público por autenticidade.

Grohl, Novoselic e Smear receberam a homenagem sem Cobain, morto em 1994, mas com sua imagem aparecendo durante a cerimônia. A escolha fecha um círculo curioso: uma banda que ajudou a definir a MTV dos anos 1990 recebe, mais de três décadas depois, um prêmio criado justamente para reconhecer quem mudou a maneira de juntar música e imagem.

Mais do que um troféu para quem acumulou clipes famosos, o Video Vanguard começou como uma homenagem a quem empurrou o videoclipe para algum lugar novo. E sua lista de vencedores acabou registrando também as mudanças da própria MTV: dos Beatles e dos diretores pioneiros ao domínio do rock, daí às grandes estrelas do pop e do hip hop.

Agora o Nirvana entrou nessa história. Digamos que, para uma banda que chegou à MTV parecendo não pertencer àquele mundo, demorou bastante.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Cultura Pop

Qual é a do The Coverups, banda de covers de Billie Joe (Green Day) e amigos?

Published

on

The Coverups: Billie Joe recebe Bruce Dickinson (Foto: Reprodução Internet)

Antes de Bruce Dickinson, cantor do Iron Maiden, aparecer de surpresa no palco em Québec, o The Coverups já dava muitos sinais de vida havia anos. O projeto paralelo de Billie Joe Armstrong continua funcionando exatamente como nasceu: como uma desculpa para tocar músicas que seus integrantes amam, sem a pressão de lançar discos ou sair em turnê.

Criado em 2018, o grupo reúne integrantes e colaboradores do Green Day em apresentações pequenas, normalmente em clubes da Califórnia. A formação original contava com Billie Joe Armstrong (voz e guitarra), Mike Dirnt (baixo e voz), Jason White (guitarra), Bill Schneider (baixo) e Chris Dugan (bateria) – Mike e Jason são os únicos que fazem parte também do Green Day, sendo que Jason atua como músico de turnê. Nos últimos anos, porém, Dirnt deixou de participar dos shows, e o The Coverups passou a atuar como quarteto.

O repertório é uma carta de amor ao rock e ao punk. Clássicos de Ramones, David Bowie, The Clash, Cheap Trick, Joan Jett, Tom Petty, Misfits, Nirvana, Rolling Stones e até Strokes costumam aparecer nas apresentações, que muitas vezes são anunciadas poucas horas antes de acontecer. Diferentemente de outros projetos paralelos de Billie Joe, como Foxboro Hot Tubs e The Longshot, o The Coverups nunca teve a intenção de gravar músicas próprias. A proposta é apenas revisitar clássicos em um ambiente intimista, recriando um pouco da atmosfera dos primeiros dias do Green Day nos clubes da região de Berkeley e Oakland.

Mesmo sem lançar um único álbum de estúdio, a banda conquistou um público fiel justamente por isso: oferece a rara oportunidade de ver Billie Joe tocando as músicas que ajudaram a moldar sua formação musical, longe das grandes produções e da rotina de estádios do Green Day.

Nos últimos meses, o The Coverups voltou a fazer apresentações esporádicas na Califórnia, mantendo esse espírito despretensioso. Não havia qualquer indicação de mudanças de rumo, nem anúncios de gravações ou turnês. A maior novidade acabou sendo justamente a participação-surpresa de Bruce Dickinson em um show realizado em Québec. Sem aviso prévio, o vocalista do Iron Maiden subiu ao palco para cantar All the young dudes, clássico do Mott the Hoople escrito por David Bowie, num encontro improvável que reuniu dois dos nomes mais conhecidos do rock em um contexto bastante informal.

Houve uma outra novidade recente, que rolou durante o show da banda no Roxy, na Califórnia, dia 21, uma segunda-feira. Antes de tocar Drain you, clássico do Nirvana (do disco Nevermind, de 1991), Armstrong dedicou a música a Jennifer Finch, baixista do L7, que morreu recentemente. Antes, Adrienne Armstrong, esposa do músico, havia doado US$ 5 mil para uma campanha criada para ajudar a custear o tratamento de Finch.

De qualquer jeito, Bruce fi a primeira participação especial de grande repercussão na história recente do The Coverups e, naturalmente, chamou muito mais atenção do que os próprios shows da banda. Ainda assim, tudo indica que o projeto continuará exatamente como sempre foi: um grupo de amigos reunidos para tocar os discos que mudaram suas vidas, sem maiores pretensões além da diversão.

Ah, sim: importante falar que All the young dudes faz parte do repertório solo de Bruce há bastante tempo. Ele a havia regravado em seu primeiro álbum solo, Tattoed millionaire, de 1990. Na época, teve até clipe da faixa.

Foto: Reprodução Internet

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Holy Death Temple (Foto: Divulgação)
Radar33 minutos ago

Radar: Holy Death Temple, Dale John Max, Foxglove – e mais sons do Groover!

Resenha: Mike D – “Thank you”
Crítica10 horas ago

Ouvimos: Mike D – “Thank you”

Resenha: Nazz – “The complete Nazz” (compilação)
Crítica10 horas ago

Ouvimos: Nazz – “The complete Nazz” (compilação)

Resenha: Spike Fuck – “Evidence”
Crítica10 horas ago

Ouvimos: Spike Fuck – “Evidence”

Resenha: Field Hospitals – “Ethel Green” (EP)
Crítica10 horas ago

Ouvimos: Field Hospitals – “Ethel Green” (EP)

Fontaines D.C. - Foto: Elizaveta Porodina / Divulgação
Urgente19 horas ago

Fontaines D.C. e Rosalía se encontram em “Where is gone?”, novo single de “Dopamine chamber”

La Dispute - Foto: Martin / Divulgação
Urgente22 horas ago

La Dispute volta ao Brasil após 11 anos para três shows em 2027

Rolling Stones - Foto: Kevin Mazur / Divulgação
Urgente1 dia ago

Rolling Stones já estão gravando coisas novas, diz um músico ligado à banda

Wry - Foto: Eric Marques / Divulgação
Urgente1 dia ago

Wry mistura shoegaze e pós-punk em “Décimo andar”, faixa sobre solidão e espera

Pássaros: dupla mexe no baú e estreia com música guardada há anos
Urgente1 dia ago

Pássaros: dupla mexe no baú e estreia com música guardada há anos

Afonso Antunes revisita “Pelas seis” com Nina Nicolaiewsky no apê da infância
Urgente1 dia ago

Afonso Antunes revisita “Pelas seis” com Nina Nicolaiewsky no apê da infância

Zimbra (Foto: André Calvão / Divulgação)
Urgente1 dia ago

Zimbra: lembranças de acidente sofrido por integrante em single novo

Charm Offensive (Foto: Divulgação)
Urgente1 dia ago

Charm Offensive transforma insônia e crises de identidade em power pop nervoso

Superfuzzy - Foto: Lucas Shtorach / Divulgação
Urgente1 dia ago

Superfuzzy fala sobre depressão e dificuldades emocionais no single “Sem direção”

Grimes mistura IA, religião e distopia em “Accelerando”, primeira faixa de "Psy opera"
Urgente4 dias ago

Grimes mistura IA, religião e distopia em “Accelerando”, primeira faixa de “Psy opera”

Instagram não para de recomendar "Higher", do Creed - e nem sabe por quê
Urgente4 dias ago

Instagram não para de recomendar “Higher”, do Creed – e nem sabe por quê

Resenha: Nigéria Futebol Clube - “Ambiente jazz”
Crítica4 dias ago

Ouvimos: Nigéria Futebol Clube – “Ambiente jazz”

Resenha: Cara Delevingne – “Not normal”
Crítica4 dias ago

Ouvimos: Cara Delevingne – “Not normal”