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Supervão leva reta final de turnê ao Sul e à Bahia, e espalha sessions ao vivo por aí

RESUMO: O Supervão encerra a turnê de Amores e vícios da geração nostalgia com shows em Porto Alegre e na Bahia, enquanto libera novas sessions ao vivo e prepara outro álbum para 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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Para esbarrar com a banda gaúcha Supervão ao vivo, é só dar uma chegadinha em Porto Alegre (RS) e na Bahia durante o mês de outubro. Nesta quinta (8), o Fuga 4ºD, na capital gaúcha, recebe a banda Jovem Dionísio (em plena Migalhas tour), em show com abertura deles. No dia 25 a banda toca com a banda Copérnico Maior no Bar Ocidente, ambas abrindo para o Chococorn And The Sugarcanes.
Já na Bahia, onde o grupo vai pela primeira vez, eles tocam em Feira de Santana (dia 15, na Casa Noise), em Salvador (dia 16, na Casa 141) e em Vitória da Conquista (dia 18, no Festival Suíça Bahiana). Mas se você está bem longe dos dois estados, não desanime: em plena finalização da tour do disco Amores e vícios da geração nostalgia (2024, resenhado aqui) – e prestes a lançar outro álbum ano que vem, como adiantaram ao site Popload – a banda vem deixando rastros ao vivo por aí.
Recentemente o grupo fez uma session no estúdio Fleeting, em São Paulo, e de lá saiu o vídeo da música Sei lá, não deu, que eles liberaram no YouTube no finalzinho de setembro. Mas teve também outra session recente, que rolou no programa Radar, da TVE do Rio Grande do Sul – e da qual saíram os vídeos de Nostalgia, Tudo certo pra dar errado, Love e vício em sunshine e a mesma Sei lá, não deu.
Depois disso, só esperar os próximos passos.
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Dionys une vertentes do balanço brasileiro em “Não agradeço”

RESUMO: Produzida por Batata Boy e Bruno Berle, Não agradeço, de Dionys, mistura violão, beat de funk e balanço brasileiro numa letra sobre preservar a própria essência sem deixar a vida devorar tudo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Os meus pecados eu fiz por amor”, jura Dionys na letra de Não agradeço, single que faz uma união bem certeira de MPB de violão, balanço nacional setentista e beats associados ao funk. Uma parceria dele com Tomás Sampaio, com produção de Batata Boy e Bruno Berle, e uma letra que fala sobre o desafio de existir “sem apagar a própria essência de moleque, mesmo diante da morte de alguns passados!”, exclama.
É o segundo single de Dionys, que em dezembro lançou o single duplo Anjo moreno / Criaturas do sol (demo) – essa segunda faixa ganhou até um clipe. Não agradeço ainda não tem clipe – mas já nasce com pinta de futuro hit, o tipo de música que pode rolar em festas, em rodas de violão e em momentos de reflexão pessoal. Especialmente quando Dionys toca no nervo e fala que é preciso “coragem pra ser aquilo que se quer sem deixar a vida te devorar”. E não é verdade?
Dionys é de São Paulo, mas atualmente mora em Lisboa, Portugal, onde trabalha com música e também com teatro – recentemente esteve no elenco da peça O último telefone público de Lisboa, cujo roteiro “acompanha um grupo de pessoas movido por uma mesma hipótese: vivemos num mundo que produz continuamente palavras que ainda não sabemos ouvir”. E tem mais coisas dele vindo aí: o álbum Ginga, igualmente produzido por Batata Boy e Bruno Berle, sai em breve.
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Sete anos depois, as duas “lágrimas” do maranhense Lucas Maciel estão no mundo

RESUMO: Gravadas em 2019, as duas faixas do EP Lágrimas, de Lucas Maciel, finalmente chegam ao público misturando reggae, dub e dancehall maranhense com o lado mais ensolarado do pop dos anos 1990.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Sete anos depois, duas músicas gravadas pelo maranhense Lucas Maciel finalmente saíram da gaveta. Lágrimas, single duplo do cantor e compositor, traz duas faixas feitas em 2019, pouco antes da pandemia, e que já falavam, por coincidência, daquela velha impressão de que o mundo estava prestes a acabar.
Chamadas simplesmente de Lágrima 1 e Lágrima 2, as músicas foram produzidas pelo também maranhense Adnon Soares e gravadas no estúdio Casa Loca, em São Luís. Marceleza, da Akarrudie, e Paulão Linhares também passaram pelas sessões, ouvindo o material e dando pitacos.
O ponto de partida das duas faixas é a relação de São Luís com reggae, dub e dancehall, mas Lucas também foi buscar uma espécie de lado ensolarado do pop dos anos 1990.
“A primeira Lágrima é um pop otimista que cita Sister Nancy e fala que toda sensação de ‘fim de mundo’ pode estar acompanhada de uma série de alarmes falsos, e a segunda é sobre o percurso de uma lágrima até se dissolver na luz, acompanhada por uma percussão nyabinghi criada por Adnon. Essas músicas passaram muito tempo engavetadas e fico muito feliz e empolgado para ver a reação do público agora em 2026”, conta.
E tem até Lighthouse Family no mapa de referências. “Tem alguma coisa para cima tipo High, hit deles, aquela outra face mais otimista dos anos 90”, diz Lucas. Em Lágrima 2, o reggae aparece também na percussão criada por Adnon. “Ele, como produtor, teve a sensibilidade de perceber que eu fazia ali uma homenagem ao reggae com essas músicas e me deu um presentão.”
Hoje vivendo na Bahia, Lucas voltou ao Maranhão para lançar as faixas. Sua discografia começou a aparecer em 2014, com músicas como Sexta-feira da paixão e Corda bamba, esta última com a banda Poda. Depois vieram os álbuns Contra a parede de vento, de 2018, e Jitiranas, de 2023 – este, um disco em que aproximou a canção pastoral nordestina do folk britânico.
Agora, com Lágrimas, ele volta um pouco mais no tempo para descobrir o que duas músicas de 2019 têm a dizer em 2026.
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L7 resgata demo feita durante hiato da banda, em 2003, e lança “Loma Linda”

RESUMO: O L7 lança Loma Linda, faixa iniciada em 2003, quando a banda oficialmente estava em hiato. Finalizada agora, a música marca a volta de Janis Tanaka para a turnê de despedida.
Texto: Ricardo Schott – Foto: William Howard / Divulgação
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Quem está acostumado / acostumada com o L7 furioso de discos como Bricks are heavy (1992) vai descobrir um lado até mais tranquilo da banda no novo single, Loma Linda – uma música que chega a lembrar o som dos trabalhos solo de John Frusciante (Red Hot Chili Peppers). A faixa saiu nesta segunda (5). um dia antes da banda encarar a turnê de despedida, The Last Hurrah tour, que abre terça (6) em San Diego.
A música tem um pouco a ver com o som do álbum Slap happy (1999), que era o último disco da banda até essa faixa ser gravada. Sim, porque Loma Linda é uma faixa iniciada em 2003, com Janis Tanaka no baixo – a musicista havia entrado no lugar da saudosa Jennifer Finch, que ficou afastada da banda de 1999 a 2001. Apesar de Slap happy ser um disco bem pesado e bem punk, é também o álbum de músicas meio “psicodélicas” como Lackey, e de canções mais “de boa”, musicalmente falando, como Livin’ large.
Janis, por sinal, voltou para a banda para fazer a última tour, novamente no lugar de Jennifer, morta em 18 de julho, vítima de câncer no cérebro, aos 59 anos. Jennifer tinha dado sua bênção para que a banda continuasse sem ela e fizesse a turnê de despedida. “Este novo single marca o retorno de Janis Tanaka ao L7 como baixista, após a tristeza da saída de Jennifer Finch há alguns meses”, disse Donita Sparks em um comunicado.
“Eu estava vasculhando os arquivos da banda e encontrei essa faixa inacabada da época em que Janis fazia parte do grupo. Ela ainda soava bem atual e com a cara do L7, então gravamos novos vocais, novas letras e algumas outras faixas adicionais, e finalizamos tudo em poucos dias, antes da próxima turnê”, disse.
Um lance que ainda tá bem mal explicado é que, tendo sido uma música gravada em 2003, Loma Linda simplesmente… foi gravada quando o L7 não era nem mais uma banda, já que o grupo, descontente com a pouca atenção que vinha recebendo, havia entrado em hiato por tempo indeterminado em 2001.
A The Last Hurrah tour começa com duas noites no Casbah, em San Diego, antes de seguir para Phoenix, Austin, Nova York, Toronto, Chicago, Denver, Seattle e outras cidades. A etapa norte-americana termina em 14 de novembro no The Wiltern, em Los Angeles.
A história de Jennifer também continuará em formato impresso, com o lançamento póstumo de seu livro de memórias, Shooting up and making out: A Memoir of my life in LA and L7, previsto para janeiro.
Ouça Loma Linda abaixo.
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