Toco e atuo na cena musical independente carioca desde 1988.

Em raríssimas ocasiões vi algum tipo de união entre esses artistas – uma ou outra ação aqui e ali, normalmente com poucos integrantes. Na maioria do tempo, o que mais tinha era rivalidade. Inclusive até caí nessa algumas vezes.

Com o passar dos anos, a insistência na música e a maturidade, percebi que tudo fica mais fácil se você tem aliados. Também vi que existe toda uma galera das antigas – que já tocou com Planet Hemp, Erasmo Carlos, Acabou La Tequila, Robertinho de Recife, Autoramas, Second Come, Black Future e muito mais – que é teimosa e continua fazendo música nova (e boa!), sem se prender ao passado. Assim como também tem uma turma mais nova muito talentosa. Por que não juntar todo mundo? Vinha pensando nisso desde o ano passado e acabou que a impossibilidade de fazer shows na pandemia e ações como o Projeto Uma Banda Por Dia / #unabandapordia ARG, feito por Mari Eva e Rodrigo Luminatti de SP, ajudaram a elaborar a ideia.

Assim surgiu o Rockarioca, um grupo de trabalho com uma playlist no Spotify que tem Albaca, Astro Venga, Bambino e os Asteroides, Beach Combers, Blastfemme, O Branco e o Indio, The Dead Suns, Elétrico Vesúvio, Estranhos Românticos, Fuck Youth, Banda Gente, A Grande Trepada (Big Trep), Greco, Guga Bruno, Homobono, Katina Surf, Ladrão, Latexxx, Luiz Lopez, Mauk & Os Cadillacs Malditos, Melvin & os Inoxidáveis, Barba Ruiva e Panço. Um grupo com estilos de rock diversos (indie, synth-rock, punk, hip-rock, hard, art-rock, pop-rock, psychobilly e outros bichos) que está se unindo para movimentar a cena nesses tempos parados.

Uma cena musical forte, como já nos ensinaram a Bossa Nova, a Jovem Guarda, a Tropicália, o RockBR , a Vanguarda Paulistana e o Mangue Bit, faz bem pra todo mundo.

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