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POP FANTASMA apresenta Massa, “La muchacha de Madrid”

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POP FANTASMA apresenta Massa, "La muchacha de Madrid"

Daniel Massa, ou simplesmente Massa, é um cara agregador e que passeia por vários estilos. Já teve uma banda de rock (o Lambretta), uma dupla pop (Nanah e Massa) e, solo, vem mantendo o mesmo espírito, de sempre chamar parceiros. Dessa vez, trouxe ninguém menos que Zeca Baleiro (olha!) para cantar com ele La muchacha de Madrid. E está vindo aí ¡Arriba!, o EP completo de Massa, que ainda teve outras participações, como Sidney Magal, Zeca Baleiro, Anderson Leonardo e o cantor e ator Emilio Dantas.

A música já ganhou até clipe. E seguindo o esquema agregador, o cantor – que também já produziu shows – chamou um exército de nomões para participar, entre eles Sergio Melo (Lulu Santos/The Voice Brasil) na bateria, Bruno Migliari (Frejat/Simone) no baixo, Marcelo Rezende (Tiago Abravanel) nas guitarras e Marlon Sette (Gilberto Gil/Jorge Ben) no trombone.

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“Sempre fui um cantor e compositor que gosto e funciono muito bem com a dinâmica de trabalhar em grupo. Tenho uma característica pacificadora e agregadora para lidar com outras pessoas, opiniões diferentes e essa troca me faz muito bem”, conta ele. Dessa vez, como o próprio nome do disco entrega, Massa investe na mistura com sonoridades latinas. “Desde a infância, cresci em um ambiente musical muito rico, com bastante música brasileira e latina. Resolvi fazer algo mais pessoal, resgatar um pouco disso e dar essa cara tão presente na minha vida ao meu trabalho de estreia solo”.

Massa convidou Magal para cantar com ele Majestade, que sairá no EP, e recorda que a história com o cantor de Sandra Rosa Madalena vem desde a infância. Seu pai, a quem o EP é dedicado, lhe apresentou o som dele, e Massa adorava imitar o cantor quando criança. “Quando enviei a canção por e-mail e recebi a notícia que o Magal tinha gostado e topado participar, foi uma grande honra. Ele é sinônimo de música latina no país e uma referência para mim”, diz. “E um fato curioso é que o Magal gostou tanto da canção Majestade, que pretende lançar como single antes do meu EP sair”, alegra-se.

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Zeca Baleiro, por sua vez, inspirou Massa a compor, quando ele viu o show Baladas do asfalto & outros blues. “É o meu compositor brasileiro favorito. Tem um jeito único de usar as palavras e uma criatividade admirável”, conta ele, que também procurou Zeca por e-mail. No EP, Massa ainda vai apresentar uma “versão fiesta” de La muchacha de Madrid – é dessa música que Anderson Leonardo participa.

Massa conta que tem ainda os sonhos de ter músicas gravadas por Roberto Carlos e Fabio Jr, mas que nunca conseguiu se aproximar deles. “O período de pandemia atrapalha um pouco, mas quem sabe no futuro? Ter sonhos é fundamental”, conta ele, cujo sonho agora é aproximar sons latinos do samba. Tanto que um dos arranjos do disco que está vindo foi feito por ninguém menos que Rildo Hora, produtor de nomes como Martinho da Vila e Beth Carvalho.

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Detalhe que esse envolvimento com o samba e com a latinidade vem mesmo de família: Massa tem parentesco com ninguém menos que Carmen Miranda. O avô dele, era primo da cantora, e também nasceu em Portugal. “É uma história que era contada desde a infância pela minha família, e as suas músicas e filmes também sempre estiveram muito presentes. Uma pena que ela se foi tão nova”, lembra.

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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