O Playboy after dark foi um programa apresentado por Hugh Hefner que durou pouco tempo – ficou na grade da CBS entre 1969 e 1970 – mas o suficiente para não ser esquecido e para solidificar as relações do dono do império Playboy, morto nesta quarta (27), com a contracultura e a turma roqueira do fim dos anos 1960. Olha só quem fez as playmates e os convidados de Hefner dançarem no programa.

O Steppenwolf esteve por lá e mostrou músicas como Berry rides again.

O Grand Funk Railroad, na ponta dos cascos, apareceu para mostrar uma de suas melhores músicas do começo da carreira, Mr Limousine driver. Detalhe que não se tratava de jeito nenhum de um “Hugh Hefner tomou ácido”. As bandas apareciam da maneira que queriam no esquema black tie da atração, com direito a um ou outro espectador usando camisa tie dye ou modelo usando roupas com estampas psicodélicas. E Hefner dá uma tropeçada nas palavras antes de anunciar a banda.

O Fleetwood Mac na fase Peter Green passou por lá também.

E rolou mais blues rock com o Canned Heat.

Em fase country e com a formação que gravaria o disco Dr Byrds and Mr Hyde, de 1969 (ou seja, sem David Crosby), os Byrds também foram lá.

Onze minutos de James Brown no programa em 1970, com direito a entrevista.

Hugh Hefner recebe os convidados Sharon Tate e Roman Polanski.

Ike & Tina Turner estiveram lá também.

E esse aí foi o dia em que todo mundo parecia ter tomado LSD no programa. Olha só as dancinhas da turma ao som de In a gadda-da-vida, do Iron Butterfly.

Gente bonita em clima de paquera no dia da violada do Grateful Dead.

O Sweetwater é hoje mais conhecido apenas por ter sido a primeira banda a tocar (e a se arriscar a levar um monte de choques elétricos) no festival de Woodstock, em 1969. Também foram lá (e só por curiosidade, a série Playboy after dark chegou a ser lançada em DVD).