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Cinema

Batemos um papo com Geezer Butler, do Black Sabbath

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O Black Sabbath fez o caminho de volta ao realizar sua última turnê, a The end, entre 2016 e 2017. Terminaram tudo com um show no lugar onde a banda nasceu, Birmingham, na Inglaterra, em 4 de fevereiro. Ozzy Osbourne (vocais), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) fecharam a tampa tocando o hit Paranoid e deixaram os fãs emocionados. Quem não pôde estar lá, daria tudo para estar – tanto que muita gente compartilhou nas redes sociais os vídeos da noite, feitos por fãs.

Batemos um papo com Geezer Butler, do Black Sabbath

Batemos um papo com Geezer Butler, do Black SabbathQuem queria ter estado lá, ganha a possibilidade de assistir a um belo rescaldo do último dia do Black Sabbath, já que o documentário The end of the end, dirigido por Dick Carruthers, chega nesta quinta (28) aos cinemas da rede UCI (confira aqui os horários das exibições). O doc é imperdível para fãs: esmiúça o último show do grupo, com direito a depoimentos do trio (Bill Ward, baterista original, como se sabe, não estava na turnê) e clássicos da banda.

Batemos um papinho com Geezer Butler (esse senhor da foto) por e-mail e ele fala um pouco sobre como surgiu a ideia de fazer o filme. Conta que a banda pode ser até que, em algum momento, se reúna para mais shows (“mas acho difícil”, diz). E o músico, autor de várias letras da banda, afirma pensa em lançar um livro em 2018 contando sua história no Sabbath. Natural: Ozzy já disse que sempre que encontra Butler “ele está com o nariz enfiado em algum livro”.

(o material desse papo é o bruto de uma matéria minha que sai no jornal O Dia).

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Como é que surgiu a ideia de fazer esse filme? Bom, como era o último show, queríamos que o maior número possível de pessoas pudesse assisti-lo. E a melhor maneira de fazer isso era ter o show filmado. Já que não faremos mais turnês, esse será o único jeito de ver o Sabbath no futuro.

Qual a parte mais impressionante do filme, pra você? O elo de ligação entre a banda e a plateia. Temos os melhores fãs do mundo. E eles botam a gente pra fazer sempre o melhor para eles.

E como você se sentiu fazendo o último show da banda justamente em Birmingham? Bem, era o lugar em que tínhamos que fazer nosso último show. E era o lugar que traria o ciclo completo pra nós.

Como é a cidade hoje e como você se sente ao compará-la com o lugar que conheceu quando era garoto? Hoje Birmingham é uma cidade muito moderna, multi-cultural, com o melhor time de futebol da Europa, o Aston Villa. Quando eu cresci por lá, havia prédios e lugares bombardeados, um monte deles, ainda abandonados por causa da Segunda Guerra Mundial. A cidade foi gradualmente se reinventando, hoje é bem mais avançada. Tem boas universidades, restaurantes, shopping centers, um sistema moderno de transportes.

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E você diria que a cidade tem orgulho da banda? Sim, lá tem até uma calçada da fama com nossos nomes e uma turnê de lugares importantes pelos quais a banda passou por lá.

Tony Iommi falou algo a respeito de que a banda pode fazer shows esporádicos no futuro. E aí, foi realmente o fim? Olha, tem sempre essa possibilidade, de um show ou outro, de uma aparição num festival. Mas eu acho difícil, tenho muitas dúvidas de que irá acontecer. Eu estou realmente feliz em deixar as coisas como elas estão, de ter terminado com chave de ouro.

Ozzy definiu seu tempo no Black Sabbath como “a mais incrível aventura”. E como Geezer Butler define sua vida na banda? Um monte de altos e baixos, mas sim, foi uma grande aventura.

O que você pode adiantar pra gente da sua carreira solo e de novos projetos? Algo em vista? Pode ter um disco novo em 2018, depende do quanto eu ficar satisfeito com o que eu estou escrevendo. Quem sabe um livro sobre minha “aventura”, também.

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Fotos: Divulgação/Ross Halfin

Leia mais sobre Geezer Butler e Black Sabbath aqui.

Cinema

Urban struggle: tem documentário raro sobre punk californiano na web

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Sabe aquele vizinho fascista que você detesta, e que também tem uma relação péssima com você? Pois bem, o conto dos vizinhos que se odeiam mutuamente ganhou proporções astronômicas e perigosas com o relacionamento bizarro entre dois bares californianos: o boteco punk Cuckoo’s Nest e o bar de cowboys urbanos Zubie’s. Os dois ficavam um ao lado do outro na cidade de Costa Mesa, localizada em Orange County, região com cena punk fortíssima.

O Cuckoo’s Nest era um local importante para o punk da Califórnia, a ponto de bandas como Black Flag, Circle Jerks, Fear e TSOL teram tocado lá. E do primeiro show do Black Flag com Henry Rollins no vocal ter acontecido na casa, no dia 21 de agosto de 1981. Bandas como Ramones e Bad Brains, ao passarem pela cidade, sempre tocavam lá. Já o Zubie’s, lotado de playboys no estilo country, costumava ser um problema para os punks: os cowboys invadiam o local, arrumavam brigas com os punks e os insultavam usando termos homofóbicos.

Vale citar que mesmo dentro do Cuckoo’s Nest as coisas não eram fáceis, até porque “movimento punk” significava uma porrada de gente reunida, com motivações diferentes e estilos de vida conflitantes. Tipos violentos e machistas começaram a frequentar o local e a arrumar briga com os frequentadores. E quem viu o documentário The other f… word, da cineasta e roteirista Andrea Blaugrund Nevins, recorda que o rolê punk na Califórnia era muito violento.

Flea, baixista dos Red Hot Chili Peppers – e que tocou no Fear por alguns tempos nos anos 1980 – lembra em The other f… word que, no começo dos anos 1980, uma cena comum nos shows do Black Flag eram as inúmeras brigas nas quais os fãs eram esmurrados e nocauteados, apenas por terem o cabelo ou a roupa assim ou assado. “As pessoas não somente tomavam porrada, elas acabavam no hospital. Havia ambulâncias transportando os fãs após os shows a todo momento!”.

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O Cuckoo’s Nest ficou aberto de 1976 até 1981 e nunca deixou de ter problemas. O proprietário Jerry Roach lutava para manter a casa aberta, dialogava da maneira que dava com policiais, com clientes e até com a turma enorme de hippies, cabeludos e malucos que pulava de galho em galho na Califórnia.

E essa longa introdução é só pra avisar que jogaram no YouTube o documentário  Urban struggle: The battle of the Cuckoo’s Nest, dirigido em 1981 por Paul Young.  Infelizmente sem legendas.

Tem uma edição melhor no Vimeo. Sem legendas também.

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Num dos depoimentos do documentário, Jerry define a atitude dos punks como “foda-se, vivo de acordo com minhas regras”. Mas diz que não vê hippies como sendo pessoas da paz e do amor o tempo todo, e muito menos enxerga punks como odiadores contumazes. “É só um conflito de gerações”, disse Jerry, que – você talvez já tenha imaginado – batizou o local em homenagem ao filme Um estranho no ninho, de Milos Forman (o nome no original era One flew over the cuckoo’s nest).

Tanto os músicos quanto Jerry falam bastante a respeito de brigas com a polícia – o dono do local relata as vezes em que conversou com os agentes – e reclamam da violência policial. Por acaso, um dos agentes é entrevistado, e os meganhas locais, seguindo o exemplo dos cowboys, não tinham o menor apreço pelos punks. A luta de Jerry para manter o local aberto também está no doc. Mas se você quer sair fora das discussões, o documentário ainda tem apresentações bem legais do Black Flag, Circle Jerks e TSOL.

Paul Young, o autor do filme, era um estudante de cinema que tinha sido contratado por Jerry para filmar as invasões da polícia ao local. Acabou sendo responsável pelo documentário, e anos depois acabou ficando bastante indignado quando viu o filme We were feared – The story of The Cuckoo’s Nest, de Jonathan WC Mills, e reconheceu várias de suas imagens lá.

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Cinema

Mostra de cinema e música Curta Circuito vem aí e estamos nela!

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Tem um festival unindo música e cinema, cuja 21ª edição começa hoje, e nós estamos nele. O festival Curta Circuito começa nesta segunda (11), online e que e traz sete filmes brasileiros que contam a história da música e de músicos. Com direção de Daniela Fernandes e curadoria de Andrea e Carlos Ormond, o evento acontece online pelo site da mostra, entre 11 e 17 de outubro, com filmes disponíveis a partir das 20h em cada dia e participação gratuita. Nós (enfim, eu, Ricardo Schott, editor deste site) estamos lá participando de um debate sobre o filme Ritmo alucinante, de Marcelo França (na quarta, dia 13, ao lado do diretor de fotografia Jom Tob Azulay)

“Em anos anteriores debatemos filmes populares (2017), violência (2018), fé, magia e mistério (2020). Nosso recorte da curadoria conta não especificamente a história da música, mas histórias de música – e de músicos. Em todos os filmes, existe um ponto convergente: os músicos são protagonistas de experiências e emoções, levando de carona o espectador”, explica a curadora Andrea Ormond. “Esta edição do Curta Circuito vem como mais um alento a todos aqueles que resistem. A programação está recheada de histórias e da presença de personagens femininos marcantes da filmografia brasileira, dos anos que trazem som, cor, vivacidade, liberdade e postura”, completa a diretora Daniela Fernandes.

O filme Ritmo alucinante mostra trechos do festival Hollywood Rock de 1975, realizado no antigo Estádio de General Severiano, em Botafogo, com participações de Rita Lee, Vímana, O Peso, Erasmo Carlos, Raul Seixas e Celly Campello.

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Entre os outros filmes da mostra estão Bete Balanço (1984, dir. Lael Rodrigues), Um trem para as estrelas (1987, dir. Cacá Diegues), Corações a mil (1983, dir. Jom Tob Azulay, com Gilberto Gil e Regina Casé) e Roberto Carlos e o diamante cor de rosa (1970, dir. Roberto Farias).

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Cinema

Um canal de vídeos mostra como foi que Roger Rabbit uniu desenho e vida real

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Um canal de vídeos mostra como foi que Roger Rabbit uniu desenho e vida real

Daqui a bem pouco tempo, Uma cilada para Roger Rabbit (1988) vai fazer 35 anos – e como o tempo voa, logo logo faz 40. O filme de Robert Zemeckis inovou por misturar desenho animado e realidade, e deixou todo mundo intrigado não apenas pelo filme, mas também pelas suas imagens de making of, já que não havia quem não quisesse saber como aquilo foi feito.

Quem ficou de olho nas imagens de bastidores (o Cinemania, da Manchete, e o Fantástico exibiram muita coisa) viu que a produção usou máquinas para mexer os objetos “movidos” pelos desenhos animados (sim, porque ninguém abriu mão de usar objetos de verdade). E que os personagens humanos de Roger Rabbit precisavam fazer força para fingir que “contracenavam” com os desenhos animados, principalmente nas cenas de ação – que eram inúmeras.

O canal kaptainkristian localizou três regras importantes na animação de Uma cilada para Roger Rabbit, e que tornaram o filme um prodígio, feito numa época em que nem havia tecnologia suficiente para unir tão bem assim desenho e realidade. Dica: o uso de luzes e sombras contou bastante para ajudar o filme a se tornar o que é.

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