Nirvana, aquela banda de rock psicodélico e barroco. Se você for um cara versado e escolado na psicodelia dos anos 1960 já sabe que estamos falando de uma banda que não tem nada a ver com o grupo liderado por Kurt Cobain. O Nirvana em questão é uma banda psicodélica dos anos 1960, da Inglaterra, mantida desde o começo pelo músico irlandês Patrick Campbell-Lyons, que gravou alguns discos na época, teve um hit chamado Rainbow chaser, mas não virou sucesso de verdade. E que em 1992 decidiu meter o Nirvana de Kurt Cobain no pau, por causa do uso do nome e de um logotipo bastante parecido. Ao que consta, o caso foi resolvido fora do tribunal e a banda de Cobain pagou uma grana para resolver problemas e continuar usando o nome sem ter que recorrer a algum expediente do tipo “Nirvana US” ou “Nirvana WA”.

(saca só as capas aí de álbuns dos dois grupos).

Esse logotipo aí, sei não.

Isso aí é Rainbow chaser.

O Nirvana teve vários retornos em sua carreira – nos anos 1980, 1990, etc. Numa dessas voltas, lançaram um CD chamado Orange and blue, em 1996, com gravações antigas que estavam guardadas. E decidiram complementar o material com (olha só) uma versão pop barroco radical de… Lithium, do Nirvana.

A ideia original do grupo, na real, era lançar um disco Nirvana sings Nirvana, com repertório do xará americano, mas tudo foi deixado de lado quando Kurt Cobain morreu. Sobrou a versão de Lithium. E aí, gostou?