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Cultura Pop

Disco inédito, fotos e vídeos raros: o Museu Virtual do Gilberto Gil no Google

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Dez coisas bem legais que você encontra no Museu Virtual do Gilberto Gil

Durante quase quatro anos, a construção de O ritmo de Gil, o museu virtual do Gilberto Gil no Google Arts & Culture – que surge a tempo de comemorar os 80 anos do cantor e compositor – foi um segredo muito bem guardado. O trabalho foi comandado pela jornalista Chris Fuscaldo (autora de livros como Discobiografia Legionária e Discobiografia Mutante e criadora da editora Garota FM Books) e envolveu vários profissionais escrevendo textos, mexendo em materiais diversos, ouvindo áudios, vendo fotos e checando informações.

O museu entrou no ar (ou melhor, na web) ontem e… se você for fã de Gil, pesquisador de MPB ou minimamente interessado na obra dele, prepare-se. Dá para ficar lá dias seguidos lendo coisas, vendo vídeos, ouvindo música e até estudando formalmente usando a obra de Gilberto Gil (sim, existe uma área dedicada a pais e professores). Por iniciativa de Chris, há também uma discobiografia do cantor.

Por intermédio de mais de 140 exposições virtuais, Você vai saber da importância mundial de Gil, de seu trabalho político, conhecer sua discografia, lembrar das diversas fases que ele teve ao longo da carreira (muito mais do que você consegue imaginar, já que a cada show, disco ou turnê, ele mudou de visual e colocou diferentes temas na roda de assuntos), saber do entorno de casa passo que Gil deu ao longo de mais de cinco décadas de trabalho. Por lá também dá para conhecer um disco de Gil gravado em 1982 em Nova York, e que permaneceu inédito por vários anos – e que virou a cereja do bolo do projeto.

O time de jornalistas e produtores de conteúdo do projeto inclui nomes como Kamille Viola, Gilberto Porcidonio, Ceci Alves, Lucas Vieira, Tito Guedes, Carla Peixoto, Roni Filgueiras e Laura Zandonadi, além da própria Chris. E, opa, eu também fiz parte do time, escrevendo vários textos sobre a obra dele, ou sobre detalhes da carreira de Gil. Também identifiquei, junto com Chris, o material do tal disco inédito, que você pode escutar aqui.

E seguem aí doze (só doze, porque tem muito mais) coisas legais que você pode encontrar no museu. Tentei não ficar só nos textos que eu mesmo escrevi pro projeto, mas não deu para não incluir alguns. Cada exposição abaixo tem várias fotos, áudios, vídeos e muita coisa legal para ler.

A HISTÓRIA DO DISCO INÉDITO. Por aqui dá para acompanhar todo o contexto e toda a história do álbum. Eu identifiquei as gravações no meio de alguns áudios do acervo e achei que batiam exatamente com a descrição de um disco inédito, do qual Gil havia falado no texto escrito pelo pesquisador Marcelo Fróes, e publicado no relançamento em CD do álbum Um banda um, de 1982.

GILBERTO GIL E OS FESTIVAIS. Aquela época em que Gil participava de eventos que levavam a MPB a ser discutida quase da mesma forma que os reality shows são hoje. Leia e veja aqui. Texto de Chris Fuscaldo.

GILBERTO GIL DO PASSADO AO FUTURO. Como Gil abordou temas como tecnologia, internet, comunicações e outros assuntos. Leia e veja aqui. Texto de Ceci Alves.

GIL NOS (SEUS) ESTÚDIOS. Por esse texto (que eu escrevi) você consegue passear virtualmente pelo estúdio Nas Nuvens, montado por Gil e Liminha, e pelo estúdio Palco, montado em sua produtora.

GILBERTO GIL E O ROCK. Outro texto que eu fiz, dessa vez abordando o desenvolvimento da relação do cantor com o estilo musical.

BARRA 69. Um texto de Ceci Alves sobre o show de despedida de Gilberto Gil e Caetano Veloso antes de partirem para o exílio.

GIL E OS MUTANTES. Sem o empurrãozinho do cantor, a história de uma das bandas mais representativas do rock brasileiro teria sido bem outra. Esse texto de Chris Fuscaldo detalha tudo.

OS LOOKS DE GILBERTO GIL. Do começo da carreira até hoje, Gil teve diversas mudanças de visual e lançou modas. Conto tudo aqui. E também aqui.

GIL, A INSPIRAÇÃO. Várias exposições sobre os relacionamentos de Gil com amigos, parceiros e ídolos, além de entrevistas com vários deles. Tudo aqui. Caetano Veloso tem uma área especial só para ele, claro. Num dos papos, Kamille Viola, autora de um livro sobre Jorge Ben, conversa com o próprio.

GIL, A ALMA. Exposições sobre o lado espiritualizado e ligado à família de Gil (destaque para a exposição de Roni Filgueiras sobre como o cantor lidou com o isolamento da quarentena).

SOY LOCO POR TI, AMÉRICA. A história dessa música de Gil e José Carlos Capinan, lançada por Caetano Veloso em 1968. Texto de Roni Filgueiras.

CÁRCERE E EXÍLIO DE GIL. O período em que Gil e Caetano viveram em Londres, entre 1969 e 1972. Texto de Chris Fuscaldo.

>>> Veja também: Caetano e Gil de volta ao Brasil em 1972, no podcast do Pop Fantasma

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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