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Miranda, em 2008: “No futuro, um monte de gente vai se desconectar e ficar invisível”

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Miranda, em 2008: "No futuro, um monte de gente vai se desconectar e ficar invisível"

A produtora cultural fluminense Lia Amâncio, há dez anos, soltou no YouTube um vídeo em que entrevistava o produtor Carlos Eduardo Mirandamorto nesta quinta (22). O papo na entrevista era sobre como o homem lidaria com a tecnologia no futuro. Miranda, com uma fisionomia meio irônica, falou o que pensava sobre o assunto. E não é que as visões de Miranda sobre o assunto lembram muito as relações de uma turma numerosa com as redes sociais nos dias de hoje?

“No futuro vai surgir o homem invisível. Finalmente. Tudo vai ser tão tecnológico que as pessoas só vão ser vistas através da tecnologia. Quem se desconectar vai ficar invisível e isso vai ser muito gostoso. Vão ter várias pessoas vivendo no invisível, que não têm RG, não têm nome, não tem nada e isso é muito bom”, disse Miranda.

Cinema

Nove documentários bastante realistas sobre música: descubra agora!

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Nove documentários bastante realistas sobre música: descubra agora!

Let it be, documentário sobre os Beatles, já foi considerado um exemplo de filme em que o artista enfocado deixa baixar a guarda, e o cineasta pega de tudo: brigas, desilusões, comportamento tóxico, passivo-agressividades, etc. Com o novo Get back, que recauchuta e aumenta o material do filme, as coisas mudaram um pouco. Mas dá pra dizer que o clima meio azedo de Let it be animou vários artistas a adotarem o “venha como estiver” em documentários – e ainda fez vários cineastas deixarem a censura de lado e mostrarem tudo o que a câmera é capaz de focalizar. Segue aí uma listinha de nove documentários que seguem esse mesmo estilo.

“METALLICA: SOME KIND OF MONSTER” (2004). O velho clichê do “você vai se emocionar” levado a consequências meio estranhas: depois de assistir a esse documentário, que relata a guerra de nervos que virou o grupo americano na época do disco Saint Anger (2003), difícil de imaginar como a banda conseguiu sobreviver e se manter trabalhando. Jason Newsted tinha caído fora, Lars Ulrich falava pelos cotovelos, James Hetfield foi para o rehab, os integrantes chamaram um psicólogo para ajudar o grupo a manter a cabeça no lugar e o “alguma espécie de monstro” que emergia aí era o próprio comportamento tóxico dos integrantes. Dirigido por Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

“ANVIL: THE STORY OF ANVIL” (2008). Esse filme já esteve na Netflix e saiu de lá – e já passou no canal Bis algumas vezes. A história da banda canadense de heavy metal é das mais complexas: o grupo é citado como influência por bandas como Slayer, Metallica, Anthrax e vários outros. Mas passaram por um período de obscuridade em que os líderes do grupo precisaram se virar em empregos bastante humildes, com pouca grana. As coisas começam a parecer entrar nos eixos quando o grupo começa a fazer um novo disco com Chris Tsangarides, o mesmo cara que produziu o primeiro álbum do Anvil (esse disco saiu mesmo e se chama This is thirteen, de 2007). Dirigido por Sacha Gervasi.

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“LOUD QUIET LOUD: A FILM ABOUT THE PIXIES” (2006). O curto (75 minutos) documentário sobre a tour de “volta” dos Pixies em 2004 mostra que a banda retornou musicalmente nos eixos. Só que lá dentro, as coisas não iam tão bem quanto pareciam, e a estrada era um verdadeiro fardo para todos. Kim Deal (baixo) era ajudada pelos pais e pela irmã gêmea Kelley a não voltar para as drogas, David Lovering (bateria) parecia prestes a ter um ataque a qualquer momento, Joey Santiago (guitarra) lutava para manter a sanidade. Já Black Francis (guitarra, voz) virava a cara para não cumprimentar fãs, atendia jornalistas de má vontade e repetia frases de autoajuda no tour bus para manter a cabeça no lugar. Dirigido por Steven Cantor e Matthew Galki.

“THE CHILLS: THE TRIUMPH & TRAGEDY OF MARTIN PHILLIPS” (2019). O grupo neozelandês The Chills teve um quase-hit no Brasil, The male monster from the id, que tocou em algumas rádios-rock no comecinho dos anos 1990, mas nunca foi conhecido aqui. A história do grupo é tão cheia de momentos sombrios quanto Soft bomb (1992), o disco que tem essa faixa. O líder Martin Phillips lutou contra o vício em drogas pesadas por vários anos, o baterista Martyn Bull morreu de leucemia em 1983, a banda nunca conseguiu manter uma formação muito fixa e sempre pulou de gravadora em gravadora, apesar do prestígio. Recentemente, aos 54 anos, Martin descobriu que tem hepatite do tipo C – e o assunto aparece igualmente no documentário, que flagra o músico lutando por seu trabalho e por sua saúde (mental e física). Passou aqui no Brasil no InEdit. Dirigido por Julia Parnell e Rob Curry.

“COCKSUCKER BLUES” (1972). Desse aí a gente ate já falou no POP FANTASMA: trata-se de um documentário cinema-extremamente-verdade sobre tudo da turnê dos Rolling Stones em 1972. E por tudo, leia-se tudo mesmo: Keith Richards preparando-se para usar heroína, Mick Jagger cheirando cocaína, roadies e groupies usando drogas injetáveis, os Micks (Jagger e Taylor) fumando maconha. Surgem alguns momentos bizarros de pornografia: Mick Jagger aparece se masturbando, e em outro momento, uma groupie aparece nua na cama. Tá inteiro no YouTube e bate recordes de degradação. Dirigido por Robert Frank.

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“SUZI Q” (2019). A música e a trajetória de Suzi Quatro, cantora, baixista e radialista norte-americana, que teve sucesso quase meteórico graças a músicas como 48 crash e Can the can. O lado “cinema verdade” da história fica por conta da relação da cantora com as irmãs, que parece eternamente cagada por causa de ciúmes e problemas surgidos na época em que eram todas adolescentes e tocavam na mesma banda. Dirigido por Liam Firmager.

“CRACKED ACTOR: A FILM ABOUT DAVID BOWIE” (1975). Filmado em 1974, Cracked… é uma dureza de assistir, especialmente para quem é muito fã de Bowie. Feito para ser exibido na BBC, o documentário era bem realista em mostrar como Bowie, em plena turnê do disco Diamond dogs (1974), andava chapado e fora de órbita. Alan Yentob, o diretor, disse ter pego Bowie sempre nas primeiras horas da manhã (numa época em que o cantor pegava tão pesado na cocaína que mal dormia), em conversas rápidas. Bowie, que nunca gostou da ideia de ver o filme lançado em VHS ou DVD (nunca saiu), disse que “quando vejo isso agora, não posso acreditar que sobrevivi”.

“LAST DAYS HERE” (2011). Quando você ouvir falar que o artista tal “se mostrou como é” num documentário, procure ver se essa pessoa viu esse filme, que conta a história de uma figurinha bem bizarra do rock: Bobby Liebling, vocalista da pioneira banda de doom metal Pentagram, formada em 1971. Bobby passou vários anos drogadaço, destruiu sua carreira e no começo do filme, é visto aos 50 anos, morando num porão da casa dos pais. O estilo de vida de Bobby era tão degradante que os diretores Don Argott e Demian Fenton quase desistiram da ideia do filme, inicialmente. Mas tudo foi se ajeitando.

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“DIG” (2003). No Brasil, a banda americana The Dandy Warhols é o típico grupo-de-boate – todo mundo já dançou Bohemian like you em alguma festa e muita gente pensa que se trata de um lado Z do Blur ou algo parecido. Lá fora, tiveram sucesso por algum tempo, e sempre mantiveram um relacionamento de tapas e beijos com o grupo experimental The Brian Jonestown Massacre, que seguiu o caminho das loucuras de estúdio, da degradação (por causa do estilo de vida do líder Anton Newcombe) e do sucesso cult. O filme retrata a rivalidade entre as duas bandas. Mas vale dizer que alguns integrantes dos dois grupos (Newcombe entre eles) detestam o filme e o comparam a um programa de fofocas. Você decide se vale. Dirigido por Ondi Timoner.

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Cultura Pop

Pink Floyd entre 1967 e 1972, documentado em vídeo

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Pink Floyd entre 1967 e 1972, documentado em vídeo. Syd Barrett na imagem.

Um canal do YouTube chamado Pinky Floyd (dedicado, óbvio, ao Pink Floyd) fez uma coletânea de clipes que mostra a transição do grupo, partindo da era Syd Barrett para o período com David Gilmour – e indo de 1967 a 1972.

O site Open Culture, que mostrou o vídeo, faz uma comparação que à primeira vista parece meio absurda, mas que faz sentido: o Pink Floyd bem poderia ser um equivalente britânico do Velvet Underground, já que ambas eram bandas que tinham interesses por literatura e filmes experimentais. Mais ou menos: o PF já tinha em sua gênese a ideia de promover grandes espetáculos e, mesmo no período em que Syd liderava a banda, já tinha grandes ambições.

O segundo clipe da série, que traz a banda interpretando Jugband blues (com Syd Barrett magrelo e desgrenhado na liderança), foi filmado em 1967 para um programa chamado London Line – cuja ideia era promover o mercado de Londres para o comércio exterior. Foi restaurado não faz muito tempo e pode ser encontrado em separado no YouTube também (no canal oficial do próprio Pink Floyd).

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Cultura Pop

Jogaram documentário de 1991 do Metallica no YouTube

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Capa do DVD A year and a half in the life of Metallica

Em 2021, um certo disco cujo desempenho é bem maior do que sua qualidade completou trinta anos. O Black album do Metallica (1991), pelo menos na minha opinião, tem muitos defeitos e poucas qualidades. Aliás o próprio And justice of all (1989) segue na mesma linha: muita repetição, som magrinho e poucas músicas realmente memoráveis.

O período de adaptação do novo guitarrista Jason Newsted seguiu com muito sofrimento para todos os envolvidos (especialmente para Jason, bullyinizado e perseguido pelos colegas). Mas a verdade é que nunca mais o Metallica faria algo tão bom quanto os três primeiros discos. E sim, Cliff Burton, o baixista morto em 1986, faz falta até hoje.

Aliás, uma coisa bastante curiosa em relação ao período do Black album é que ele gerou um outro produto, que hoje em dia tem sido pouco lembrado nas matérias que são feitas recordando o disco, embora tenha ganhado até uma super edição em DVD recentemente. Além do disco, saiu também um VHS, A year and a half in the life of Metallica. A direção foi feita por Adam Dubin, o mesmo sujeito que fizera o divertido clipe (You gotta fight) For your right (To party), dos Beastie Boys. O VHS dá uma boa série: em mais de três horas (!), documenta bem o período que Bob Rock passou trancado em estúdio com a banda fazendo o álbum preto.

A novidade (bom, talvez não seja tão novidade assim, mas pra gente foi) é que jogaram o filme no YouTube, em todo esplendor de suas três horas e vinte minutos. Pega aí.

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A year and a half surgiu da constatação, por parte do Metallica, de que tinham um material muito bom nas mãos e que aquilo ainda iria ficar para a história. Numa época especialmente problemática para o grupo (três dos quatro integrantes estavam se divorciando), o quarteto permitiu que Dubin entrasse no estudio e filmasse tudo. Tudo mesmo: inclusive as encrencas entre os músicos e as aporrinhações com Bob Rock, que exigiu três remixagens e botou a banda para regravar tudo o que achasse necessário. E depois saiu dizendo que jamais produziria um outro disco da banda. A câmera também filma tudo o que aparece pela frente.

No filme, rolou climão com Newsted, um baixista sem o mesmo approach de Cliff Burton e que, ao contrário do colega morto, usava palheta. A banda chegou a fazer uma paredinha de espuma para que o som da palheta não vazasse e eles escutassem apenas o som do baixo (!). Mas A year and a half passa a imagem de que estava tudo sendo normalizado, pelo menos no que dizia respeito ao relacionamento interno, no Metallica (não era bem assim, claro).

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