Connect with us

Notícias

Já saiu clipe de “Antifa”, música nova do Ministry; e “AmeriKKKant”, novo disco, já tem capa

Published

on

Já saiu clipe de "Antifa", música nova do Ministry; e "AmeriKKKant", novo disco, já tem capa

O MINISTRY lançou finalmente o clipe de Antifa, single do disco AmeriKKKant, próximo lançamento da banda, programado para 9 de março. A capa, que você vê abaixo, foi criada pelo artista gráfico britânico Sam Shearon. O clipe vem na sequência.

Já saiu clipe de "Antifa", música nova do Ministry; e "AmeriKKKant", novo disco, já tem capa

O NOVO DISCO tem produção do próprio chefão do Ministry, Al Jourgersen, e sai pela Nuclear Blast. Foi gravado no Caribou Studios, em Burbank.

É O PRIMEIRO disco da banda pela Nuclear Blast, por sinal. A partir de 2010 os lançamentos da banda saíam por um selo criado pelo próprio Al, o 13th Planet Records – responsável também por discos recentes do Prong e dos Revolting Cocks.

Advertisement

AS LETRAS, diz o Blabbermouth, falam da raiva que Jourgensen, um refugiado cubano, sente pelo que está acontecendo hoje em dia nos Estados Unidos: Trump, falta de respeito pela constituição, crise ética.

JOURGENSEN tinha dito que a banda não gravaria mais após a morte do guitarrista Mike Scaccia em 2012. Scaccia era o melhor amigo do cantor. Sin Quirin, guitarrista da banda, disse que Jourgensen se animou para fazer um novo lançamento após a turnê de 2016.

AL depois diria que queria apenas “tempo para chorar (a morte de Scaccia) antes que as pessoas começassem a perguntar sobre as datas de turnês”. Apesar da falta do amigo, não é o primeiro disco sem ele, já que Mike deixara a banda na década passada.

QUIRIN define o som como “orgânico” e diz que o vocalista estava aberto a novas ideias o tempo todo. “Foi um pouco mais experimental. Trouxemos diferentes instrumentos para essa gravação. Nem acho que as pessoas esperem ouvir de nós algo como o que fizemos”, disse.

ENTRE OS PARTICIPANTES DO DISCO estão DJ Swamp (que tocou dois anos com Beck e vinha seguindo carreira solo), Burton C. Bell (frontman do Fear Factory, que dividiu o palco com a banda na edição 2015 do Rock In Rio, no Palco Sunset), Arabian Prince (um dos fundadores do grupo de rap N.W.A) e o “cellista medieval” Lord Of The Cello.

Advertisement

O MINISTRY, ainda segundo Quirin, volta com participações de músicos como John Bechdel (teclados) e Cesar Soto (guitarra).

AMERIKKKANT tem nove músicas: I know words, Twilight zone, Victims of a clown, TV5/4chan, We’re tired of it, Wargasm, Antifa, Game over e AmeriKKKa.

ALIÁS, olha Antifa ao vivo aí.

Advertisement

NESSE PAPO do ano passado durante o Wacken Open Air, Al prometeu que começaria a fazer um disco novo dos Revolting Cocks e já anunciou o disco do Ministry. Na época, ele lançava o disco do Surgical Meth Machine, um de seus projetos paralelos.

NESSE MESMO VÍDEO, por sinal, Al tinha um recado importante para dar: “As pessoas estão entendendo o sarcasmo cada vez menos. É estranho. Com a internet, era para o sarcasmo ser entendido como uma forma de arte nova e completa. No lugar o que a gente vê é que as pessoas estão cada vez mais polarizadas, fazendo tweets anônimos. E rola o ‘essa é minha posição, essa é a sua, a gente não se encontra no meio’. Nisso, sarcasmo é uma arte perdida”.

Advertisement

Notícias

Caneco Quente: som lo-fi e quase eletrônico, lá de Minas

Published

on

Em junho, o músico mineiro Pedro Handam, baterista da banda Moons (e que já passou por vários outros projetos), decidiu dar vazão a seu lado de criador de música experimental, lo-fi, quase eletrônica – apesar de haver um trio de pratos-caixa-surdo como “bateria de apartamento”, como ele mesmo fala. Trouxe de volta seu projeto Caneco Quente, que surgiu em 2007 quando tocava numa banda chamada Transmissor (o nome surgiu da união de duas letras, Caneco verde e Macaco quente, que tentou emplacar na banda, sem sucesso). “Para não perder a viagem juntei uma com a outra”, brinca ele, que retorna com um disco duplo, Falta flauta/Flauta falta.

Apesar de formarem um set só de álbuns (Pedro diz que os dois discos foram lançados separados por “um vacilo” cometido por ele mesmo), Falta flauta e Flauta falta acabaram sendo lançados em separado nas plataformas, o que torna a audição até mais interessante, visto que são álbuns complementares – em experimentações, conceitos, timbres e visões pessoais, que apontam justamente para descobertas e vivências da pandemia. Há músicas como O seu nome é Pedro ou papai? e Linda Lina, ambas sobre a cadelinha do músico, Lina, que adoeceu no começo das gravações e morreu na última semana de trabalho. Aliás, Pedro diz que tudo do disco gira em torno dela.

Advertisement

Há também recordações de infância, como em Pedra pedra pedra, sobre um canivete que ele ganhou há 30 anos ao pai e ainda funciona. Ou Ele é um mineiro em Portugal, sobre um amigo que morava no Porto desde 2017 e retornou para o Brasil para ficar com a família. “Considero os discos como um álbum duplo. Como todas as músicas foram feitas durante o mesmo período (entre maio de 2020 e maio de 2021), elas acabaram tendo uma mesma onda, compartilham do mesmo universo de timbres, conceitos, etc”, afirma.

O músico já havia lançado um primeiro disco da banda em 2019 (epônimo, e já com uma música chamada Lina, por acaso). Mas o Caneco Quente tinha virado um projeto para as horas vagas, já que ele demorou quase dez anos para retomar as primeiras composições.

“Durante esse tempo eu até contribui com algumas letras pros projetos que participava, mas nunca me deixaram cantar. Eu sempre quis registrar as minhas próprias ideias, mas só consegui dar um passo adiante nas composições quando comecei a gravar o primeiro disco, no meio de 2017”, conta ele, que gravou o disco novo em casa, num quarto-estúdio que ele chama carinhosamente de Abalo Císmico. Diz ter escutado pouca música durante a elaboração. “Eu, infelizmente, me deixei levar por esse turbilhão de pura paranoia que são as notícias do Brasil e ouvi muito pouca música durante a concepção/gravação/finalização do disco. Ouvia praticamente só podcast de política, muito baixo astral”, conta.

Advertisement

Mesmo nas faixas instrumentais dos dois discos, os títulos parecem sempre querer dizer alguma coisa, ou serem histórias da vida de alguém, aliás. Pedro diz que isso surgiu de sensações e imagens deixadas pelas músicas. “Tento não pensar demais na hora de dar títulos pra elas e geralmente fico com a primeira opção que aparece (mesmo que não faça muito sentido depois). Sempre gostei demais dos nomes absurdos que bandas como Flaming Lips, Les Savy Fav e Satanique Samba Trio dão pras suas músicas, procuro ir pelo mesmo caminho”, conta.

Pedro, que é artista plástico, também fez as capas dos discos. As ilustrações foram feitas especialmente para os lançamentos. “O processo das capas foi bem parecido com o da composição das músicas, sem muito rascunho, deixando correr solto pra ver até onde vai e, naturalmente, gerando muita bobagem pelo caminho. Eu sou muito ansioso e tenho dificuldade pra planejar as coisas, então aproveito esses impulsos pra que apareça algo interessante no meio da confusão, seja na música ou nas artes visuais”, diz.

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Continue Reading

Notícias

Guto Brant lança “Sem farol”, com clipe feito à distância

Published

on

Guto Brant lança "Sem farol", com clipe feito à distância

Sem farol, música do novo EP de Guto Brant, Pombália, ganhou um clipe feito maneira totalmente remota, por Guto e sua companheira, Júlia Maia, usando um fundo verde em casa. A direção foi feita direto de Londres, por Vitor Meuren, abusando do chroma key para incluir vários elementos visuais diferentes: um filme dos anos 1940 com Luz Del Fuego dançando, cenas do Repórter Esso e do antigo programa Abertura, apresentado por Glauber Rocha na TV Tupi.

“Pra mim era muito importante que esse trabalho respeitasse as limitações que a pandemia impunha e não colocasse ninguém em risco. Por conta disso, fizemos tudo à distância: gravei as faixas do disco em casa; mixamos/masterizamos remotamente; fizemos as fotos da capa em casa, etc”, recorda Guto, que gravou as imagens em casa e mandou tudo para Meuren pós-produzir. “Ele chegou a um resultado final que fez parecer que havíamos produzido o vídeo em estúdio. Em suma, foi uma experiência muito positiva”.

O filme Videodrome, de David Cronenberg, é citado como referência do vídeo por Meuren. “Mas ele entrou mais como justificativa das nossas ações do que como inspiração. Brincando com esses efeitos de restrição de cores, super saturação e pixelização da imagem, a gente estava batendo em uma estética muito dos games, e não era bem isso (ou só isso). Então coincidiu de, por indicação de um amigo canadense muito querido e fã do trabalho do David Cronenberg, eu assistir o filme”, conta o diretor.

Advertisement

“Tem uma cena específica em que o personagem principal tem suas alucinações gravadas por um device estranhíssimo em que o resultado da gravação são essas texturas todas pixelizadas, em mosaico de cor restrita. E aí deu o estalo, é isso: vamos variar as cores à medida que a música for ficando mais caótica. Também incluímos alguns poucos objetos modelados em 3d mega simples e pixelizados estilo 16 bits e alguns elementos fotográficos”, afirma o Meuren.

Em casa Guto e a companheira tiveram trabalho para fazer o painel de chroma-key caber na sala. “Foi preciso arrastar os móveis e ainda assim a largura do painel ficou a conta certinha da sala. O Vitor explicou que era preciso que captássemos as imagens com boa luz e, como não tínhamos uma estrutura boa para iluminar a cena artificialmente, escolhemos um horário em que a luz natural da sala favoreceria, o que acabou dando certo”, conta.

O disco Pombália, por sua vez, surgiu da relação de Guto com o apartamnto em que vive em Belo Horizonte. “Ele tem mesmo esse apelido carinhoso de ‘pombal’, o que acabou inspirando o título do disco: juntei o sufixo ‘ália’ ao termo pra que assim ele abraçasse a coletividade, fazendo do título Pombália essa representação do ‘reino do lar’, campo onde essas canções nasceram e foram registradas”, conta ele, que gravou pela primeira vez um disco inteiro em casa.

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

image.gif

 

Advertisement

Continue Reading

Notícias

Tiago Sá lança lyric video de “Quase tudo bem”

Published

on

Músico que começou a carreira na década de 1990, tocando em bandas de reggae de Brasília, Tiago Sá lançou no dia 28 de julho o EP Querelas de Brasília, pelo selo Hominis Canidae REC. O nome do disco é uma brincadeira com Querelas do Brasil, música de Aldir Blanc e Mauricio Tapajós, e também é uma referência à situação bizarra que estamos vivendo no país atualmente. É também o primeiro disco dele a estar nas plataformas de streaming. Tiago tem mais dois CDs lançados originalmente ainda apenas em formato físico, Reação da alquimia (2012) e Música pra te aguçar (2019).

E agora saiu lyric video da faixa de abertura do disco, Quase tudo bem, que você assiste com exclusividade aqui no POP FANTASMA.

O clipe é o terceiro lyric video do EP, já que saíram os de Anticorpos antifascistas e Querelas de Brasília. Todos os vídeos foram produzidos pela Imaginarte e formam um EP visual com o repertório do disco. Tiago acrescenta que a música, que une rock, dub, rap, música brasileira e eletrônica (“a voz tem um suíngue brasileiro que lembra a síncope do samba”, diz) tem participação do rapper Japão Viela 17. “A letra fala sobre o Brasil, faz um recorte crítico que também exalta as coisas boas e tenta ter esperança, por isso a ironia do nome Quase tudo bem. Ela lembra que somos um povo de paz, mas também um povo de luta, e sem luta não há mudança”, conta.

Advertisement

“Os três lyrics são praticamente clipes, já que são feitos 100% com filmagens, têm uma estética que lembra o punk rock dos anos 1980 e cada vídeo tem uma cor predominante como na trilogia de Krzysztof Kieślowski”, explica Henrique Montezano, criador dos vídeos.

E tá aí o EP de Tiago.

Advertisement
>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Continue Reading
Advertisement

Trending