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Cultura Pop

Debates políticos e barracos entre artistas no Canal Livre, da Band, em 1989

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Vários artistas, cada um elegendo um determinado candidato à presidência da república, discutindo na televisão – com direito um barraco histórico. Em 1989, um dia antes da eleição para presidente que levou Fernando Collor de Mello ao cargo, a Rede Bandeirantes inovou, e botou os atores Osmar Prado, Eva Wilma, José de Abreu e Gianfrancesco Guanieri, a cantora Jane Duboc e o cantor Agnaldo Timóteo para debater política no programa Canal Livre.

Na época, a Band tinha praticamente criado o modelo de debates políticos, que acabou sendo seguido por quase todos os canais. Botava os candidatos divididos em mesas redondas ou palanques, dava espaço para perguntas e réplicas, tinha mediação implacável (na emissora, Marília Gabriela ganhou o cargo de mediadora e fez fama).

Debates políticos e barracos entre artistas no Canal Livre, da Band, em 1989
Band realizou o primeiro debate da TV brasileira entre candidatos à Presidência da República

Os bate-papos davam Ibope, rendiam frases históricas como “Maluf é filhote da ditadura” (Brizola) e “Maluf é competente porque compete, compete e não ganha nunca” (Lula) e viravam caso à parte.

Se você nasceu bem depois de 1989, prepare-se porque tudo o que você volta e meia vê no Twitter nos dias de hoje FOI PARA A TELA DA TELEVISÃO nesse dia do Canal Livre. Aliás, o mais incrível é que muita gente mal se lembra desse vídeo hoje em dia. A mediação é feita por Ney Gonçalves Dias.

Pega aí um resumo dos seis primeiros minutos.

  • Logo no começo do vídeo (que pega só um trecho do debate do Canal Livre), Osmar defende que o artista possa expressar sua opinião política sem patrulhamento ideológico. E que não haveria patrulhamento, por exemplo, com Marília Pêra, que declarou voto em Collor, odiado pelas esquerdas.
  • Depois começa um barraco épico entre ele e Agnaldo. Osmar reclama de ter sido acusado por Ronaldo Caiado de receber dinheiro do PT. “Eu vou para o palanque do PT porque tenho afinidade ideológica! O artista acima de tudo é um cidadão”, esbraveja Osmar, referindo-se também a uma censura ao texto da série O pagador de promessas, da Rede Globo, inspirada na obra de Dias Gomes.
  • Agnaldo provoca: “Então o Silvio Santos não vai (para o palanque). O artista pode falar quando é de esquerda. Quem é seu patrão, o capitalismo ou o comunismo?”. Osmar e Agnaldo brigam, o primeiro fica irritado a ponto de dar vários tapas na mesa, Eva Wilma aplaude, José de Abreu diz que Agnaldo foi “expulso do palanque de Paulo Maluf”. “Paulo Maluf é um diplomata e eu não sou!”, berra Agnaldo.
  • Zé de Abreu reclama que Agnaldo está usando palavras de baixo calão. “É como faz a militância do PT, aprendi com eles!”, berra (de novo) o cantor. “É um representante da burrice brasileira!”, acusa Zé.
  • Agnaldo Timóteo lê a lista de patrocinadores (!!) do Canal Livre e acusa todos de defenderem o comunismo num programa capitalista. “Quem aqui conhece os Estados Unidos e quem conhece a Argélia, a Albânia, a Nicarágua? Somos um país de mentira!”. José de Abreu ri, mas parece contar até dez.
  • Quem põe moral na turma é o psicólogo (meu Deus, um psicólogo no debate!) Jacob Pinheiro Goldberg, apelando para o bom senso e para a tolerância da rapaziada. Ele não declara voto, mas se diz anarquista e contra a direita.

Confere aí. Depois do comecinho dá uma acalmada.

https://www.youtube.com/watch?v=ueqDG6ofmM0

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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