E o Silverchair? Será que volta? Bom, o baterista do extinto trio, Ben Gilles, adoraria que um retorno do trio que dividia com Danniel Johns (voz e guitarra) e Chris Joannou (baixo) realizasse alguns shows de volta para “encerrar” a carreira da banda. O papo saiu no “Alternative Nation”.

“Quando a banda acabou, não houve um encerramento, para mim. Era como se estivéssemos entre os capítulos 8 e 12 e parássemos de escrever. Foi duro para mim. Entramos em hiato por tempo indeterminado, foi uma maneira de dizer ‘ei, vamos tocar mais se quisermos'”, conta o músico. Ele completou dizendo que ama os ex-colegas de banda. “Tivemos uma experiência extraordinária. As únicas pessoas que podem possivelmente saber disso somos nós três”.

De lá para cá, os três integrantes produziram bandas e gravaram coisas solo – Johns caiu dentro do pop-rock eletrônico em “Talk” (2015), Joannou cuidou de discos da banda australiana The Mess Hall e Gilles lançou projetos como Tambalane e Bento. O último disco do trio saiu em 2011 e foi o diferentão “Young modern”, em que a faceta pós-grunge dos primeiros discos ia embora de vez e surgiam influências de George Harrison (no hit “Low”), Electric Light Orchestra, Beatles pós-1967, etc. Se você só se lembra do Silverchair juvenil dos primeiros discos, “Frogstomp” (1995) e “Freak” (1997), ouça abaixo e prepare-se para levar um susto.