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Alice No País Das Maravilhas em japonês

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Em 1955, dois talentos do Japão se juntaram para produzir uma tradução em japonês de Alice no País das Maravilhas. O original de Lewis Carroll ganhou versão em ideogramas de Natsuya Mitsuyoshi (1904-1989) e ilustrações de Daehachi Ota (1918-2016). Saiu pela Toppan, veteraníssima empresa gráfica japonesa que tem em seu currículo a publicação do menor livro do mundo, entre outros feitos.

Você pode conferir Alice em japonês aqui, na íntegra. Mas dá só uma olhada em algumas páginas do livro aí embaixo.

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(sugestão de Ana Resende)

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Aquela vez em que Elifas Andreato começou a fazer capas de discos

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“Em 2009, os jornalistas Marcos Lauro e Peu Araújo entrevistaram o artista plástico Elifas Andreato para uma matéria sobre capas de discos. A ideia era falar com capistas profissionais e amadores sobre as mudanças de formato que a internet impunha – do tamanho do vinil ao thumbnail da rede mundial. Players como Spotify já existiam, mas ainda não eram populares como hoje. A matéria nunca saiu, isso acontece. Mas um trecho do material guardado está aqui em homenagem a Elifas Andreato, que nos deixou no dia 29 de março aos 76 anos. Vida eterna ao artista e sua imensa obra”.

Logo depois que Elifas morreu, o radialista, jornalista e podcaster Marcos Lauro subiu no YouTube esse bate-papo dele e de Peu com o capista. A conversa é curtinha mas cheia de detalhes a respeito de como Elifas entrou no mundo das capas de discos – ele trabalhava na editora Abril Cultural em 1970 e acabou fazendo as capas da série História da Música Popular Brasileira, com discos vendidos em bancas de jornal. O trabalho gráfico foi considerado inovador para a época, “e a ideia era interpretar cada personagem de uma maneira”, conta. Foi a partir daí que Elifas conheceu vários artistas e se envolveu com o trabalho nas capas de discos. Partiu direto para a produção de uma capa de Paulinho da Viola – a do disco Foi um rio que passou em minha vida, em 1970, mas ainda apenas usando uma foto do cantor, sem desenhos.

Confira o bate-papo aí.

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Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

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Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

Conhecido pelos desenhos que fazia de celebridades, o americano Al Hirschfeld estudou pintura, desenho e escultura em 1924, em Paris e Londres. Ao voltar para os EUA, começou a fazer colaborações para jornais como o New York Herald Tribune e o New York Times. No NYT, era comum que seus desenhos de celebridades servissem para anunciar novas peças da Broadway, o que serviu para construir uma ligação forte dele com o teatro de Nova York, e com o cinema.

Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

Al também fez vários desenhos de capas de discos, a maioria de jazz e música clássica. Seu traço fino, cheio de estilo e de detalhes, costumava funcionar bem para detalhar cenários. E nas mãos de Al, os personagens ganhavam sobrancelhas expressivas e cabelos cheios de ondulações. Se tivessem barba, então, era um destaque a mais.

Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

Olha aí Al em plena atividade.

Vários desenhos de Al eram coloridos, em especial os de capa de discos. Mas os melhores trabalhos do desenhista eram mesmo em preto e branco. Assim como acontecia no caso de um dos desenhistas brasileiros mais expressivos de todos os tempos, Benicio, Al também fez pôsteres de filmes, como o de O mágico de Oz (1939), ou os de algumas produções de Chaplin.

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Al teve certo relacionamento com o universo do rock, fazendo desenhos de celebridades do estilo, como Mick Jagger, Jerry Garcia e os Beatles. Olha aí as fuças dos quatro de Liverpool pelo traço de Al Hirschfeld.

Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

E se você está reconhecendo o traço de Al de algum lugar, sim, foi ele que fez a capa de Draw the line, disco do Aerosmith de 1977.

Al Hirschfeld, o cara por trás da capa de Draw The Line, do Aerosmith

O guitarrista do Aerosmith, Joe Perry, se recorda de que o trabalho com Al foi relativamente rápido. O desenhista foi até o hotel onde a banda estava hospedada para gravar o disco, e passou de meia hora a 45 minutos conversando com eles. O músico chegou a perguntar se ele queria tirar fotos da banda, mas Al disse que tinha tudo o que precisava. Tinha mesmo. “Cerca de uma semana depois, recebemos um desenho incrível, que apenas mostrou como o cara era incrível e brilhante. Tudo o que ele precisava fazer era dar uma olhada em nós e realmente nos capturou”, contou aqui.

Draw the line, por sinal, escondia uma referência dupla em seu título – que se relacionava tanto com a própria capa desenhada por Al quanto com outro tipo de “linhas”, digamos. O Aerosmith estava afundado na cocaína a ponto de Perry dizer que “se os Beatles tinham o White album, esse é nosso ‘álbum do blecaute’”, contou. “Nem sequer estávamos na mesma sala quando as músicas foram gravadas. A única coisa que liga tudo eram nossos headphones. Éramos viciados em drogas interessados em música, não músicos interessados em drogas”, recordou. Para completar o material que o grupo não conseguia terminar, rolaram letras até do produtor, Jack Douglas.

Ouça aí e tire suas próprias conclusões 🙂 Já Al continuou desenhando por vários anos, ganhando prêmios, lançando livros com sua arte e fazendo exposições. Morreu em 20 de janeiro de 2003, aos 99 anos, de causas naturais.

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Quando os fãs do Joy Division quase cancelaram Closer

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Quando os fãs do Joy Division quase cancelaram Closer

Assim que escutou Closer, segundo disco do Joy Division (1980), Tony Wilson, o chefe da gravadora Factory resolveu demonstrar ao guitarrista da banda, Bernard Sumner, que sabia estar diante de um grande sucesso. Só que fez isso de maneira bastante equivocada: “Sabe, Bernard? No ano que vem você estará relaxando em uma piscina em Los Angeles com um coquetel na mão”, disse. “Foi a coisa mais ridícula que alguém já me disse”, contou anos depois o músico – cuja banda, na época, estava extinta por causa do suicídio do cantor Ian Curtis.

Quando os fãs do Joy Division quase cancelaram Closer

A morte era, digamos, uma convidada especial em Closer, não apenas no subtexto bizarro (a partida do vocalista), como também nos trechos mais autodestrutivos de algumas letras. Em Isolation, Ian cantava coisas como “mamãe, eu tentei, por favor acredite em mim”, “tenho vergonha da pessoa que sou”. Mas ainda tinha a capa do disco. A imagem da estreia da banda, Unknown pleasures (1979) era tão amigável quanto a de Dark side of the moon, do Pink Floyd – apesar de trazer “a morte de uma estrela” expressa num gráfico. A de Closer era uma tumba sem margem de dúvida.

TÚMULO

A foto que você vê na capa de Closer é o jazigo da família Appiani, no cemitério monumental de Staglieno, em Gênova, na Itália. As esculturas foram feitas por Demetrio Paernio em 1910 (e ainda teve gente que, quando viu a capa, pensou que fossem pessoas de carne e osso). A foto foi clicada em 1978 por Bernard Pierre Wolff e entrou no disco por ideia dos designers Martin Atkins e Peter Saville, com a aprovação de todo mundo da banda, antes da morte de Ian.

Só que Closer atrasou e ainda por cima aconteceu a tragédia. E lá estava a banda, com uma coleção de canções sombrias para vender nas lojas, com uma capa daquelas. Saville, assim que soube da morte de Ian, se preocupou mas nada pôde fazer. “Tony Wilson me deu a notícia e eu disse: ‘Temos um problema. A capa do álbum tem uma tumba’”, disse.

Já os fãs da banda (e alguns críticos) se apressaram a meter o pau no grupo e a acusar todo mundo de se aproveitar da morte de Ian para apelar e ganhar grana. “A fotografia parecia uma profecia sinistra, ou uma piada de mau gosto para ganhar dinheiro. Quem em sã consciência colocaria uma tumba na capa do álbum de uma banda cujo cantor acabou de morrer?”, chegou a afirmar o batera Stephen Morris.

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ZOOM

Aquela imagem que foi parar na capa de Closer estava numa revista de arte chamada Zoom, que Saville tinha folheado. Na época, até ele mesmo ficou na dúvida se eram pessoas ou esculturas. Mas gostou da imagem e mostrou para a banda, que adorou e quis que aquilo aparecesse no disco.

Quando os fãs do Joy Division quase cancelaram Closer

Outra foto da revista vazou para a capa do single Love will tear us apart, e não era menos sinistra. Saville disse ter se recordado de que a decisão foi em conjunto, com Ian participando de tudo. Só que… “O preocupante é se perguntar o que estava em sua mente”, afirmou.

Ir à Gênova agora fica um tantinho complicado, mas se você for muito fã do JD, vale dizer que um site de fãs chamado Joy Division Central dá certinho o caminho para você chegar aos locais que inspiraram as capas do LP e do single da banda.

Mais Joy Division e mais New Order no POP FANTASMA aqui e aqui.
Tem conteúdo extra desta e de outras matérias do POP FANTASMA em nosso Instagram.

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