Por seis meses, quem esteve à frente do Faith No More foi ninguém menos que Courtney Love – bem antes de casar-se com Kurt Cobain e cantar no Hole, e também um pouco antes do recém-ido Chuck Mosley assumir os vocais do grupo. O período de Courtney Love no Faith No More é impreciso. Muitas fontes na web apontam para 1984, mas a própria cantora afirmou que cantou no grupo “tipo em 1983”, numa entrevista para Lucio Ribeiro na Folha de São Paulo. Pelo menos tem esse vídeo aí, dela cantando Blood com a banda.

No vídeo abaixo, Courtney conta um pouco da sua história com a banda. Disse que viu o FNM ao vivo e que o grupo tinha um vocalista muito ruim, e se ofereceu para cantar com eles. A futura senhora Cobain, na época, chegou a ser namorada do tecladista Roddy Bottum, que depois virou padrinho de sua filha Frances Bean Cobain. “Fui uma das últimas namoradas dele antes de ele virar gay”, contou Courtney à Folha.

Ao que consta, o que atraiu Courtney no FNM foi que ela achou que o som deles lembrava muito o do Killing Joke. De fato, uma referência audível no som do Faith até em discos lançados vários anos depois da passagem dela por lá. Olha aí o que Roddy falou à biografia The real story, escrita por Steffan Chirazi em 1984.

“Ela cantou conosco por provavelmente seis meses. Ela era uma artista incrível; ela gostava de cantar de camisola, adornada com flores. Nós estávamos mudando bastante de vocalista nessa época, mas ela era realmente boa. Ela fez muitas coisas em que gritava muito, e também fizemos muitas coisas lentas. Quando ela cantou conosco, ela era punk rock. Agora ela diz que ela sempre foi punk rock, mas não é verdade. Depois que ela deixou a nossa banda, ela estava totalmente… com um senso de humor, mas realmente era um tipo de coisa pop. Todos estávamos nesse ponto. A gente até vazia uma cover de Jump, do Van Halen” (Roddy Bottum sobre o período de Courtney Love no Faith No More)

Via Dangerous Minds e Faith No More Followers