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Som

Wayne Kramer ensina você a tocar Kick Out The Jams

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O guitarrista do MC5, Wayne Kramer, tá voltando aí com uma turnê comemorativa de 50 anos da banda (mais infos aqui). E pessoalmente anda meio puto da vida com uma turma de guitarristas que está publicando no YouTube tutoriais de como tocar Kick out the jams, famigerado hit do grupo. Tão puto que chamou um amigo e os dois mostraram como se toca de verdade a música. Olha aí.

“Estive dando uma conferida no YouTube. Esses caras que estão por aí ensinando como tocar Kick out the jams estão fazendo tudo errado e avacalhando a música”, diz, dando bronca, mas bastante simpático. “Nenhum deles está fazendo a coisa como deve, e já me enchi. Vamos demonstrar a maneira apropriada, correta e oficial de tocar a música”.

Wayne faz suas partes, inclusive solos, e o amigo toca as do outro guitarrista da banda Fred “Sonic” Smith, ambas em tons diferentes. O fundador do MC5 ainda pôs no link do YouTube as cifras da canção.

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Wayne Kramer ensina você a tocar Kick Out The Jams

Esse é o original.

https://www.youtube.com/watch?v=CYg-a3W35CE

Fui só eu ou dá pra todo mundo ficar com a impressão de que My wave, hit do Soundgarden, deve muito à maneira de Smith e Kramer tocarem? Por acaso, Kim Thayil, guitarrista do Soundgarden, é um dos músicos que vão estar nessa tour do MC5.

Via Open Culture.

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Cultura Pop

Mixtape Pop Fantasma #17 (04/08/2021)

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Toda quarta-feira rola a MIXTAPE POP FANTASMA. Dessa vez ela vem ilustrada aí pelos Cramps, já que falamos do show que a banda fez em 1978 no Napa Center Mental Hospital, e ainda por cima tocamos uma dos Mutants, que dividiram o palco com eles. Mas o programa tem também Iggy Pop, Stooges, Remi Kabaka (grande amigo de Jim Capaldi), Deep Purple, clipe cancelado de David Bowie, Strawberry Switchblade, Agnes Bernelle, Haruomi Hosono, Japan, a estreia solo de Arthur Lee (cuja morte completa 15 anos) e muita coisa legal. E tem Black Flag em homenagem à galera que se vacinou.

>>> Tem mais Mixtape Pop Fantasma aqui.

Ah, lembramos também que estamos toda sexta às 11h da manhã na Mutante Radio, e que lançamos nossa campanha de financiamento mensal. E, ah, sexta tem nosso podcast, o Pop Fantasma Documento.

Ouve ae. Estamos no DeezerSpotifyMixcloud CastBox.

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Abre:
Cramps – TV set

1º módulo:
The Mutants – Odd man out
Black Flag – Rise above
Iggy Pop and The Stooges – Your pretty face is going to hell

2º módulo:
Deep Purple – Anyone’s daughter
David Bowie – The pretty things are going to hell
Amplifier – Throwaway

3º módulo:
Strawberry Switchblade – Trees and flowers
Remi Kabaka – Brothers and sisters
Agnes Bernelle – Tootsies

4º módulo:
Haruomi Hosono – Choo choo gatagoto
Happy End – Dakishimetai
Japan – Adolescent sex

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Final:
Arthur Lee & Band Aid – Everybody’s got to live

Módulo 1 e meio: Sérgio Chapelin e Raul Seixas no Fantástico

BG: Músicas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior

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Destaque

Duo Severino: na luta pela positividade

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Duo Severino: na luta pela positividade

A folia continuou para Humberto Campos e Edson Freitas, os dois do Duo Severino – mesmo depois do Carnaval frustrado de 2021, sem folia e sem desfile das escolas de samba. A dupla capixaba lançou em abril o EP Ainda é Carnaval, mas apostando numa sonoridade que não tem muito a ver com samba, axé ou estilos afins. Quando foram montar o conceito da banda (que no EP novo investem em “cinco canções leves e fáceis de ouvir”), inspiraram-se mesmo foi na dupla indie britânica The Kills, formada por um homem, uma mulher e uma… bateria eletrônica.

“E aí eu resolvi adaptar essa ideia de bases pré gravadas ao meu som. Comecei a produzir as bases percussivas e alguns arranjos para enriquecer o nosso som. E usamos um iPad, que é o nosso Severino, para soltar essas bases. Eu toco baixo, o Edson canta e toca guitarra e o Severino nos socorre com o for necessário. Desse jeito a gente acaba se tornando um projeto viável, enxuto e de fácil circulação, cabendo em qualquer espaço de palco e entregando um som encorpado”, conta Humberto.

Além das músicas próprias, a dupla ainda tem um repertório paralelo de covers (“vai de Rubel a Araketu, passando por Beto Guedes, Dominguinhos, entre outros”), que pretende usar em algum lançamento. “É um repertório que vínhamos usando pra atender algumas demandas de shows e eventos que não são típicos de música autoral e que nos ajudavam muito na sobrevivência e garantir a feira da semana”, conta ele, lembrando da vida antes da pandemia. Por sinal, Humberto diz que ele e Edson fazem questão de entregar um som que seja a antítese de um dos momentos mais escrotos da política brasileira, e de uma das eras mais bizarras da história do mundo.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Reconquista: seresta-rock, agora em disco

“Preferimos entregar algo que possa nos fazer bem e aos nossos ouvintes e fãs, afinal música é energia e as palavras tem poder de sugestão. Temos que plantar boas vibrações pra tentar diluir um pouco essa nuvem que paira sobre nossas cabeças. Nada nos deixa mais feliz quando ouvimos de alguém que a nossa música o deixa bem e que gosta da vibe dela”, conta. A opção veio inclusive após momentos difíceis vividos recentemente (o irmão de Edson morreu de câncer, em fevereiro de 2020, pouco antes da pandemia começar). Algumas músicas com letras mais cáusticas, como À queima roupa, chegaram a sair do repertório, ainda que fossem bastante elogiadas. “Mais para a frente, ela volta”, diz.

A dupla se conheceu pelas redes sociais, quando Humberto viu uma postagem de Edson se oferecendo para cantar em alguma banda. O nome Severino foi tirado do personagem interpretado por Paulo Silvino em programas de humor (o porteiro Severino). Humberto explica que a opção por manter um duo foi justamente por já ter enfrentado troca-trocas de integrantes. “Cheguei a conclusão que se eu quisesse avançar como compositor e músico autoral eu teria que me reinventar”, afirma ele, que ao lado do parceiro, trabalha de forma totalmente independente, sem empresário ou produtor. O duo também vem preparando devagar um clipe para Ainda é Carnaval, e pensa em fazer mais dois.

“Mas os dois serão feitos de forma experimental, na base do faça você mesmo, pois só temos grana para fazer um. Se ficar bom a gente lança, se não a gente engaveta e passa vergonha sozinhos”, brinca Humberto. “Desde março de 2020 a gente não faz shows e não nos encontramos pessoalmente para nada a não ser ir pro estúdio gravar quando necessário. Tudo tem sido online. O Edson tem feito umas lives, algumas de editais que passamos. O que nós temos feito é produzir, cada um na sua e nos esforçando o máximo pra lançar músicas”.

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Cinema

Tem um documentário sobre o show dos Cramps no Napa Mental Hospital

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Tem um documentário sobre o show dos Cramps no Napa Mental Hospital

Se você não fazia a mínima ideia, o famoso “show dos Cramps no Napa State Mental Hospital” não teve só eles – a banda punk The Mutants, de San Francisco, também tocou lá. Howie Klein, uma figura da cena punk de San Francisco que escrevia para zines locais, tinha prometido ao novo diretor do hospital, Bart Swain, enviar uma banda new wave para tocar lá, já que Swain estava agendando shows para os internos, numa de animar as coisas no hospital.

Klein enviou Cramps e Mutants para o show (ocorrido em 13 de junho de 1978). Swain, quando viu a zona armada. chegou a se desesperar achando que seria posto na rua. Afinal os dois grupos estavam bem distantes do estereótipo tranquilo de banda new wave, e tinham um comportamento bem mais anárquico e que-se-foda.

Só que os internos do hospício adoraram os dois shows, e a apresentação em dupla marcou época. Muito mais pelo fato de o show dos Cramps, importados de Nova York e da cena do CBGB’S para o palquinho do Napa, ter sido gravado e lançado em VHS nos anos 1980. O lançamento foi feito por uma empresa chamada Target Video, especializada em cruas apresentações punk de má qualidade. A Target chegou a viajar pelos EUA mostrando os vídeos – entre eles o dos Cramps.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Dia dos Namorados pós-punk: David Bowie, Ian Curtis, Grace Jones em cartões

Vale citar que o shows das duas bandas no Napa teve um público formado apenas pelos internos, que eram bem poucos. Mas a interação entre eles e os Cramps marcou época por poder ser assistida em vídeo. Lux Interior, vocalista, abria o show berrando que “alguém me disse que vocês são loucos, mas não tenho tanta certeza disso. Vocês parecem normais para mim”. Internos começam a subir no palco, a dançar com a banda (literalmente: Lux puxa uma garota internada para dançar) e a berrar no microfone. Quem viu de perto, ou pelo menos “viu em vídeo”, sabe: chega uma hora em que é difícil saber quem era dos Cramps e quem estava internado lá.

Isso tudo você fica sabendo no documentário We were there to be there, dirigido por Jason Willis e Mike Plante, que está no Vimeo – em inglês, mas tem pelo menos legendas automáticas no idioma britânico. O filme começa detalhando o quanto forças antagônicas concorriam na San Francisco do fim dos anos 1970, começo dos 1980. Havia um puta conservadorismo rolando, com o ex-governador da Califórnia Ronald Reagan disputando as eleições presidenciais, após ter cortado os serviços sociais locais.

>>> Veja também no POP FANTASMA: As oitenta edições do fantástico zine Punk Planet estão na web

Muita força para um lado cria força igual no extremo oposto: a região, que já fora uma meca hippie e contracultural, era naquele momento repleta de artistas experimentais, bandas punk e shows dados em bibocas. Ou mesmo em espaços pouco usuais. Os Mutants tocaram em 1978 numa escola para crianças surdas em Oakland, Califórnia, com direito a tradutor de linguagem de sinais. E também se apresentaram no assustador People’s Temple, onde o pastor Jim Jones levou vários jovens a cometer suicídio. Na cidade, havia também um programa em TV a cabo só dedicado às bandas punk (no San Francisco Cable Channel).

Confira tudo aí. E alegre-se em ver o lado social que esse show acabou tendo, não apenas para os internos, como para as bandas: ninguém esqueceu os Cramps.

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Aliás, não foram só os Cramps e os Mutants que tocaram no hospital. Uma banda da Bay Area chamada Irish Newsboys – formada basicamente por jornalistas e músicos da antiga, que tocam música irlandesa – tocou no hospital em março de 2014. Um dos músicos do grupo era ninguém menos que Barry Melton (guitarra), que tocava nos anos 1960 na banda de Country Joe & The Fish e se apresentou no último dia do Festival de Woodstock. Leia mais sobre isso aqui, num texto antiguinho do POP FANTASMA (com mais infos sobre o show dos Cramps).

Via Open Culture

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