Morto de câncer aos 65 anos em 16 de setembro, Marcelo Rezende andou ficando na memória das pessoas nos últimos anos como o cara do “corta pra mim”, apresentador do Cidade alerta na Record TV e contador de histórias ligadas à reportagem policial. A história de Marcelo foi muito além disso. Ele foi criado numa escola do Serviço de Assistência ao Menor (o popular Sam, que depois virou Funabem, Febem e hoje é a Fia, Fundação para a Infância e Adolescência). Diz que lembra dos tamanhos dos muros que a fundação teve, com o passar dos tempos, e que pode contar toda a uma história apenas a partir das modificações nos muros da edificação. Teve adolescência e juventude hippies, ganhou um emprego de redator no O Globo e acabou na editoria de esportes, tanto no jornal quanto na Rede Globo. Também passou pela redação da Placar e virou repórter investigativo, com direito a passagens por vários países e situações bizarras em que ficou com a vida por um fio.

O radialista e publicitário Celso Loducca bateu um papo de quase uma hora em 2014 com Marcelo para o programa Quem somos nós, que apresenta na Rádio Eldorado, e que tem parceria com a Casa do Saber, da qual Loducca é um dos sócios. Para quem só conhecia o lado mais popularesco da carreira de Marcelo como jornalista, a conversa é MUITO surpreendente e ainda traz detalhes engraçados, como o do único encontro dele com Mick Jagger, num restaurante (a primeira frase que o stone teria falado foi “estou com uma dor de barriga, onde é o banheiro?”). Ouve aí (agradecimentos ao amigo Marcos Lauro da Billboard Brasil pelo link).