“Temos que fazer mais para irritar e perturbar os modos de percepção, pensamento ou de sentimento que estão automatizados”. Isso aí é o cineasta experimental japonês Toshio Matsumoto, numa entrevista de 1996, definindo o trabalho que realizou em filmes como Shift, que faz em um prédio uma espécie de quebra-cabeças arquitetônico, usando vários cortes de imagens. Sim, tem hora que dá um baita nervoso.

A música foi feita por um colaborador de Matsumoto, Yosuke Inagaki, que também colaborou em outro filme bastante experimental e perturbador, Sway, de 1975. As imagens mostram um local de culto religioso no Japão, e seus frequentadores – tudo com cortes BEM rápidos, imagens que se aproximam e se afastam rapidamente, etc (ou seja: cuidado por que esse tipo de coisa pode fazer até gente passar mal).

Se você chegou até aqui, pega aí Shura (ou Demons), espécie de mistura de filme de samurai com produção de terror (!) dirigida por Matsumoto em 1971. Tá com legendas em português.

Via Boing Boing