Lá pelos anos 1970, bem antes de se tornar uma das empresas de animação mais conhecidas do mundo, a Pixar tinha outro tipo de negócio. Seu mercado era o do hardware de computadores top de linha. Aliás, a empresa prestava serviços até para o governo dos Estados Unidos.

Enquanto isso, um sujeito chamado Ed Catmull, que havia desenvolvido um método de animação em 3D computadorizada chamado texture mapping, realizava um dos primeiros desenhos animados em terceira dimensão do mundo, em 1972 (A computer animated hand, o vídeo acima). Então, lá foi Ed ser contratado para comandar o laboratório do Instituto de Tecnologia de Nova Iorque.

De contato em contato, o diligente Ed acabou na LucasFilm, de George Lucas, em 1979. Montou o The Graphics Group, uma subdivisão da empresa. E ao lado do patrão, caiu de cabeça no uso da computação gráfica como ferramenta cinematográfica, e no desenvolvimento de novas tecnologias.

O trabalho da empresa foi considerado tão inovador que em 1986 Steve Jobs (o próprio) comprou o Graphics Group de Lucas, adquiriu as tecnologias e rebatizou tudo como Pixar. Bem antes do sucesso, a empresa passou pela tal fase de desenvolvimento de hardwares, até porque era a área querida de Jobs. Só que aí um animador chamado John Lasseter entrou lá e mudou a história da empresa.

Foi aí que a Pixar começou a enxergar um futuro em animação e, além de produzir algumas coisas próprias, fechou contratos com outras empresas. Olha aí o que é que eles andaram fazendo com a Listerine em 1991.

O drops Lifesavers também ganhou animação da Pixar.

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Em 1992, a empresa fez seu primeiro milhão (aliás seus primeiros e muito bem vindos US$ 21 milhões) associando-se à Disney para produzir filmes. Foi desse contrato que nasceu o megasucesso Toy story, de 1995. Mas a fase de produtora de comerciais da Pixar durou um tempinho e em 1996, ainda saíram novos filmes publicitários. Alguém juntou todos num vídeo só (pegando o período entre 1989 e 1996).

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