Connect with us

Videos

O cachorro-aranha

Published

on

O ator e diretor polonês Sylwester Adam Wardega tá meio sumido, mas lá pra 2015, 2016, ele era um grande pregador de peças. A ponto de um dia resolver fantasiar seu cachorro de aranha (!) e inventar o personagem Mutant Giant Spider Dog.

Wardega poderia reivindicar um trabalho no Topa tudo por dinheiro, do Silvio Santos: boa parte das piadas dele envolvem um elevador em que vai acontecer alguma coisa bem bizarra, e gente dependurada. Olha aí um vídeo do coitado do cachorro dele.

Advertisement

No vídeo abaixo, ele reuniu um monte de atores para fazer uma piadinha de Halloween de fazer cardíaco tombar no chão.

Via Laughing Squid

>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Cultura Pop

Quando o Buzz Bin da MTV decidia o que era legal ver

Published

on

Quando o Buzz Bin da MTV decidia o que era legal ver

A informatização das paradas de sucesso nos anos 1990 inventou outras coisas que serviram como sombras para as novidades tecnológicas: bugs, novos jabás, novas formas de fazer o público engolir a mesma música todos os dias, dia após dia. Essa informatização deu numa maior rapidez para verificar quem eram os primeiros lugares das paradas, em vendagens cada vez mais astronômicas, num rolê maior de artistas iniciantes que de uma hora para outras viravam popstars e, cada vez mais, em novas paradas de sucesso, mostrando a todo mundo o que era cool, bacana e descolado na música. E aí surgiu o Buzz Bin, a parada de vídeos da MTV, que fez todo mundo prestar atenção em novos clipes e novos hits da estação.

O Buzz Bin era mais antigo que os estouros dos anos 1990. Surgiu em 1987 e servia para divulgar todo tipo de artista das paradas pop que tivesse algum destaque e começasse a fazer sucesso.  Só que depois dos anos 1990, quando uma série de artistas “alternativos” começaram a vender muitos discos, ele virou a menina dos olhos da emissora e o sonho de qualquer artista novo. Under the bridge, dos Red Hot Chili Peppers, foi clipe Buzz Bin. Give it away, também. Everything is zen, do Bush, idem. Músicas de Nirvana, Stone Temple Pilots, Green Day, Gin Blossoms (lembra?), Arrested Development (lembra?)  e Cracker, idem. Até mesmo Creep, do Radiohead e (pode acreditar) Mother, do Danzig foram Buzz Bin.

A transformação de um clipe em Buzz Bin podia mudar a carreira de uma banda. O The New York Times jurava que o disco dos Red Hot Chili Peppers BloodSugarSexMagic teve sua trajetória mudada após o clipe de Give it away ganhar a honraria. Andy Schuon, vice-presidente sênior de música e programação do canal, costumava se encontrar semanalmente com um comitê de 20 funcionários da emissora para decidir que clipes entrariam nesse esquema de estrelato instantâneo. Nomes de estilos como pop-punk e nu metal começaram a despontar para o sucesso ali.

Advertisement

As estratégias eram discutidas com as gravadoras, que sempre tiveram relação tensa com a MTV. Aliás, desde o começo, quando a emissora queria obrigar os selos a fazerem lançamentos exclusivos lá (por muito pouco, a estação podia deixar um medalhão como Billy Joel ou os Rolling Stones falando com as paredes) e ganhava nariz torcido por não querer investir dinheiro na produção de clipes. Numa matéria, a Entertainment Weekly chamava o Buzz Bin de “melhor amigo do rock alternativo” e Peter Baron, chefe de promoção de vídeo da Geffen Records, dizia que era mais importante ter um clipe Buzz Bin do que ter muita audiência. Andy Schuon dizia na mesma matéria que a parada da estação era “nossa maneira de dizer: ‘De todas as coisas na MTV, aqui está o que você deve prestar atenção’”.

>>> Ei, falando nisso, nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO tem um episódio com as histórias do comecinho da MTV

Havia problemas (er) conceituais no Buzz Bin, vale dizer. Brad Osborn, Emily Rossin e Kevin Weingarten, três pesquisadores, publicaram um artigo no jornal Music and Science sobre o que tornava um clipe passível de buzz na emissora. Os três assistiram a todos os 288 clipes da série e foram anotando detalhes numa planilha. Para seu conhecimento, lá vai: a primeira camisa de flanela vista num clipe Buzz Bin surge no vídeo de Man in the box, do Alice In Chains. Mulheres só são mostradas tocando instrumentos em cerca de um em cada nove vídeos. Homens negros são mostrados como vocalistas principais com mais frequência do que mulheres negras – uma amostra pequena, de 88 vídeos, por sinal, já que nos restantes, homens brancos lideram os vocais. Se você quiser ler o artigo todo, tá aí.

O Buzz Bin gerou dois CDs – lançados pelo selo Mammoth, que passaria a fazer parte do conglomerado Disney – e durou até bastante tempo. Foi até 2004 e terminou seus dias dividido entre paradas diferentes da MTV e do VH1 (Discover and download e You oughta know, respectivamente). Ficou como retrato de uma época em que, vá lá, uma pessoa poderia surgir do nada, conseguir um contrato e ainda liderar as paradas, sem largar de vez a aparência de “alternativo”.

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Advertisement

Continue Reading

Cultura Pop

Eleanor Rigby, dos Beatles, metendo medo

Published

on

Eleanor Rigby, dos Beatles, metendo medo

Eleanor Rigby, segunda faixa do disco Revolver (1966), dos Beatles, já é fúnebre e um tantinho assustadora. Agora imagina se todas as notas forem substituídas por notas Mi e Fá. Se você não faz ideia do que significa isso, pega aí o que um usuário do YouTube chamado Uberphawx fez na música e tente dormir de noite.

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Continue Reading

Videos

Tenj? Sajiki: teatro ultrajante do Japão em documentário da BBC

Published

on

Tenj? Sajiki: teatro ultrajante do Japão em documentário da BBC

O grupo de teatro experimental Tenj? Sajiki, liderado por Sh?ji Terayama e ativo no Japão entre 1967 e 1983 (ano em que Terayama morreu), era conhecido pelo uso da provocação, do ultraje, do surrealismo e do erotismo grotesco nos palcos.

Terayama, um poeta, dramaturgo e fotógrafo, criou um conceito de espetáculo que se assemelhava a uma versão teatral dos filmes de Kenneth Anger, com cenas tão perturbadoras quanto atraentes. As peças usavam videoarte, música assustadora, bonecos medonhos, imagens que se assemelhavam a estranhos rituais e verdadeiros sustos nas plateias.

Se você ficou a fim de conhecer o Tenj? Sajiki, tem um documentário da BBC Arena feito em 1978, com 20 minutos de entrevistas e trechos de peças. O único problema é que é todo em inglês sem legendas, mas dá para curtir os momentos mais experimentais e malucos dos espetáculos.

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Trending