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O adeus dos Estranhos Românticos

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Depois de três discos, a banda carioca Estranhos Românticos decidiu encerrar atividades. Último sol, o novo disco, saiu há pouco e revela um indie-rock com letras sobre o dia a dia, sobre romantismo e sobre a vida no Rio (não por acaso, o novo álbum abre com Boa noite, Copacabana). O disco inicialmente nasceu da ideia de fazer um álbum duplo, que incluiria inicialmente o material dele e de , o anterior (2020).

“Mas percebemos que, numa época em que todo mundo lança singles e poucos lançam álbuns, seria um desperdício jogar nas plataformas um disco duplo onde poucos chegariam até o final”, comenta Pedro Serra, baterista do grupo, que inclui também Luciano Cian (teclados), Marcos Müller (voz e guitarra) e Mauk (baixo).

O experiente Pedro, que atua também como DJ, bateu um papo com o POP FANTASMA sobre o novo disco, sobre o fato de Último sol ter sido lançado inicialmente no Bandcamp, e sobre o que vem acontecendo com o Rockarioca, movimento de bandas e artistas do Rio de Janeiro, que já virou matéria nossa, e que vem rendendo uma série de lives e posts bem legais nas redes sociais.

Me fala um pouco porque é que a banda resolveu encerrar atividades com três discos. Você diria que cansou um pouco levar a banda adiante em tempos pandêmicos ou isso nem contou?

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Olha, na verdade o Estranhos Românticos começou a acabar em 2019 no começo da gravação do segundo disco – que também se desdobraria no Último sol. Porque quando a banda entrou no estúdio (La Cueva, do produtor argentino Seu Cris), tínhamos 19 músicas prontas: compostas, arranjadas, algumas já em seu terceiro ou quarto arranjo. E muito bem ensaiadas, fruto de três anos de trabalho. O primeiro disco homônimo produzido por JR Tostoi tinha sido lançado em 2016.

A gente pensava em gravar um disco duplo, na verdade. Daí a banda brigou no terceiro dia de gravação. E por uma semana, parecia que tinha sido tudo em vão. Mas a gente é macaco velho e depois de muito pensar resolvemos tentar terminar a gravação porque as músicas eram muito boas e tínhamos trabalhado muito nelas. Seria um enorme desperdício. Foi muito difícil, porque a banda não se encontrou mais. Cada um ia ao estúdio gravar as suas partes sozinho com o produtor Seu Cris. Aliás, esses álbuns só saíram graças ao empenho e paciência dele.

Só voltamos a nos encontrar na fase da mixagem, no começo de 2020. Daí fomos vendo que algumas músicas estavam mais “prontas” que outras, que tinha algumas que combinavam entre si e outras que caberiam num outro contexto. Também percebemos que, numa época em que todo mundo lança singles e poucos lançam álbuns, seria um desperdício jogar nas plataformas um disco duplo onde poucos chegariam até o final. E durante a mixagem começou a pandemia, mas não atrapalhou muito. O Seu Cris mixava, mandava pra gente e a gente dizia o que achava. Assim, focamos no grupo das 10 músicas mais prontas e que tinham a ver entre si para Só, que foi lançado em maio de 2020. O álbum teve ótimas participações de JR Tostoi, Gilber T, João Pedro Bonfá e do guitarrista argentino Dom Horácio. E guardamos as outras 9 para mais tarde.

O clima entre a banda começou a melhorar, pensamos inclusive em fazer um show (único) de lançamento dos dois discos quando a pandemia terminasse. Em março de 2021 voltamos a trabalhar no que seria o 3º álbum, Último sol. O Marcos regravou alguns vocais e guitarras, o Luciano refez alguns teclados e as músicas foram crescendo – assim como o atrito entre nós. As divergências foram aumentando à medida que as músicas iam ganhando mais forma. Quisemos repetir o esquema de participações que deu muito certo no disco anterior. É muito legal como as músicas ganham uma outra dimensão quando se traz alguém de fora, com um novo olhar.

Quem do Rockarioca está no disco?

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Tivemos dois companheiros de Rockarioca no disco. O “Nervoso” André Paixão gravou guitarras e vocais em Me beija, levando ela ainda mais prum lado Jovem Guarda e o Latexxx, que remixou Mergulho no Saara (Latexxx Remixxx). Também teve participação da cantora e atriz argentina Cony Piekarz, conhecida do produtor Seu Cris. E do saxofonista Marcello Magdaleno, que tocou com Canastra e Cisco Trio e tem uma interessante carreira solo. Por mim, teria chamado até mais gente para contribuir.

O Nervoso é essa “jovem lenda” do rock independente carioca, como disse o MauVal outro dia. O conheço desde a adolescência – a mãe dele era amiga da minha. Sempre acompanhei a carreira dele e vice-versa, desde Beach Lizards (ele) e Ao Redor da Alma (eu). A gente tocou junto no projeto Os Helenos, de músicos botafoguenses que gravaram um EP em 2016, eu já editei clipe do Nervoso & os Calmantes… Eles e o Latexxx estão no Rockarioca e eu teria chamado mais gente de lá pra participar – não só pela qualidade musical, mas também pela afinidade. Infelizmente perdi a queda de braço.

Você vinha se dividindo entre duas bandas, o Estranhos Românticos e O Branco E O Índio. Como estava sendo cuidar de dois projetos musicais ao mesmo tempo?

Tocar nas duas bandas não era problema nenhum, mesmo porque os sons são totalmente diferentes e os horários compatíveis. O Mauk (baixista), por exemplo, toca em umas 7 ou 8 bandas! O que era mais complicado é porque eu acabo sempre produzindo as bandas em que toco, e isso tornava as coisas mais trabalhosas e sensíveis. Tipo, qual das bandas inscrever para tal projeto? Ou qual delas tem mais a ver com determinado espaço pra show?

Como é ter uma banda indie que trata de temas românticos nas músicas? Você diria que o Estranhos Românticos busca uma forma diferente de falar de amor?

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As letras quem fazia era o Marcos. Mas sem dúvida o estilo dele falar de amor é diferente, mais existencial e cheio de complicações…

Aliás como é falar de certos temas mais escapistas, digamos assim, numa época maluca dessas, com gente escrota no poder, pandemia, etc? Você diria que isso até incentiva na hora de compor uma canção que possa levar o ouvinte pra um lugar legal?

O amor é algo universal e atemporal, né? Todo mundo sente, todo mundo sofre, todo mundo quer. Acho que serve sim pra escapar um pouco desse pandemônio em que estamos vivendo e tentar manter um pouco a nossa sanidade mental e emocional.

Como surgiu a ideia de ter um remix no disco e como foi trabalhar com a turma do Latexx? 

Mergulho no Saara era uma música que a gente gostava muito do disco anterior e achamos que tinha tido pouca atenção. O Latexxx é uma dupla de synth-rock que faz um som muito interessante, inclusive tocam na nova formação do Fausto Fawcett & os Robôs Efêmeros. E agitam muito – além de serem amigos. Eu participei da sessão de fotos pra capa do EP deles, fiz playlist pra tocar em show deles… Eles extraíram o sumo da música, transformando ela num eletro-punk-funk-carioca, com adição de alguns synths.

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Como vai o Rockarioca hoje e que balanço você faz desse um ano?

O movimento coletivo Rockarioca está fazendo um ano em outubro e acho que está mudando muita coisa. Tivemos algumas trocas de artistas que não se adaptaram à coletividade ou saíram por outros problemas e firmamos em 24 bandas fixas e uma mensal, porque tem muita gente boa querendo entrar e o espaço (na playlist) é limitado. Posso afirmar que temos um grupo de artistas unido, que conversa, se ajuda e troca musicalmente – taí o projeto Disstantes do Gilber T e Homobono e as participações nos discos uns dos outros, que não me deixam mentir.

Mas não é só isso. Além de três playlists (do coletivo, de influências dos artistas e de discos importantes do rock carioca) no Spotify e Deezer, e uma de clipes no Youtube, temos agitado muito nas nossas redes (Facebook e Instagram) com seções fixas durante toda a semana. Na segunda-feira, falamos das estreias da semana (e os artistas comentam sobre suas novas músicas). Na terça-feira, contamos histórias sobre os instrumentos da galera (e isso tem sido bem revelador – não só em termos musicais, mas pessoais).

Na quarta-feira, sobre outros artistas selecionados que não estão no coletivo. No #tbt de quinta-feira, sobre bandas antigas da galera, ou estúdios, casas de shows ou projetos clássicos. Na sexta-feira, sobre clipes e nos sábados um artista do coletivo fala sobre um disco do rock carioca. E isso tem gerado vídeos dos artistas retratados e uma interação muito legal entre gerações – já participaram Evandro Mesquita, Pedro Luís, Cris Braun, Fausto Fawcett, Lucas Vasconcellos, JR Tostoi, Pedro Garcia… Os próximos passos são fazer um festival, uma turnê e um disco.

Me fala um pouco dessa opção de lançar o disco primeiro no Bandcamp. Como ficou isso pra vocês?

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Eu quis chamar atenção para esse problema da remuneração dos artistas pelas plataformas digitais. Durante o ano e meio de pandemia, o meio musical foi um dos que mais sofreram, com a falta de arrecadação nos shows. E ficou patente como os artistas são mal pagos pelas plataformas digitais. Com 0,00348 centavos de dólar arrecadados a cada reprodução e tendo que ter 60.000 visualizações para garantir um salário mínimo, fica parecendo que a música não vale mais quase nada – quando na verdade, o mundo revolve ao redor da música.

O Bandcamp é uma plataforma que permite que os artistas recebam quanto pedirem pela sua música. E além disso, repassam integralmente as receitas para os artistas uma vez por mês. No caso do lançamento do Último sol, o que aconteceu é que mesmo tendo poucas vendas, a receita gerada pelos 5 dias de pré-venda da Bandcamp foi mais alta que a de 15 dias em todas as outras plataformas, juntas.

Quais são os projetos pro lançamento do disco?

A gente não tem paciência para esse novo esquema de lançamento de ir soltando os singles aos poucos pra depois, só lá no final, lançar o álbum. Então o álbum tá aí, não tem música de trabalho e eu mando ele inteiro para as rádios – do Brasil e do mundo. O que é muito legal, porque cada programa escolhe uma música diferente para tocar. Como nos álbuns anteriores, eu tenho feito um forte trabalho de divulgação nas webrádios brasileiras e europeias, e nas college radios americanas. Além das ondas internéticas, músicas diversas do disco já tocaram em rádios FM de Manaus a Joinville, passando por RJ, SP e Brasilia – e fora do Brasil em São Francisco e Portland (EUA), Madri e Granollers (Espanha), La Plata e Ushuaia (Argentina), Cidade do México e Londres, nesses 15 dias.

Como entendo que as pessoas atualmente só conseguem focar em uma música por vez, vamos lançar uma música por semana, na ordem do álbum, na playlist Rockarioca.

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Eventualmente vai rolar clipe também, porque eu e o Luciano Cian (tecladista) trabalhamos com isso. Mas acho importante sempre a música respirar sozinha primeiro, sem a ajuda de imagens que influenciam diretamente na percepção da canção.

O que mais você vem fazendo de trabalho (como DJ, pesquisador, jornalista, etc)?

Eu realmente não me adaptei ao esquema de discotecar online. No começo da pandemia cheguei a fazer umas sessões revisitando as minhas festas (Projeto Rock Brasil – 1989, Copaphonic – 1997 e BLAX – 2004-2019) no Facebook, mas elas eram rapidamente tiradas do ar por problemas de direito autoral (que no meu entendimento o Facebook deveria pagar, porque quem lucra com isso são eles e não eu).

O trabalho com o Rockarioca me toma muito tempo. Não é remunerado, mas espero em breve começar a conseguir algum tipo de suporte. Estamos tentando uns editais. E mantenho meu trabalho de editor de imagens pela internet – as pessoas me mandam as imagens online, eu baixo, edito e reenvio.

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

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Cinema

Vai sair caixa com as trilhas sonoras dos filmes de John Hughes

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Vai sair caixa com as trilhas sonoras dos filmes de John Hughes

O site Brooklyn Vegan, quando noticiou a caixa Life moves pretty fast – The John Hughes mixtapes, com o repertório dos filmes do diretor norte-americano, lembrou bem: “Algumas pessoas podem argumentar que as trilhas sonoras dos filmes de John Hughes resistiram melhor do que os próprios filmes”. Maldade com o diretor que melhor conseguiu sintetizar a angústia jovem dos anos 1980, em filmes como Gatinhas e gatões, Clube dos cinco e Curtindo a vida adoidado.

A “década perdida” (pelo menos para os países da América Latina, como dizem alguns economistas) pedia um novo tipo de filme jovem, em que até as picardias de produções como Porky’s, do canadense Bob Clark (1981), tinham seu tempo e lugar, desde que reembaladas e exibidas com um verniz mais existencial e (vá lá) inclusivo.

Ainda que se possa alegar que algumas situações envelheceram (e algumas envelheceram muito), que não havia diversidade racial, etc, tinha espaço para o jovem zoeiro e audacioso de Curtindo a vida adoidado, para o choque de tribos de Clube dos cinco e A garota de rosa shocking (este, dirigido por Howard Detch e roteirizado por Hughes), para a decepção com a vidinha besta e burguesa de Ela vai ter um bebê. Eram criações bastante originais para a época, tudo fruto do trabalho de Hughes, um ex-publicitário e ex-colaborador da revista de humor National Lampoon. Tudo embalado pela sensação de que a vida é, sim, apenas um piscar de olhos – como o próprio Ferris Bueller (Matthew Broderick) sentenciou em Curtindo a vida adoidado.

>>> Leia também no Pop Fantasma: Quando teve uma sitcom do Ferris Bueller

Live moves pretty fast, a caixa em questão, é a primeira compilação oficial de músicas de todos os filmes de John Hughes, incluindo aqueles que ele dirigiu ou apenas escreveu o roteiro. Sai em 11 de novembro pela Demon Music e vai ser vendida em vários formatos: box com LPs, CDs, etc, incluindo canções que estavam nos filmes mas acabaram não aparecendo nas trilhas sonoras.

Entre as bandas que apareciam nas trilhas, New Order, The Smiths, Echo & The Bunnymen, Simple Minds, Oingo Boingo, OMD, The Psychedelic Furs, Simple Minds, e várias outras que, muitas vezes, chegaram ao grande público por aparecem num filme dele. Ou já estavam virando “tendência” e foram pinçadas quando as agendas bateram, como foi o caso do New Order com Shellshock e Elegia em A garota de rosa shocking – um filme que ainda tinha na trilha Smiths com Please, please, let me get what I want e Echo & The Bunnymen com Bring on the dancing horses, gravada especialmemte para a trilha.

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Teve também o caso de Don’t you forget about me, da trilha de Clube dos cinco – aquela famosa música que o Simple Minds não queria gravar de jeito nenhum, mas acabou gravando. E virou o maior hit deles. Você já leu sobre isso aqui.

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Inscrições no edital Aceleração LabSonica chegando ao fim!

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Inscrições no edital Aceleração LabSonica chegando ao fim!

A Oi Futuro e o Estúdio Toca do Bandido estenderam a data limite para inscrições no edital Aceleração LabSonica 2.0 Toca do Bandido, que tem como proposta alavancar a carreira de novos artistas e bandas independentes.

Inicialmente previsto para o dia 29 de julho, o prazo final foi prorrogado para o dia 7 de agosto, às 17h, para que mais artistas de todo Brasil possam se inscrever no site do Estúdio.

O ciclo proposto pelo segundo programa de aceleração da LabSonica, em parceria com a Toca do Bandido, inclui jornada de diagnóstico de carreira, mini curso de music business, workshop de planejamento estratégico, pitching, além de mentorias individuais promovidas por especialistas da indústria da música.

Ao final da capacitação, os selecionados participarão de uma residência artística na qual farão um songcamp e produzirão um EP com três faixas e uma Live Session. Os dois produtos serão lançados pelo Selo Toca Discos.

Para se inscreverem, bandas e artistas solo precisam ter um ano comprovado com lançamentos e registros de shows. Dos seis artistas selecionados, quatro serão do estado do Rio de Janeiro e dois de demais estados brasileiros.

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O projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Oi, com apoio cultural do Oi Futuro e realização da Toca do Bandido.

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Noramusique: festa virtual vai pro mundo real nesta sexta

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Durante a pandemia, quando começaram as festas on-line, toquei diversas vezes na Noramusique, uma festa virtual que começou presencial (bem antes da covid-19, claro). Tinha uma onda pós-punk forte na festa – aliás, ainda é um estilo musical bem comum nas festas de rock do Brasil. Mas uma característica que a Noramusique sempre teve, e foi desenvolvendo enquanto as edições da festa foram acontecendo, foi a variedade musical. Você podia começar ouvindo música eletrônica, ver o evento partir para o rock dos anos 1980 e, lá pelas tantas, aparecer um DJ tocando rock clássico, ou hip hop, ou sons novos da música pop, ou até heavy metal, ou música brasileira (já rolou).

A Noramusique vai voltar pro mundo real nesta sexta, às 22h, na Lapa (Rua Teotonio Regadas 13, rua ao lado da Sala Cecilia Meirelles, ingressos aqui), com um time de DJs formado por uma turma que tocou muito nos eventos virtuais: Diego, Helena Hell, Jesse Marmo (conhecido na noite carioca como DJ Kowalsky), Manu, Marpê (direto de BH), Renato Biao e o diretor da festa, Renato Vilarouca. A diferença agora é que as pessoas vão poder conferir a festa ao vivo e muita gente que “se encontrava” virtualmente vai poder se ver ao vivo. Vai rolar também lançamento do clipe da música Hei de amar, do ator e cantor mineiro Renato Luciano.

No período em que a Noramusique existiu virtualmente, ela também foi marcada pelo cruzamento de festas virtuais (eram vários eventos) e pela descoberta de novos DJs. Muita gente que nunca havia tocado em festa nenhuma se descobriu DJ tocando lá – e treinando com os próprios sons que marcaram suas vidas, ou encontrando sons novos. Acabou virando uma espécie de escola (vamos dizer assim) para novos profissionais. Eu mesmo fiz vários sets lá, variando do pós-punk ao rock clássico, e incluindo sons que muita gente conheceu porque leu primeiro no Pop Fantasma.

Para ter só uma ideia do que vai rolar na festa, a Nora tem colocar alguns sets no Mixcloud (opa, tem uns sets meus aí).

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