Se você pegar qualquer coletânea de disco music, não vai achar – provavelmente – nenhuma referência a um grupo francês chamado Rosebud ou a um disco chamado Discoballs. Era uma banda que tinha uma formação bem maluca. Dois de seus integrantes faziam parte do grupo prog Magma (o baixista Jannick Top e o guitarrista Claude Engel) e, por trás do trabalho – que existia basicamente em estúdio – estava o produtor e arranjador Gabriel Yared, que trabalharia depois em trilhas de filmes como O paciente inglês.

Em 1977, ano do levante punk e época em que disco music e rock brigavam feito cão e gato, o Rosebud pôs nas lojas um trabalho… Bom, “inesperado” é uma boa maneira de defini-lo. Discoballs – A tribute to Pink Floyd (leia mais sobre aqui) traz oito faixas da banda britânica retrabalhadas com o bate-estaca da disco music. Se é bom ou não, discute-se até hoje. Até porque os caras tiveram a trabalheira de botar até o monolito psicodélico Interstellar overdrive nas pistas de dança. Olha aí.

O original do Pink Floyd foi lançado há cinquenta anos, na estreia The piper at the gates of dawn. Tinha nove minutos da mais pura maluquice. E podia atingir até 17 minutos em versões ao vivo.

Essa aí é a versão de Money, com uma cantora chamada Miss X (?) nos vocais. Curiosamente, o próprio Pink Floyd botaria umas batidas meio disco até mesmo em seu LP duplo de 1979, The wall. Isso aconteceria em faixas como Another brick in the wall pt 2 e Young lust. E essa versão de Money parece um prenúncio disso.

Se não está estranho o suficiente pra você, olha outro clássico da fase inicial do grupo para você tocar na sua festa.

E essa é One of these days.


Discoballs foi lançado originalmente pela WEA francesa (selo Atlantic). Em CD, saiu pelo selo Collector’s Choice. Compre por sua conta e risco.

(pauta roubada do amigo Abdalah Rached).