Em 27 de março de 1958, há 60 anos e uns quebrados, a CBS anunciou o começo dos discos estéreo. Cinco anos antes disso, um cara chamado Emory Cook (1913–2002) inventava a seu jeito a estereofonia em discos. Como?

Estéreo antes do estéreo: o disco duplex de Emory Cook

Bom, o sujeito lançou uma série, em seu selo Cook Records, chamada Road Recordings. Dentro dessa série, lançou vários discos discos duplex ou binaurais. Eles criavam um efeito de estereofonia a partir do disco enquanto estava sendo executado. E não exatamente a partir da gravação.

Estéreo antes do estéreo: o disco duplex de Emory Cook

Um dos discos mais conhecidos dessa série, Voice of the sea, trazia barulhos do mar e das rodovias de Long Island. Todos captados pelo próprio Cook ao vivo, usando um gravador e um microfone. Saíram outros, como Camp has a ball, de um grupo chamado Red Camp (1954). Tem um relatório muito bom sobre Cook aqui, já que todo o acervo dele foi doado para uma instituição.

A diferença desses discos para um álbum estéreo comum é que o efeito de estereofonia era conseguido por um braço de toca-discos de suas cabeças (!!), que alcançava simultaneamente o começo e o meio de um dos lados. Caso você não tivesse grana para comprar um toca-discos desses, sem problemas: era só adquirir um adaptador. Obviamente a duração de um disco desses ficava bastante prejudicada, já que só dava para ter poucas músicas em um lado. E tudo tinha que ser milimetricamente calculado, para um pedaço do lado não ficar maior que o outro.

O canal VVestlife pegou um disco desses de Emory Cook e resolveu testar. Só não arrumou um toca-discos duplex e teve que fazer dois vídeos e áudios sobrepostos, um com o som de cada parte do disco. Confere aí.