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Oito horas de voo com uma criança berrando no avião

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Um cara que viajava da Alemanha até Newark, em Nova Jersey, foi atordoado, durante oito horas de voo, pelos berros ensandecidos e demoníacos de uma criança. Fez um vídeo da situação, pegando o áudio dos gritos da tal criança e imagens do voo, mostrando como os berros iam evoluindo de hora para hora. Independentemente do que estava acontecendo com o garoto e seus pais, o tal vídeo merece tranquilamente entrar para uma galeria de filmes de terror. Confira aí.

https://youtu.be/hv1aczlrMsk

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

Clipes do Fantástico: descubra agora!

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Depois do sucesso inicial como fruto do casamento entre a central de produção e a turma do jornalismo da Globo, o Fantástico começou a valorizar mais o jornalismo. Ainda assim, a música não sumiu do programa.

Bom, “não sumiu”, é apelido: os musicais do Fantástico viraram grandes acontecimentos musicais que todo mundo discutia no dia seguinte. Aliás. se não fosse pela música em questão, pelo menos rolava a resenha do visual dos artistas e do clima camp de alguns vídeos (vários tinham a participação de um indefectível grupo de dançarinos).

Segundo o Almanaque dos anos 70, de Ana Maria Bahiana, o esquema de produção dos vídeos era o mais frugal possível: músicas e artistas aprovados na segunda, roteiros aprovados na terça, produção acertada entre quarta e quinta, gravação entre quinta e sexta, edição no sábado, para tudo ir ao ar domingo. Não eram superproduções, apesar de alguns clipes não economizarem em cenários, participações e detalhes.

Aliás, como se pode imaginar, nem tudo eram flores. Vários vídeos que se tornariam conhecidos (e que representaram algumas das primeiras tentativas de clipe do Brasil) traziam efeitos especiais que fizeram sucesso, mas hoje parecem mais com “defeitos especiais”. Já outros protoclipes tentavam colocar um pouco de surrealismo (pode acreditar!) no lançamento de canções que ficariam bastante populares. Um detalhe que ajudava a explicar o clima “qualquer nota” de alguns desses clipes: não havia um paradão de vídeos da Globo, e a ideia é que esses musicais fossem ao ar uma só vez e acabassem esquecidos.

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Com a ajuda de vários amigos e leitores, fizemos uma lista de quinze clipes lançados pelo programa. Maratone e divirta-se.

“GITA” – RAUL SEIXAS (1974). Quase foi o primeiro “musical” nacional em cores lançado pelo Fantástico – a produção esmerada e os efeitos visuais deram uma atrasada na edição e a honra ficou com Chorinho fora de tempo, de Sonia Santos (que infelizmente não está no YouTube). Dirigido por Cyro del Nero, Raul circula entre obras de artistas como Pieter Breughel, Hyeronimus Bosch, Max Ernst, Odilon Redon, Salvador Dali e outros. Quem viu, ficou fã do clipe e do cantor.

“HORA DO ALMOÇO” – BELCHIOR (1974). Para arrancar lágrimas dos fãs recém-conquistados do cantor: dois anos antes de Alucinação, Belchior, com um camiseta de Super Homem, canta um de seus primeiros hits num almoço ao ar livre, armado na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE).

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“AMÉRICA DO SUL” – NEY MATOGROSSO (1975). O Fantástico, além de outros programas, já vinham lançando vídeos musicais antes disso, mas América do Sul é tido como o primeiro clipe nacional digno desse nome. Ney gravou no Parque da Cidade, em descampados de São Conrado e em praias da Zona Sul. E correu perigo, pendurado por uma corda, num helicóptero que estava com a porta arrancada (!), para que o diretor Nilton Travesso pudesse pegar imagens do oceano.

“AGORA SÓ FALTA VOCÊ” – RITA LEE (1975). Rita sobe aos ares num avião da esquadrilha da fumaça (opa) e canta um de seus maiores hits do início da carreira solo, incluído na trilha da novela Bravo.

“A LUA E EU” – CASSIANO (1975). Um portão de ferro, um tapete, um castiçal, uma harpa (sem cordas), um baú repleto de bugigangas, uma samambaia, uma cadeira de rodas, duas espadas (enterradas na areia), uma tuba e uma antiga máquina de costura. Tudo ao ar livre, sob o sol da Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Era o cenário surrealista que Cassiano encontrava para dublar seu hit, que aparecia na trilha da novela O grito.

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“SERÁ QUE EU VOU VIRAR BOLOR?” – ARNALDO BAPTISTA (1975). Arnaldo canta e toca piano (segundo o próprio cantor, as gravações foram feitas lá pelos lados de Cabo Frio) na carroceria de um caminhão tremelicante que não economiza nas curvas (!). O casaco usado pelo ex-mutante é o mesmo que foi parar numa rifa no ano passado.

“SE VOCÊ PENSA” – MORAES MOREIRA (1976). Acompanhado por três quintos da futura Cor do Som, Moraes (lembrando um cruzamento de Phil Lynott e Lemmy Kilmister) pôs células de hard rock e jazz no clássico de Roberto e Erasmo Carlos, que já havia sido gravado por Gal Costa. O vídeo da canção é pós-psicodélico, cheio de “bolhas” lisérgicas e efeitos malucos. A participação do corpo de baile rende algumas risadas.

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“ADMIRÁVEL GADO NOVO” – ZÉ RAMALHO (1979). O principal hit do disco A peleja do diabo contra o dono do céu (1979) em vídeo gravado na Avenida Paulista.

“TEMPOS MODERNOS” – LULU SANTOS (1982). O clipe mais bonito exibido pelo Fantástico, sem dúvida. Filmado em Ouro Preto e Mariana (MG), traz o moderninho Lulu viajando ao passado ao observar a pintura de um zepelim. Detalhe muito louco: mesmo aparecendo em flashback, o dirigível tem merchan de uma empresa de seguros (!).

“VOCÊ NÃO SOUBE ME AMAR” – BLITZ (1982). Pronto: a Globo era definitivamente apresentada à linguagem dos clipes oitentistas. Muita gente já tinha ouvido a canção no rádio, mas ficou sabendo que aquele grupo se chamava “Blitz” quando viu o clipe na TV.

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“NAÇÃO” – CLARA NUNES (1982). Os clipes de Clara gravados para o programa já renderam até um DVD. O de Nação foi um dos últimos feitos pela cantora para o Fantástico e ajudava a puxar um disco de sucesso (também chamado Nação) que tinha vendido 600 mil cópias quase do nada, em meio a vários compromissos fora do país. Clara morreria no ano seguinte.

“COMO EU QUERO” – KID ABELHA (1984). Parece uma abertura do Fantástico ou uma cena de novela, mas era a banda carioca no comecinho dos anos 1980. Destaque para a participação especial do computador Apple II, que deve ter encarecido bastante a produção do clipe (reprisado bastante em programas como o Clip clip).

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“COWBOY FORA DA LEI” – RAUL SEIXAS (1987). Os vídeos da fase inicial de Raul poderiam ser até mais históricos, mas o de Cowboy (estourada após a inclusão na novela Brega & chique) era o mais engraçado, com direito a um duelo entra o cantor e o ator-lenda do cinema nacional Wilson Grey. Além de cenas que pareciam coisa dos Trapalhões.

“MANEQUIM” – DOMINÓ (1987). O hino de protesto P… da vida foi preterido por essa música na hora de puxar o disco da boy band lançado em 1987. “Manequim foi lançada no Fantástico com um clipe com direção do Paulo Trevisan. Investiram uma fortuna no clipe, fizeram uma cidade cenográfica só para a gente gravar, foi gravado com grua, várias câmeras… Não existia isso em 1987, era como se fosse cinema”, me contou Afonso Nigro aqui.

“ADELAIDE” – INIMIGOS DO REI (1989). Anos antes de virar o chefe do Big Brother Brasil, Boninho dirigiu esse clipe repleto de efeitos especiais para a canção-besteirol do Inimigos.

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Cultura Pop

Cancelado! O clipe que David Bowie vetou

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Cancelado! O clipe que David Bowie vetou

A primeira coisa que dava para imaginar ao ler que David Bowie estava, em 1999, lançando um single chamado The pretty things are going to hell era o bom e velho “ué, já vi isso antes…”. Claro: “pretty things” era uma referência a Oh! You pretty things, música do disco Hunky dory, de 1971. E o “are going to hell” era um jazz em cima de Your pretty face is going to hell, dos Stooges – música, por sinal, do disco Raw power, que Bowie produzira.

A música era um dos singles do disco Hours, de 1999 – que trouxe como novidade o fato de, na época da internet a lenha, estar disponível digitalmente duas semanas antes de seu lançamento em formato físico. E imaginar que ela ganharia um clipe era só questão de tempo. Enfim, ela ganhou, mas se tornou um caso raro na videografia de Bowie, já que ele acabou não curtindo muito o resultado e engavetou o clipe.

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O vídeo de The pretty things… foi dirigido por Dom & Nic (nome de trabalho dos diretores Nic Goffey e Dominic Hawley) e filmado em setembro de 1999. A dupla vinha fazendo o maior sucesso nas premiações de clipes e havia dirigido um vídeo para o próprio Bowie, I’m afraid of americans (feito ao lado de Trent Reznor), nomeado para o Prêmio de Melhor Vídeo Masculino da MTV em 1997. Os dois também dirigiram o clipe de D’you know what I mean?, do Oasis.

>>> Veja também no POP FANTASMA: David Bowie copiando e colando

A ideia era levar um pouco do passado de Bowie para os fãs, mas de uma forma, vamos dizer, sui generis. O cantor contratou a Creature Shop de Jim Henson, o criador dos Muppets, para montar quatro bonecos representando fases diferentes de sua carreira. A empresa já era uma velha conhecida de Bowie, já que seus serviços haviam sido usados no filme Labirinto. O velho Jim morrera em 1990 e seu filho Brian assumira a empresa.

Os tais quatro bonecos representaram o Bowie-de-vestido da capa de The man who sold the world, a época de sucesso de Ziggy Stardust, o Thin White Duke e o pierrô do disco Scary monsters. Corre por aí que essa brincadeira custou 28 mil libras.

Um site chamado Lostmediawiki corrreu atrás de fotos raras e declarações antigas dos participantes do clipe. O marionetista Rick Lyon lembra que foi chamado em setembro de 1999 para manipular “um fantoche de tamanho real da personalidade de Ziggy Stardust do Sr. Bowie”, conforme contou em seu site pessoal. “O marionetista principal foi meu bom amigo David Barclay, e os outros foram John Tartaglia, James Godwin e Eric Jacobson”.

>>> Veja também no POP FANTASMA: A versão pouco conhecida de Rebel Rebel, do David Bowie

O problema é que esse clipe aí, pelo menos da maneira como deveria ser apreciado, foi visto por muito pouca gente, porque Bowie desistiu do vídeo assim que o viu, e arquivou tudo. “Este vídeo nunca foi lançado. Falei com alguém na casa de produção em dezembro de 1999, e eles disseram que tinha sido arquivado. Que pena”, completou Rick.

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Bowie retomou o assunto em 2000, quando resolveu bater um papo pelo Yahoo Music com os fãs. Na época, essa coisa de bater papo pela internet parecia mais coisa de filme de ficção científica. Seja como for, um fã perguntou porque é que o vídeo foi largado de lado. “Ele foi abandonado depois que descobrimos que os bonecos pareciam bonecos”, disse, confundindo ainda mais os pobres admiradores.

Bom, ele explica em seguida: “O que quero dizer é que o vídeo não tinha a escuridão do leste europeu que Dom e Nick queriam alcançar. Algumas das partes são absolutamente engraçadas e tenho certeza que um dia desses entrarão numa compilação de vídeo. Será uma fonte de diversão sem fim para todos vocês e uma forma de tortura chinesa para mim”, ironizou.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre The man who sold the world, de David Bowie

O relacionamento de Bowie com os bonecos não parou por aí. Em 2013, os bonecos Thin White Duke e Pierrot foram tirados do depósito e finalmente foram utilizados no clipe do remix de Love is lost (do disco The next day, lançado naquele ano). Foi a única vez em que eles apareceram.

Mas o clipe de The pretty things, infelizmente, continua inéd… Bom, nem tanto. Tem um vídeo, disponível no YoUTube e em sites de vídeos como o Dailymotion, com a música, avisando que se trata do clipe “oficial”. Na verdade é uma edição diferente do vídeo, com Bowie cantando em um teatro. Há um close bem rápido do boneco do Thin White Duke lá pra 2:11, e não aparece mais fantoche nenhum.

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Cultura Pop

O menor clipe do mundo: You Suffer, do Napalm Death

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Parece bem louco isso (analisando bem, nem tanto). Mas uma das coisas que fazia com que o Napalm Death, uma das bandas de grindcore mais possessas do mundo, fosse observado e ouvido de forma “diferente”, era o fato do grupo ter uma enorme influência do Joy Division. Mick Harris, baterista do grupo de 1985 a 1991, observa que muitas linhas de baixo do ND eram influenciadas pelo JD. Nick Bullen, que por aqueles tempos era cantor e baixista do grupo, adorava a banda de clássicos como She’s lost control.

A história vazou quando o Napalm Death decidiu comemorar os 20 anos de seu primeiro disco, Scum (1987), com um dualdisc, em 2007. O tal dualdisc trazia um documentário sobre o álbum e muitas pessoas que acompanharam a banda no começo (fãs, jornalistas, executivos de gravadora) destacam o vocal berrado e as letras extremamente críticas e sociais como outro fator diferenciador para o grupo. Enfim uma banda que tinha toques de heavy metal, mas não falava apenas de assuntos intangíveis (muito embora, na época, o grupo se localizasse mais como um integrante da turma do crust punk, que unia punk e metal extremo).

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Kylie Minoise: “You suffer”, do Napalm Death, em versão de uma hora (!)

Mick Harris, o tal batera, entrou para a banda quando o Napalm Death resolveu colocar mais influências de heavy metal no som e precisava de um batera que tocasse mais rápido. Fez ensaios com os novos amigos num quartinho pequeno e acabou se adaptando. Na real se adaptou tanto, mas tanto que de certa forma ele virou “o” Napalm Death. Scum foi gravado por duas formações diferentes do grupo (uma no lado A, outra no B), tendo como único ponto em comum o baterista. Mick ficou por lá até o EP Mass appeal madness, de 1991. Utopia banished, de 1992, já trazia Danny Herrera na bateria e a formação acalmou quase 100% a partir daí.

Apesar de o lado B de Scum ser considerado o mais pesado e mais rápido, é o lado A que tem You suffer, a tal canção-de-um-segundo-e-uns-quebrados da banda. Mick diz que a ideia de fazer canções muito curtas veio de um projeto do Napalm Death, de deixar de lado todo e qualquer convencionalismo pop, e reduzir as canções ao seu mínimo: nada de solos, nada de refrãos, nada de introduções, pontes e coisas parecidas. A música chegou a ser lançada num single em 1989 – na verdade um split-single com uma banda chamada The Electro Hippies. E, por tal motivo, o disquinho é considerado o compacto mais curto do mundo.

Mas esse longo introito foi só para, já que estamos pertinho do aniversário de 40 anos da MTV, lembrar que You suffer, ainda por cima, tem o menor clipe do mundo. O clipe foi lançado justamente no dualdisc de Scum para comemorar os tais 20 anos do disco. Pega aí.

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