Connect with us

Cultura Pop

A versão deluxe do “choque da uva” do Lasier Martins

Published

on

A versão deluxe do "choque da uva" do Lasier Martins

Hoje senador pelo PSD e afastado do jornalismo, Lasier Martins, 74 anos, será sempre lembrado por muita, mas muita gente mesmo, como o ex-comentarista do “Jornal do Almoço” (transmitido desde 1972 pela RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul) que levou um choque ao mexer em cachos de uvas, enquanto fazia uma reportagem na tradicional Festa da Uva, em 1996. A matéria foi transmitida pelo canal, na época – e dez anos depois virou viral no YouTube, quando um gaiato decidiu digitalizar o vídeo e subi-lo. O upload original do vídeo já conseguiu chegar a mais de 4 milhões de visualizações desde essa época.

Não é um assunto sobre o qual Lasier goste de falar (ele foi atirado para trás por causa do choque, quebrou costelas e poderia ter morrido ali mesmo), mas o senador chegou a usar a história do choque em sua campanha eleitoral em 2014 – poucas semanas após ter sido abordado por um grupo de jovens que fez uma pegadinha com ele. Costelas, sustos e sequelas físicas à parte, não há como negar: foi engraçado. E possivelmente sempre será. Recentemente, um canal do YouTube chamado Janela da Rua fez um vídeo em que crianças e pré-adolescentes assistiam pela primeira vez ao vídeo de Lasier tomando choque. Claro que todos morreram de rir.

O que muita gente talvez não tenha visto é que existe no YouTube uma versão deluxe do choque de Lasier, que foi ao ar no próprio “Jornal do Almoço”, com o próprio Lasier – bastante constrangido e incomodado – assistindo. Olha aí.

O vídeo traz os bastidores da transmissão da festa da uva em 1996, com direito a imagens da apresentadora Cristina Ranzolin de mau humor (cobrando, com toda a razão, uma apuração séria sobre o que havia acontecido), trilha sonora “engraçadinha” na hora da sequência do choque e imagens de toda a equipe perplexa. A volta ao choque foi ao ar em 2010, na época em que o “Jornal do Almoço” completava 38 anos, e acabou tendo que entrar na festa de aniversário do telejornal por, enfim, demanda popular.

Lasier alega que nunca tinha visto as imagens do choque e estava assistindo a tudo pela primeira vez. Personagem involuntário de um dos virais mais eficientes dos últimos tempos, ele depois pede, de brincadeira, que as pessoas “esqueçam” o choque.

 

Cultura Pop

Roberto Carlos: agradecimento aos fãs e lembranças em “Eu ofereço flores”

Published

on

Roberto Carlos: agradecimento aos fãs e lembranças em "Eu ofereço flores"

Quando Roberto Carlos anunciou uma música nova chamada Eu ofereço flores, que foi cantada por ele em 19 de abril no show comemorativo de seus 82 anos – cidade natal de Cachoeiro de Itapemirim (ES) – imediatamente me veio à cabeça a antipatia de Roberto ao distribuir flores à plateia durante shows, no ano passado, quando ele chegou até mesmo a responder de maneira grosseira a um fã que testava sua paciência.

Seria uma maneira de fazer as pazes com o público, então? Talvez. Eu ofereço flores põe pela primeira vez em música um hábito que Roberto Carlos tem no fim de seus shows há anos, e que sempre tornou suas apresentações especiais para todos. Afinal, é um artista romântico que, no fim do show, oferece um presente para suas fãs mais dedicadas, em especial às fãs que têm coragem de se aventurar na frente para disputar uma das rosas com várias outras admiradoras (uma fã dele certa vez me confessou que lixava as unhas quase no formato de garras antes de ir aos shows de Roberto – e na hora de disputar as rodas, saía distribuindo unhadas nas concorrentes).

Eu ofereço flores, uma balada com belo arranjo orquestral (que ocupa o final da faixa, com direito a tímpanos para dar mais grandiloquência), é basicamente uma música feita por ele para agradecer aos fãs pelo amor e pela fidelidade durante suas seis décadas de carreira. “Eu quero agradecer/por tudo o que você/de bom me faz sentir/por tantas emoções/você me viu chorar/você me fez sorrir”, diz a letra. É uma boa surpresa para quem já estava acostumado à falta de novidades, já que se os álbuns anuais de Roberto deixaram de ser feitos em 2005, nem mesmo o hábito de lançar um single a cada ano foi adquirido pelo cantor. Aliás, o único single realmente memorável lançado por ele nos últimos tempos foi o de Esse cara sou eu, que já tem onze anos (Sereia, de 2017, feita para a trilha da novela A força do querer, não é tão brilhante).

  • E lembramos que temos um episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, sobre a fase 1966/1967 de Roberto Carlos. Ouça aqui.

A nova música deixa um certo ar de despedida, até por ser um canção em que Roberto elenca tudo que o faz agradecer aos fãs, como se folheasse um álbum de fotografias. Será? Que seja apenas uma impressão. Para 2024, ano em que se comemora os 60 anos do bem sucedido álbum É proibido fumar, o cantor poderia se espelhar no exemplo de vários colegas mais novos, que fazem do lançamento de álbuns um acontecimento de grandes proporções, e lançar um novo disco. Sim: com doze faixas, nem que algumas delas sejam regravações.

Se o tal disco (que só existe na minha imaginação) trouxer músicas novas dele, unidas a canções novas de seus habituais fornecedores (a dupla Eduardo Lages e Paulo Sergio Valle, por exemplo), vai ser o sonho de muita gente. Os fãs merecem ser supreendidos mais uma vez por Roberto – e ninguém merece ver o maior cantor pop brasileiro de todos os tempos apenas virar meme todo final de ano com o “descongelamento” de sua imagem.

Foto: Reprodução da capa do single.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Jimi Hendrix e o disco “Electric ladyland”

Published

on

Várias coisas que você já sabia sobre Electric Ladyland, de Jimi Hendrix

Raramente a gente faz um episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, falando apenas de um disco – geralmente a gente escolhe uma época, uma fatia de vida de algum personagem da música. Dessa vez aproveitamos a proximidade do aniversário de 81 anos de Jimi Hendrix (ele chegaria a essa idade no dia 27 de novembro) para lembrar de um disco que não apenas é o melhor do guitarrista norte-americano, como também é um daqueles álbuns dos quais pode-se dizer que, depois dele, nada foi a mesma coisa.

No episódio de hoje, tudo o que você sabe, tudo que você não sabe e tudo que você deveria saber sobre Electric ladyland (1968), terceiro álbum do Jimi Hendrix Experience. Um disco que mudou o rock, a psicodelia, a guitarra e a tecnologia da música – num período em que a nova onda dos sintetizadores dobrava a esquina. E uma época que exigiu muito, emocionalmente e psicologicamente, de Hendrix. Ouça no volume máximo.

Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: L’Rain e Julico.

Estamos no Castbox, no Mixcloud, no Spotify, no Deezer e no Google Podcasts. 

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!

Foto: Reprodução da capa do disco Electric ladyland.

 

Continue Reading

Cultura Pop

New Order: e o tal show de 1987 que foi parar na nova versão da coletânea “Substance”?

Published

on

Substance: relembrando a época em que New Order virou rei

Largamente pirateado por anos, e oficializado agora no relançamento da coletânea Substance 1987 com quatro CDs, o show do New Order dado em 12 de setembro de 1987 no Irvine Meadows Amphitheatre, em Irvine, Califórnia, virou uma espécie de ponto culminante da história do grupo. Pelo menos é o que diz Peter Hook no livro Substance: Inside New Order.

No show, o grupo tocou todo o repertório do álbum duplo Substance, do começo ao fim. O show está quase inteiro no CD 4 da versão nova de Substance. Faltam lamentavelmente as três últimas músicas, que eram duas versões de sucessos do Joy Division (Atmosphere e Love will tear us apart) e uma releitura de Sister Ray, do Velvet Underground. Falta também um trecho da introdução de The passenger, de Iggy Pop, tocado antes de True faith.

Durante a turnê de Substance, o grupo vinha dividindo o palco com o Echo & The Bunnymen e com o Gene Loves Jezebel, e a tour vinha sendo marcada por acontecimentos bem bizarros. O New Order tinha que se defrontar com o comportamento agressivo de Ian McCulloch (vocal do Echo), com o estrelismo do Gene Loves Jezebel e com situações-limite entre a paranoia e a comédia: o grupo ficou sem drogas no meio do giro, um integrante da equipe resolveu fazer uma encomenda ao cunhado traficante e… o pobre diabo foi pego pela polícia, com as encomendas da banda e com armas. “Ficamos convencidos de que passaríamos por uma batida policial”, disse Hook, que ainda tomou uma reprimenda da esposa de Ian McCulloch por se envolver com uma garota na turnê (o músico disse que era uma prima distante dele e ouviu: “Entendi, você beija sua prima na boca?”).

Não era a primeira vez que o New Order tocava todo o disco Substance, não. Em 3 de setembro de 1987, num show no CNE Grandstand (Toronto, Canadá), o grupo já havia feito isso, encerrando com uma versão do hit Age of consent. No caso do show de Irvine, Peter deixa claro no livro que o repertório do show surgiu de um pedido do co-empresário Rob Gretton. E diz que “foi um show tempestuoso, embora os acontecimentos anteriores significassem que foi marcado por uma grande tristeza”.

A tal tristeza a qual Peter se refere – e que tornou o show uma data especial na tour – foi que Bernard Sumner, cantor do New Order, enxergado como um sujeito difícil pelos colegas, resolveu aproveitar uma reunião que rolou antes do show para informar a todos que “queria trabalhar com outras pessoas”. Sumner acabaria de fato montando em 1988 o Electronic com Johnny Marr (Smiths), mas demoraria um pouco para esse projeto virar prioridade do vocalista. De qualquer jeito, ainda que o grupo não acabasse aí, caiu mal e o astral baixou totalmente antes da apresentação.  “Ele jogou a carta do frontman insubstituível e ganhou a banda”, reclamou Hook no livro.

NEW ORDER AO VIVO. As versões do show do Irvine Meadows surpreendem pelo caráter orgânico – até mesmo quando a banda dispara samplers e demais engenhocas – e pelos sons que tornam o New Order ao vivo um cruzamento perfeito entre punk e sons eletrônicos. Peter Hook transforma o baixo de Subculture em algo parecido com a versão original, do álbum Low life (1985). Alerta vermelho: para não rolar um corte brusco antes de True faith – por causa da supressão de The passenger – batidas a mais foram acrescentadas. Sumner dá as desafinadas costumeiras no vocal, em especial quanto tem que encarar a voz grave de Ceremony. Mas vale dizer que nada do clima baixo-astral dos bastidores pareceu vazar para o show.

Quer conferir o show como ele aconteceu de verdade (e como foi pirateado?). Tem no YouTube.

Continue Reading
Advertisement
Guilherme Lamounier: single resgata versão soul-progressiva de canção dos Beatles
Lançamentos12 horas ago

Guilherme Lamounier: single resgata versão soul-progressiva de canção dos Beatles

Erasmo Carlos: single "tropicalista" com Gaby Amarantos serve de batedor para álbum p´stumo
Lançamentos12 horas ago

Erasmo Carlos: single “tropicalista” com Gaby Amarantos serve de batedor para álbum póstumo

Lançamentos13 horas ago

Alan James: single novo, “Sobrevivo”, com melodia pra cima e letra introspectiva

Terrapeixe: "virada de jogo" no single e no clipe de "Game over"
Lançamentos13 horas ago

Terrapeixe: “virada de jogo” no single e no clipe de “Game over”

Ouvimos: Nation Of Language, "Strange disciple"
Crítica13 horas ago

Ouvimos: Nation Of Language, “Strange disciple”

"O pop é punk vol 2: 70's": disco traz clássicos da MPB setentista em estilo punk
Lançamentos2 dias ago

“O pop é punk vol 2: 70’s”: disco traz clássicos da MPB setentista em estilo punk

The Vaccines: novos começos em novo single, "Lunar eclipse", e album
Lançamentos2 dias ago

The Vaccines: novos começos em novo single, “Lunar eclipse”, e album

Dennis & O Cão da Meia Noite encontra banda de ska, Innabrain, para reler clássico dos Paralamas
Lançamentos2 dias ago

Dennis & O Cão da Meia Noite encontra banda de ska, Innabrain, para reler clássico dos Paralamas

The Lautreamonts: trio pós-punk de Niterói (RJ) fala sobre crescer e florescer em "Photophobic sunflower"
Lançamentos2 dias ago

The Lautreamonts: trio pós-punk de Niterói (RJ) fala sobre crescer e florescer em “Photophobic sunflower”

Roberto Carlos: agradecimento aos fãs e lembranças em "Eu ofereço flores"
Cultura Pop2 dias ago

Roberto Carlos: agradecimento aos fãs e lembranças em “Eu ofereço flores”

Kiko Zambianchi: música nova, "Quero viver a vida", feita na pandemia
Lançamentos5 dias ago

Kiko Zambianchi: música nova, “Quero viver a vida”, feita na pandemia

Jurema Juice: banda de rock clássico de Alagoas com terceiro single, "Shield me"
Lançamentos5 dias ago

Jurema Juice: banda de rock clássico de Alagoas com terceiro single, “Shield me”

Pavilhão 9 se junta a Detonautas em "Fatos do Brasil"
Lançamentos5 dias ago

Pavilhão 9 se junta a Detonautas em “Fatos do Brasil”

Várias coisas que você já sabia sobre Electric Ladyland, de Jimi Hendrix
Cultura Pop5 dias ago

No nosso podcast, Jimi Hendrix e o disco “Electric ladyland”

Cat Power: disco ao vivo recria show em que Bob Dylan foi chamado de "Judas" por fãs de música folk
Crítica5 dias ago

Ouvimos: Cat Power, “Cat Power sings Dylan: The 1966 Royal Albert Hall Concert”

Applegate, entre os anos 1980 e a psicodelia, lança novo single, "Technicolor"
Lançamentos6 dias ago

Applegate: psicodelia indie em novo single, “Nena”

Ébrio: punk emocionado com letras sobre amor, relacionamentos e sonhos em EP
Lançamentos6 dias ago

Ébrio: punk emocionado com letras sobre amor, relacionamentos e sonhos em EP

Black Pantera: banda lança EP novo cantado totalmente em inglês, "Griô"
Lançamentos7 dias ago

Black Pantera: banda lança EP novo cantado totalmente em inglês, “Griô”

Trending