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Desenho animado

Como David Bowie, Brian Eno e Tony Visconti criaram “Warszawa”, em desenho animado

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Como David Bowie, Brian Eno e Tony Visconti criaram "Warszawa", em desenho animado

Para entrar no clima de Low, um dos discos mais estranhos e anticomerciais lançados por David Bowie (há 40 anos!), tem esse texto excelente da Rolling Stone americana, publicado em janeiro. Gravado em parte na França (no mitológico Chateau d’Hérouville) pouco após Bowie produzir The idiot, de Iggy Pop, o disco foi produzido por (e impactado por) Brian Eno.

O ex-tecladista do Roxy Music já vinha trabalhando com climas ambient e letras de criação automática desde seu primeiro disco solo, Here come the warm jets, de 1974. Tony Visconti, que produziu vários dos grandes discos de Bowie, co-produziu Low e trouxe como contribuição uma espécie de pré-sampler: o Eventide Harmonizer, que gravava e alterava sons com a maior rapidez. Sua contribuição para o disco é muitas vezes negligenciada, mas sem Visconti, o álbum não teria sido o que foi.

E essa animação feita pelos The Brothers McLeod mostra um dos momentos mais curiosos do disco. A gravação da influente Warszawa, um trabalho de criação de Eno que Bowie completou com vocais sem palavras. E que acabou lançando bases para o lado negro da força do synthpop. A animação brinca com situações que rondavam a relação de Bowie com Eno e Visconti. Há desde o ciúme atribuído a este último por ser um “co-produtor”, até as brincadeiras entre Eno e Bowie – que costumavam imitar a dupla cômica Derek & Clive (Dudley Moore e Peter Cook) ao conversarem. Quando terminar de ver, ouça Low correndo.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Desenho animado

Asparagus: desenho animado alucinante de Suzan Pitt

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Um dos blogs que a gente mais gosta no mundo, o Messy Nessy Chic, publicou em sua seção de “coisas que achamos na internet” algumas imagens do desenho animado Asparagus, da animadora americana Suzan Pitt.

Fomos atrás para descobrir qual era a desse desenho e descobrimos uma maravilha sexy-psicológica-surrealista de dezoito minutos que está no YouTube (e que, como tudo que está no YouTube, como foi o caso do filme Som alucinante, pode desaparecer de uma hora pra outra, então pegue logo).

Suzan (1943-2019), que era originalmente pintora, tinha nove anos de  trabalho como animadora quando lançou Asparagus. O filme foi lançado em 1979 como parte de uma instalação artística Whitney Museum of American Art, que incluiu o cenário do filme. Uma matéria no site Hyperallergic lembra que Asparagus estreou como abertura de uma exibição do desconcertante Eraserhead, de David Lynch. Também recorda que a cultura mexicana e a iconografia católica exerceram uma enorme influência no trabalho dela.

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Cultura Pop

Miles Davis: entrevista em desenho animado

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Miles Davis: entrevista em desenho animado

Miles Davis era um gênio e sabia disso. Bom, foi o que ele deixou bastante claro numa entrevista que deu ao jornalista Ben Sidran, falando sobre sua paixão pelo desenho (ele adorava desenhar e inclusive fez uns desenhos durante a entrevista), sobre sua amizade com Dizzy Gillespie e sobre o fato de música representar tudo em sua vida. “Eu estaria morto se não conseguisse criar”, disse o jazzista. “Não haveria nada pelo qual eu quisesse viver. É meio egoísta, mas gênios são egoístas”.

E, bom, o canal Jazz at Lincoln Center transformou o bate-papo em desenho animado, há uns quatro anos. Ficou bem legal.

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Cinema

Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

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Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

Pinóquio, a animação da Disney, foi feito em 1940. O que ninguém esperava era que a animação com a corrida espacial dos anos 1960 ajudasse no surgimento de uma versão interestelar da história moralista do boneco de madeira que queria ser gente, mas não conseguia vencer as tentações ao longo do caminho.

Pois é: em 1965 um diretor e roteirista americano chamado Fred Ladd foi contratado para reformatar e ajudar a lançar nos EUA uma animação belga chamada… Pinóquio no espaço sideral. Dirigido por Ray Gosseens, o filme era uma produção do editor da história em quadrinhos do Tintim (o belga Raymond Leblanc) e do cofundador da Filmation, a empresa que fez o desenho animado Archie Show (Norm Prescott) e a série da Poderosa Isis.

A novidade é que jogaram o desenho animado no YouTube.

A adaptação da história é uma continuação das aventuras nas quais o personagem já havia se envolvido. Pinóquio já havia virado uma criança e, como castigo por ter mentido, desobedecido e feito umas coisas erradas, tinha voltado a ser um boneco de madeira (e sonhava em voltar a ser um menino).

O garoto frequentava a escola, vivia com o pai (o carpinteiro Gepeto, que passava por uma baita crise financeira). Mas cai de novo numas tentações aí da rua, e acaba indo parar numa aventura espacial, ao lado de uma tartaruga alien, enviada por seu governo para investigar um aumento incomum de radiação em Marte. No desenho, a dupla enfrenta uma baleia gigante e répteis enormes – tudo para assustar seus filhos. Quem vir o filme vai ser poupado do chato Grilo Falante, que não surge no desenho animado, mas numa determinada hora Pinóquio conta umas mentiras e o nariz dele cresce. Igualzinho à história original.

 

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