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Cultura Pop

Miru Kim: porcos, ratos, ocupações e explorações urbanas

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Miru Kim: porcos, ratos, ocupações e explorações urbanas

Miru Kim: conhece? Tida pelo periódico Financial Times (de Londres) como uma “exploradora urbana” – classificação do jornal para pessoas que desenvolvem projetos artísticos em locais abandonados das cidades, como túneis, pontes, etc – a fotógrafa e artista visual norte-americana desenvolveu uma performance bem… inusitada entre novembro e dezembro de 2011. Na feira Art Basel, em Miami, Estados Unidos, ficou deitada, nua, durante 104 horas, ao lado de dois porcos. O nome da instalação era I like pigs and pigs like me (“eu gosto de porcos e porcos gostam de mim”).

O espírito da performance aparece num poema que Kim escreveu em seu site, para explicar um pouco a história. “Nós bebemos juntos, dormimos juntos/Agimos com nossos instintos, nariz com nariz/Não posso ler, não posso falar/Não posso deixar a caixa-zoológico/Após 104 horas pode ser que vejamos como é ser um porco/E como é ser humano”. Tem um vídeo no Vimeo mostrando parte da história. Olha aí em cima.

Em 2013, ela passou duas horas no templo Karni Mata, na Índia, toda vestida de branco, e ofereceu leite aos ratos que escondem-se pelo templo. Também tem um vídeo (só de 33 segundos) mostrando parte da performance.


Já em 2015, ela participou do Body and Freedom Festival, na Suíça, e dormiu durante dois dias na rua, por seis horas, numa cama, como parte da performance City Dreaming, que ela havia feito um ano antes num evento em Zagreb, na Croácia – só que daquela vez, ela tinha feito coisas como andar pelas ruas como se tivesse acabado de acordar, tomando leite numa caneca, etc. Temos imagens.

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No tal festival da Suíça, diga-se de passagem, ela contou bastante com a ajuda da segurança pública. “Os guardas foram avisados para serem discretos e não perturbarem o engajamento do público, a não ser que acontecesse algo que ameaçasse a segurança da artista”, diz um texto em seu site. “Houve uma variedade de respostas do público. Muitos não sabiam que se tratava de uma performance artística, e outros, que sabiam, ficaram por lá esperando algo acontecer. Teve gente que sentou na cama e tirou selfies, teve gente que deitou”. Agora imagina isso no Rio de Janeiro…

Quer saber o que Miru Kim anda fazendo? Vá no site dela, com fotos e vídeos das ocupações e performances que ela realiza. Uma dica de trilha sonora para você ver os vídeos dela: ela é fã de Ryuichi Sakamoto e até tirou foto com ele recentemente, quando o encontrou num restaurante em Nova York (tá no perfil dela do Facebook).

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Cultura Pop

Tem XTC no podcast do POP FANTASMA

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XTC

É a banda de Making plans for Nigel e King for a day! A banda britânica XTC deixou saudade na gente e em mais um monte de fãs. No nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO, recordamos alguns dos momentos mais maravilhosos (nada de “melhores momentos”, XTC só tem música maravilhosa) desse grupo, liderado pelos gênios Andy Partridge e Colin Moulding, que acabou de forma misteriosa e deixou vários álbuns que todo mundo tem que conhecer. E convidamos o amigo DJ e músico Pedro Serra (Estranhos Românticos, O Branco E O Índio, Rockarioca) para ajudar a explicar porque é que você tem que parar tudo e ouvir o som deles agora mesmo.

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cinema

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

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No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

Indo na onda do documentário Val, sobre o ator Val Kilmer, e recordando os 50 anos da morte de Jim Morrison, lembramos no nosso podcast, o POP FANTASMA DOCUMENTO, aquela época em que Val virou Jim. O ator de filmes como Top Secret interpretou o cantor no filme The Doors (1991), dirigido por Oliver Stone. E, de uma hora para outra, mais uma vez (e vinte anos após a partida de Jim Morrison), uma geração nova descobria canções como Light my fire, Break on through e L.A. woman.

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cultura Pop

Quando pegaram Gary Cherone (Extreme) para Cristo

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Em 1994, pouco antes de gravar o quarto disco com sua banda Extreme (o pseudo-conceitual Waiting for the punchline, de 1995) e de fazer uma tentativa de virar o vocalista do Van Halen (que deu no disco Van Halen III, de 1998, e numa turnê), o cantor Gary Cherone encontrou Jesus. Bom, mais que isso: ele se tornou Jesus, como ator da ópera-rock Jesus Christ Superstar, mas apenas nas montagens da peça em Boston, em 1994, 1996 e 2003.

O papel de Gary incluiu a crucificação e tudo, e o cantor chegou a declarar que a peça era uma antiga obsessão sua. “Sempre adorei a música dessa peça”, contou. O musical foi uma produção da Boston Rock Opera, trazia ainda Kay Hanley (Letters To Cleo) como Maria Madalena, e participação de vários roqueiros locais. Gary realmente curtia Jesus Christ Superstar: segundo uma matéria do The Boston Globe, a equipe que fazia o musical estava pensando em não apresentar nada na páscoa de 1994. Só que Gary não deixou: tinha visto uma encenação em Boston em 1993, gostou do que viu, passou a mão no telefone e ligou pessoalmente para a turma oferecendo-se para o papel.

A equipe ouviu o pedido do vocalista do Extreme, achou que ser maluquice não aproveitar a oferta do cantor e partiu para os ensaios. Detalhe que Gary, depois de três temporadas sendo crucificado, se preparava para outro desafio na mesma peça: iria interpretar Judas, o amigo da onça de Jesus. “Gosto do papel de Jesus, mas Judas tem músicas mais pesadas”, chegou a dizer.

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Isso de Gary resolver interpretar Judas e gostar do lado meio pesado da história (e ele fez mesmo o papel em 2000) reacendeu uma velha polêmica em relação a Jesus Christ Superstar. Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice inicialmente como uma ópera-rock lançada apenas em disco (ninguém tinha grana para levar aquilo tudo ao palco e não surgiam produtores interessados), a história discutia os papéis de Jesus Cristo e de seus apóstolos durante sua última semana de vida. E quando a peça foi à Broadway, com Jeff Fenholt como Jesus e Ben Vereen como Judas, não faltou gente reclamando que Judas parecia bastante simpático na peça.

Interpretando Jesus, por sinal, Gary encarou um papel que já foi vivido por outro vocalista de rock. Ninguém menos que Ian Gillan, que foi Jesus no LP da ópera-rock, feito quando ainda não havia planos para levá-la aos palcos. Mas Gillan não quis subir ao palco quando a montagem começou a ser feita, alegando que não queria virar ator. Um tempo depois, o papel de Jesus passou a ser tão cobiçado por roqueiros que até Sebastian Bach (o próprio) interpretou o papel.

Se você mal pode esperar para ver o ex-Skid Row interpretando o papel (bom, vai demorar pro POP FANTASMA fazer outra matéria sobre o mesmo assunto…) tá aí.

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