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Cultura Pop

Dez hits da fase americana dos Kinks: descubra!

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Dez hits da fase americana dos Kinks - descubra!

Houve um tempo em que segundos e terceiros atos eram bem mais comuns no mundo da música. Para os Kinks, força-motriz do rock britânico dos anos 1960, rolou exatamente isso aí. Por causa (dizem) do comportamento brigão da banda nos palcos (e de uma suposta encrenca durante a gravação do programa “Where the action is”, de Dick Clark, em 1965) o grupo ficou impedido por quatro anos de se apresentar nos Estados Unidos. O bonde da invasão britânica por lá havia sido perdido.

Era trágico, ainda mais em se tratando de uma banda tão ligada à cultura e aos hábitos do Reino Unido, mas não irremediável. Os discos da banda continuaram a sair nos EUA, pela Reprise, e a banda voltou a fazer turnês por lá quando o banimento acabou, num verdadeiro trabalho de formiguinha. Mas o que aconteceu com o grupo após 1976 foi, digamos, bastante inesperado. Após Clive Davis, chefão da Arista, resolver checar a quantas andava a carreira do grupo, os Kinks assinaram com o selo, viraram uma “banda de arena” (ou o mais próximo possível disso) e voltaram a ter grandes vendagens. E assim como rolou como Fleetwood Mac, ganharam uma fase americana e uma sobrevida. Aumente o volume e confira aí oito clássicos desse período.

(as aspas desse texto foram tiradas do encarte da coletânea “Come dancing with The Kinks – The best of The Kinks 1977-1986”)

Dez hits da fase americana dos Kinks - descubra!

“Sleepwalker” (1977)

O rock básico e meio casca-grossa dos Kinks soava perfeitamente compatível com uma época em que os Beatles voltavam a ser relembrados (um ano antes o contrato da EMI com a Apple expirara e saíram vários itens) e bandas influenciadíssimas pela invasão britânica galgavam as paradas (1977 foi o ano da estreia do Cheap Trick). Apesar da letra meio sinistra sobre sonambulismo, “Sleepwalker” (do disco de mesmo nome, de 1977) foi o primeiro grande hit desse período, formatado diretamente para rádio por Ray Davies, com Clive Davis no seu pé para que tudo saísse nos conformes.

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“Father Christmas” (1977)

No finzinho de 1977, os Kinks celebravam o Natal com um single especial para a data. Bom, “celebravam” à moda Kinks, evidentemente: a música contava a história de garotos desassistidos que assaltavam Papai Noel em busca de dinheiro (e não de brinquedos) e perguntam porque é que o velho batuta dava presentes apenas aos garotos ricos – os Garotos Podres ouviram essa!

“Prince of the punks” (1977)

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Uma das várias músicas gravadas pelos Kinks que foram rejeitadas, e incluídas apenas em compacto (foi o lado B de “Father Christmas”). A letra zoa Tom Robinson, vocalista do grupo de pub rock Cafe Society – que havia sido lançado pelos próprios Kinks no selo-estúdio Konk, de propriedade deles.

“A rock´n roll fantasy” (1978)

Quem diria: a sede de sucesso fez o britânico radical Ray Davies alugar um apartamento em Nova York e lá se instalar para compor furiosamente. Muito dessa experiência estava em “Rock´n roll fantasy”. “Eu estava escrevendo sobre meu irmão Dave e eu. Havia certa tensão porque eu morava em NY e ele ficara na Inglaterra. As conexões que uma banda têm quando estão juntas num quartinho desaparecem nessa distância toda, daí havia uma possibilidade de a banda terminar. A música deixa uma dúvida quanto a isso”.

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“Low budget” (1979)

Conseguindo pouco a pouco retomar o sucesso nos Estados Unidos, os Kinks estavam meio esquecidos justamente na Inglaterra (olha só!). A banda foi pedir apoio à gravadora para uns shows por lá e ouviu: “Só se vocês lançarem algum produto”. Ray tirou um sarro da situação com o single “Low budget” (algo como “baixo investimento”) e logo sairia um disco com o mesmo nome – gravado às pressas, evidentemente.

“(Wish I could fly like) Superman” (1979)

Clive Davis pediu aos Kinks “um single que o público fã de disco music gostasse”. Ray Davies detestava disco music com todas as forças. Saiu essa música aí, incluída em “Low budget” à revelia e soando mais como gozação com a onda disco do que qualquer outra coisa. “Foi uma piadinha, tirando um sarro do pedido de Clive”, recorda Ray.

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“You really got me” (ao vivo – 1980)

Um dos primeiros lançamentos da história da música a sair quase simultaneamente em VHS, o ao vivo “One for the road” levou algumas canções antigas dos Kinks de volta às paradas. A pérola pré-punk pré-metal “You really got me” foi uma delas.

“Destroyer” (1981)

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Uma das músicas mais pesadas dos Kinks nessa época, saiu num dos melhores álbuns dos Kinks da fase Arista, “Give the people what you want”. Chrissie Hynde (Pretenders), então mulher de Ray Davies, fazia vocais em algumas faixas do disco. “Era um disco de hard rock com um som metálico de bateria”, contou Ray.

“Come dancing” (1983)

Pronto: os Kinks chegavam à MTV de vez, por intermédio do clipe dessa música, dirigido por Julien Temple (“The great rock n roll swindle”, “Absolute beginners”). Era do disco “State of confusion” (1983), nojento de tão moderninho. Bizarro: Clive Davis inicialmente rejeitou a música e o clipe. O motivo da recusa era estranho, mas Clive não foi o único dono de gravadora a arrancar os cabelos por causa disso na época: medo da música estourar na MTV, todo mundo enjoar de ver o clipe e ninguém comprar o disco (a propósito: no Brasil o clipe era largamente exibido no canal até a década passada).

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“Do it again” (1984)

“State of confusion” levou os Kinks de volta aos estádios lotados, mas o relacionamento interno da banda se desgastava. Ray Davies preparava um disco e um filme, “Return to Waterloo” (ambos saíram em 1985) e o irmão Dave se recusara a participar da trilha sonora. A pinimba entre Mick Avory e Dave Davies voltava e o baterista, quase duas décadas depois da pratada na cabeça do colega, havia saído do grupo. Entre mortos e feridos saía “Word of mouth”, último disco do contrato com a Arista. Esse aí foi o hit.

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Isolaram o piano de Rock The Casbah, do Clash

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Isolaram o piano de Rock The Casbah, do Clash

Combat rock, último disco do Clash com a formação clássica, saiu em 14 de maio de 1982 (opa, fez 40 anos há pouco) e vendeu muito. Vendeu tanto, que ficou 61 semanas nas paradas americanas, estourou os dois hits do Clash que-todo-mundo-conhece (Should I star or should I go e Rock the Casbah) e levou jornalistas com bastante senso de criatividade a compararem a banda ao Fleetwood Mac (!).

Olhado mais de perto, é um disco ame-ou-odeie, que traz o quarteto inglês tentando fazer com o punk o que a turma do dub fez com o reggae – canções fora do formato canção, letras enormes com ambientação ritmada e “psicodélica”, texturas instrumentais relaxantes (a bela Sean Flynn é um bom exemplo disso).

Mas fica para outra ocasião darmos uma olhada mais de perto em Combat rock. Por enquanto, a pergunta é: já ouviu o piano isolado de Rock the Casbah?

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O piano de Rock the Casbah foi tocado, se é que você não sabe, pelo baterista Topper Headon – que além de ser um dos melhores bateristas do punk, tocava piano e criou praticamente a música toda sozinho. Aliás ele tocou quase tudo sozinho na faixa, menos as guitarras. Fez piano, baixo e bateria, aproveitando a ausência dos camaradas durante uma sessão de gravação.

(ei, temos um podcast do Pop Fantasma Documento sobre o Clash)

Os outros três, quando escutaram a música, acharam que já estava tudo mais ou menos completo e só acrescentaram vozes, guitarras, percussão e uns efeitos de gravação. Paul Simonon fez só os vocais de apoio. Joe Strummer deixou a letra original de Headon de lado (que era uma poesia romântica sobre a namorada dele) e, como já vinha trabalhando na frase “rock the Casbah”, criou a letra inteira em cima disso.

Aliás, ao vivo, sem o piano, a música ficava sem parte da graça. Bom, pelo menos no último show da banda, no Us Festival, em 1983 (detalhe: sem Topper na bateria), a canção ficou assim. Procura aí no vídeo, lá pra 8m43.

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Quando Pat Boone gravou Elvis Presley mas não podia citar o nome dele (!)

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Quando Pat Boone gravou Elvis Presley mas não podia citar o nome dele (!)

Tido como a maior ameaça ao reino do colega Elvis Presley, o cantor americano Pat Boone surgiu antes dele no mercado e já era uma estrela quando o cantor de Don’t be cruel ainda era uma promessa. “Agora, quando ouvi que Bill (Randall, DJ) estava trazendo um cantor country cujos discos eu tinha visto na jukebox no Texas, achei que ele estava um pouco louco porque um artista country não seria emocionante para esses adolescentes que queriam rock and roll”, chegou a afirmar Pat, que conheceu Elvis numa loja de meias em Cleveland, Ohio, e declarou ter ficado assustado com a timidez do futuro amigo.

Isso rolou no comecinho da carreira do cantor, quando Pat ainda era também uma novidade e tinha só dois discos de sucesso. Agora corta para alguns anos depois, quanto Pat e Elvis já eram artistas famosos da música e da telona, mas Elvis, para todos os efeitos, era o Rei. “Claro, nunca mais segui Elvis em nenhum programa. Nós nunca aparecemos juntos depois disso”, contou Pat num papo com o fã-clube australiano de Elvis, afirmando também que se tornou amigo de Elvis, e que acreditava que se o cantor pudesse ter tido uma vida mais próxima do “normal”, poderia estar vivo ainda.

Agora, a maior curiosidade envolvendo Pat e Elvis nem era essa proximidade toda. É o fato de que Pat lançou em 1963 um disco com repertório de Elvis Presley mas não podia de jeito nenhum citar o nome de Elvis. Esse aí de baixo.

Pat Boone sings Guess Who? (Pat Boone canta adivinha quem?) saiu quando Pat já havia quase largado o rock. Pouco antes disso, o cantor era casado, mas vivia caindo na farra e bebendo além da conta. Viu o casamento descer morro abaixo. A esposa levou Pat para a igreja católica carismática e ele virou cristão.

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O artista passou a se dedicar a discos gospel, em meio a um ou outro lançamento secular, e virou ídolo de um fã-clube bastante conservador. Em 1962 saiu até um Pat Boone reads the Holy Bible, com o cantor firme no mesmo propósito que, anos depois, aqui no Brasil, ajudaria a engordar o caixa de Cid Moreira: ler trechos da Bíblia para lançamento em disco. A propósito, e lógico que nem daria para imaginar outra coisa: Boone apoiou Donald Trump nas eleições presidenciais em 2016, e disse que o candidato seria reeleito em 2020 (não rolou, como é público e notório).

O disco de Pat cantando Elvis surgiu da ideia literal de homenagear o amigo (e, claro, abiscoitar parte do público do cantor). Problemas à vista: Coronel Parker, empresário espertalhão de Elvis, queria um levado enorme pelo uso do nome de Elvis no título. Não adiantou nem Pat alegar que era amigo do homenageado. Restou a ele cortar o nome de Elvis do título e referir-se a ele no texto de contracapa como “Guess Whosley”.

No fim das contas, tudo acabou dando certo. “Tom Parker acabou tirando o chapéu para mim e disse: ‘Bem, você enganou o vigarista. Você superou o traficante, e eu o saúdo’. Mas o álbum foi um dos melhores álbuns que eu já fiz, musicalmente”, disse Pat. Bom, pelo menos ele teve mais sorte do que quando resolveu tirar totalmente a maldade de Tutti Frutti, de Little Richard, e fez uma versão cagada da música.

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Life With Lucy: a última série de Lucille Ball em 1986

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Life With Lucy: a última série de Lucille Ball em 1986

O sucesso de séries como As supergatas, lançada pela NBC em 1985, acabou fazendo com que o mercado televisivo acordasse para uma realidade: o público mais velho queria se ver na telinha, e séries protagonizadas por atrizes e atores mais velhos dava certo. Foi por causa disso que, em 1986, a concorrente ABC decidiu produzir uma nova série com ninguém menos que Lucille Ball, que estava com 75 anos, vinha fazendo poucos trabalhos na televisão e não botava tanta fé na história de que poderia estourar com uma nova série.

Foi daí que surgiu a última série de Lucille na TV, Life with Lucy, exibida por apenas uma temporada, entre 20 de setembro e 15 de novembro de 1986. Pode acreditar: apesar do sucesso de toda a produção anterior de Lucy na TV, o público correu da nova série dela, que teve apenas treze episódios e cinco deles nem sequer foram exibidos. Houve ainda um décimo-quarto episódio na jogada, escrito mas nunca gravado.

A novidade é que a temporada única da série está no YouTube.

Life with Lucy, para quem curte bastidores da TV, era um reencontro de Lucy com vários colaboradores de longa data. A emissora queria que os roteiristas da série M*A*S*H, sucesso na época, fizessem o roteiro. A atriz insistiu que Bob Carroll Jr. e Madelyn Pugh, que trabalhavam com ela há bastante tempo, escrevessem todo o seriado. Mandou contratarem o técnico de som Cam McCulloch, que trabalhava com ela desde a série I love Lucy – e, aos 77 anos e apresentando surdez galopante (!).

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No papo abaixo, Lucy apresenta ao público Gail Gordon, um ator veterano e aposentado que havia trabalhado com ela na juventude e que voltava em Life with Lucy.

Life with Lucy, até por causa do controle total assumido pela atriz, não teve interferência alguma do canal. Lucy fez tudo da maneira que queria, e a ABC punha fé que o programa seria um sucesso. Aaron Spelling, produtor da série, viu os números desceram morro abaixo assim que a série foi prosseguindo – algum tempo depois, afirmou que seu erro foi ter deixado a atriz fazer o programa da mesma forma que os clássicos da carreira dela tinham sido feitos, havia muitos anos. Algumas publicações chegaram a classificar Life with Lucy como “o pior programa de todos os tempos”, ou algo do tipo.

Maldade com uma série que acabou sendo o último programa de Lucille Ball e que, ao menos, tem valor histórico. De qualquer jeito, até mesmo o plot da série – Lucille interpretava uma viúva que herdava uma loja do falecido marido e tentava tocar o negócio coma família – parecia um tantinho ingênuo se comparado às séries da época, inclusive no caso das idosas super-poderosas de As super gatas. De qualquer jeito, a série foi lançada inteira em DVD em 2019 e tá no YouTube para quem quiser tirar suas próprias conclusões.

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