Urgente
Fontaines D.C. e Rosalía se encontram em “Where is gone?”, novo single de “Dopamine chamber”

RESUMO: Fontaines D.C. e Rosalía lançam Where is gone?, parceria discutida desde 2019 que aproxima as raízes irlandesas e espanholas dos artistas. A faixa antecipa Dopamine chamber, que sai nesta sexta (16).
Texto: Ricardo Schott – Foto: Elizaveta Porodina / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Demos alguns palpites outro dia sobre o que esperar de Dopamine chamber, próximo álbum do Fontaines D.C., que chega nesta sexta (16) pela XL Recordings. Agora, a banda irlandesa resolveu mostrar mais uma peça desse quebra-cabeça: Where is gone?, single que traz ninguém menos que Rosalía como convidada.
E essa parceria não surgiu do nada. Carlos O’Connell, guitarrista do Fontaines, cresceu em Madri, convivendo com as culturas espanhola e irlandesa, e acompanha o trabalho da cantora desde Los Ángeles (2017), seu primeiro álbum. Os dois chegaram a conversar sobre uma possível colaboração em 2019, quando seus caminhos se cruzaram no festival de Glastonbury.
“Sou fã da Rosalía desde seu álbum de estreia, que foi absolutamente lindo. O que realmente me empolgou foi como ela estava mantendo viva uma tradição musical espanhola, o que, de certa forma, me pareceu semelhante ao que tentamos fazer com a música irlandesa”, contou O’Connell. “Para alguém com raízes em ambos os países, tem sido lindo de se ver. Ela é uma artista que me impressionou em todas as etapas desde então.”
A revista espanhola Mondo sonoro chegou a comparar Where is gone? aos duetos de Lee Hazlewood e Nancy Sinatra. Uma referência curiosa, especialmente levando em conta os caminhos cada vez menos previsíveis que o Fontaines vem seguindo.
Aliás, faz bastante sentido que os dois nomes tenham acabado juntos numa gravação. Rosalía foi desmontando as fronteiras entre flamenco, pop, música clássica, eletrônica e experimentação, até chegar a um som que não precisa escolher um único lugar para ficar. Guardadas as diferenças, o Fontaines D.C. vem fazendo algo parecido: começou no pós-punk e, disco após disco, passou a incorporar outras linguagens sem perder sua identidade irlandesa.
Produzido por James Ford, Dopamine chamber chega em 16 de outubro. Rosalía, por sua vez, continua divulgando Lux, seu álbum mais recente, e ainda ganhou uma homenagem do U2 em The mirror maker (Rosalía), faixa de Carnaval de luz, próximo disco dos irlandeses, previsto para 13 de novembro.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
La Dispute volta ao Brasil após 11 anos para três shows em 2027

RESUMO: O La Dispute retorna ao Brasil em maio de 2027, com shows em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A turnê divulga No one was driving the car e terá a banda venezuelana Zeta como convidada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Martin / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Onze anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o La Dispute finalmente está voltando. A banda americana de post-hardcore anunciou uma turnê latino-americana para maio de 2027, com três shows por aqui: Curitiba (Belvedere, 28 de maio), São Paulo (Carioca Club, 29) e Rio de Janeiro (Agyto, 30). Os ingressos estão à venda pela Fastix.
Desta vez, o grupo de Grand Rapids, Michigan, resolveu ampliar o roteiro. Antes de chegar ao Brasil, passa por Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, países que recebem a banda pela primeira vez. O Zeta, grupo venezuelano que mistura post-hardcore e outras influências, acompanha a turnê como convidado especial, com exceção da apresentação na Costa Rica.
O La Dispute vem divulgando No one was driving the car (2025, resenhado aqui), seu álbum mais recente, mas promete um repertório que passa por praticamente toda a discografia. Com mais de duas décadas de carreira, o grupo ficou conhecido por misturar post-hardcore, passagens instrumentais tensas e letras bastante narrativas, muitas vezes próximas de relatos pessoais. O vocalista Jordan Dreyer alterna momentos falados e gritados para contar histórias sobre perdas, relacionamentos e conflitos emocionais.
Jordan também resolveu falar sobre a demora para voltar à América do Sul. “Há alguns anos, viemos para a América do Sul, mas passamos por muito poucos lugares. Desde então, dissemos várias vezes que voltaríamos, e queríamos muito, mas isso nunca se concretizou”, lembrou.
O cantor reconhece que a espera foi maior do que deveria. “Quando você faz uma promessa, está sendo sincero, mas os planos esbarram em alguns imprevistos e, de repente, já se passou uma década. Nenhuma desculpa justifica deixar isso em aberto por tanto tempo”, afirmou.
“Prometemos voltar à América Latina e demoramos demais para cumprir. Tivemos nossos motivos, mas eles não importam mais. Agora estamos cumprindo essa promessa, por nós mesmos e também por vocês”, completou.
A turnê brasileira tem produção da ND Productions e Áldeia Produções.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
SERVIÇO:
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em Curitiba
Data: 28 de maio de 2027 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Belvedere (Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco, Curitiba, PR)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em São Paulo
Data: 29 de maio de 2027 (sábado)
Horário: 17h
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo, SP)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) no Rio de Janeiro
Data: 30 de maio de 2027 (domingo)
Horário: 16h
Local: Agyto (Av. Mem de Sá, 66 – Lapa, Rio de Janeiro, RJ)
Ingressos aqui.
Urgente
Rolling Stones já estão gravando coisas novas, diz um músico ligado à banda

RESUMO: O saxofonista Courtney Pine revelou ter gravado recentemente com Mick Jagger para os Rolling Stones. A sessão reacende a possibilidade de outro álbum, embora a banda ainda não tenha confirmado nada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Kevin Mazur / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Os Rolling Stones mal lançaram Foreign tongues, seu 25º álbum de estúdio (resenhado aqui), e já podem estar preparando mais novidades. O saxofonista britânico Courtney Pine contou que esteve em estúdio com Mick Jagger há poucas semanas, apenas três meses depois da chegada do disco. E deu a entender que a gravação foi feita para a banda, não para algum projeto solo do cantor.
“Acabei de fazer outra sessão com Jagger há algumas semanas para os Rolling Stones”, revelou Pine ao programa Private passions, da BBC Radio 3. O músico, que vem do jazz, também falou sobre as diferenças entre seu trabalho e o universo do vocalista. “Mick é um artista incrível. Todo aquele universo pop é completamente diferente de tudo o que conheço”, afirmou.
Os dois já haviam trabalhado juntos em Wandering spirit, disco solo de Jagger lançado em 1993. Pine participou de uma primeira versão do álbum que acabou descartada e, posteriormente, foi chamado a Los Angeles para novas gravações. Mais de três décadas depois, os caminhos dos dois voltaram a se cruzar.
Por enquanto, ninguém confirmou que a sessão recente faz parte de um novo álbum dos Stones. Mas Jagger já havia dado algumas pistas de que não pretendia ficar muito tempo longe das composições. Em junho, antes mesmo do lançamento de Foreign tongues, ele comentou à NME sobre a possibilidade de o disco fazer parte de uma sequência de três trabalhos.
“Sim, poderia ser uma trilogia. Já comecei a escrever músicas, de qualquer forma”, respondeu. Só que nem tudo o que ele compõe acaba necessariamente nas mãos dos Rolling Stones. “Quando você escreve uma música, às vezes decide: ‘Isso não é para mim, mas poderia ser para o Red Hot Chili Peppers’, ou algo assim”, explicou. “Tenho muita coisa, e nem tudo é adequado para os Rolling Stones. Isso não deveria me impedir de continuar escrevendo”.
Se essas gravações vão render outro disco, ainda é cedo para saber. Mas, pelo visto, Jagger já está pensando no que vem depois de Foreign tongues.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Wry mistura shoegaze e pós-punk em “Décimo andar”, faixa sobre solidão e espera

RESUMO: O Wry antecipa seu nono álbum com Décimo andar, single de shoegaze e pós-punk sobre isolamento e ausência. A música chega com capa inspirada no Prédio Pirâmide, de Sorocaba.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Eric Marques / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Em novembro, um ícone do rock alternativo nacional vai lançar disco novo: o Wry retorna com seu nono álbum de estúdio, cujo título ainda não foi revelado- só se sabe que é o segundo da banda a ser cantado em português. Para anunciar o disco, o grupo já lançou os singles Sob os olhos da multidão e No meio de um sonho, e agora é a vez de Décimo andar.
A faixa mistura shoegaze e pós-punk, com riffs gélidos e beat marcial – com sensação de isolamento acentuada pela parede de guitarras. Já a letra “surgiu de uma imagem: alguém sozinho à noite ouvindo a vida acontecer lá fora, enquanto espera por alguém que não está lá e talvez nunca esteve. O décimo andar é alto e longe do chão, um lugar de espera e observação. Conseguimos fazer uma música enigmática, densa e melancólica que parece uma cena de filme”, explica o vocalista e compositor Mario Bross.
A capa do single também tem a ver com essa ideia de distância e isolamento. Mario Bross usou uma foto do Edifício Antares, conhecido como “Prédio Pirâmide”, construído em 1986 no centro de Sorocaba (SP). O prédio, que virou um dos cartões-postais da cidade, tem uma ligação especial com o que a banda procura expressar na música. “A história desse prédio de certa forma serve como um parâmetro à nossa própria história, ao nosso lugar e à ideia de isolamento, observação e não pertencimento presentes na letra”, completa Bross.
Ainda sobre o próximo disco do Wry, a banda revela que ele vai ter dez faixas inéditas que abordam amor, dor e sobrevivência – ele da sequência ao elogiado Aurora, de 2022. Além da Mario, participaram da gravação do single Lu Marcello (guitarra), William Leonotti (baixo), Gabriel Penatti (harmonia vocal) e Italo Ribeiro (bateria), além de João Antunes, que cuidou de eletrônicos e fez a produção (com Bross), a gravação (com Luciano Marcello) e a mixagem e a masterização de Décimo andar.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.


































