Lançado em 7 de março de 1975, o nono disco de David Bowie, Young americans, marcava a entrada de uma nova fase na carreira do cantor, que demonstrava verdadeira adoração pelo chamado soul de olhos azuis (costumava chamar o disco de “plastic soul”, soul de plástico). Bowie despedia-se de vez de todas as referências anteriores, e até de alguns relacionamentos – seu casamento com Angela Bowie fazia água (divorciariam-se de vez em 1980) e o trabalho com o empresário Tony DeFries, após muitos processos e bastante dor de cabeça, acabava. Começava a frequentar clubes em Nova York e Los Angeles e percebia que a juventude que saía à noite estava se afastando gradativamente do rock e chegando perto da dance music da época.

Agora, essa introdução é só pra avisar que repousa no YouTube o comercial de TV norte-americano de Young americans, com David Bowie extremamente magro, usando uma calça abotoada na altura do umbigo e com um corte de cabelo que o deixa com uma cabeça do tamanho de um bonde. Fenomenal.

E olha o anúncio do disco no rádio, com trechos de Young americans e Fame.